Ciclone extratropical: quando deve chegar e quais os efeitos

Fenômeno começa a se formar no sábado (10), deve atingir o pico no fim de semana e provocar chuvas intensas
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A previsão indica que o ciclone atinja seu pico de influência, com chuva intensa e ventos fortes, entre sábado (10) e domingo (11). Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O primeiro ciclone extratropical de 2026 com influência direta no Brasil começa a se organizar a partir deste próximo sábado (10) e deve provocar uma mudança significativa no tempo, especialmente na Região Sul. De acordo a Defesa Civil, o ciclone se forma a partir de uma área de baixa pressão que se intensifica entre o Paraguai e o norte da Argentina nos dias 8 e 9 de janeiro, ganhando força na madrugada de sábado entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul. Saiba mais na TVT News.

A previsão indica que o ciclone atinja seu pico de influência entre sábado (10) e domingo (11). No domingo, o centro do sistema deve se deslocar para leste, passando pelo extremo sul do Rio Grande do Sul, na região de Santa Vitória do Palmar. Na segunda-feira (12), o fenômeno avança para o Oceano Atlântico e perde força rapidamente, reduzindo seus impactos sobre o continente.

Sul concentra os efeitos mais severos

O Rio Grande do Sul é o estado mais afetado pelo ciclone extratropical. Já na sexta-feira (9), antes mesmo da consolidação do sistema, a expansão da baixa pressão provoca chuvas intensas e ventos fortes, principalmente nas regiões Centro e Oeste do estado. Há alerta para acumulados de até 100 milímetros em apenas seis horas, além de rajadas de vento que podem variar entre 80 km/h e superar os 100 km/h. O cenário aumenta o risco de alagamentos, enxurradas, queda de árvores, granizo e descargas elétricas.

Em Santa Catarina e no Paraná, o ciclone não passa diretamente, mas as áreas de instabilidade associadas ao sistema devem provocar temporais ao longo do fim de semana. As regiões oeste e centro-sul catarinense, além do sudoeste paranaense, concentram maior risco de chuva forte, raios e ventania, especialmente entre sábado e domingo.

Frente fria leva instabilidade a outras regiões

Os reflexos do ciclone extratropical também serão sentidos fora do Sul, principalmente por meio da frente fria associada ao sistema. Em São Paulo, os efeitos devem ocorrer entre sábado e domingo, com previsão de pancadas de chuva fortes e isoladas, acompanhadas de raios, rajadas de vento e possibilidade de granizo pontual. As áreas mais próximas ao Paraná e a faixa leste do estado estão entre as mais suscetíveis.

Apesar da instabilidade, o calor persiste em território paulista. As temperaturas podem chegar a 37°C no Vale do Ribeira e em Itapeva, enquanto a capital paulista deve registrar mínimas em torno de 21°C e máximas de até 33°C.

No Mato Grosso do Sul, a chuva ganha força no domingo com o avanço da frente fria. Antes disso, na sexta e no sábado, as pancadas seguem ocorrendo de forma mais isolada, típicas do verão, impulsionadas pelo calor intenso.

O que é um ciclone extratropical

O ciclone extratropical é um sistema de baixa pressão atmosférica que se organiza em diferentes níveis da atmosfera, favorecendo a formação de nuvens carregadas, ventos intensos e grandes volumes de chuva. Esses fenômenos são relativamente comuns no Sul e no Sudeste do Brasil e podem ocorrer em qualquer época do ano, embora sejam mais frequentes no outono e no inverno. Quando o sistema se forma de maneira independente, o processo recebe o nome técnico de ciclogênese.

Recomendações

Diante do cenário de risco, a Defesa Civil orienta a população a acompanhar os alertas e previsões atualizadas, observar sinais de instabilidade em áreas de encosta, como rachaduras no solo ou inclinação de árvores e postes, e monitorar o nível de rios e córregos. Durante tempestades com raios, a recomendação é desligar aparelhos eletrônicos da tomada para evitar danos.

As autoridades reforçam que a atenção deve ser redobrada principalmente no Rio Grande do Sul, onde os efeitos do ciclone extratropical tendem a ser mais intensos ao longo do fim de semana.

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