CPI Pantanal ouve Cemaden, e Guedes reforça necessidade de respostas da Defesa Civil

Cemaden aponta falhas na resposta a alertas e expõe vulnerabilidade histórica do Jardim Pantanal
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“O que mais me chamou atenção foi a questão dos alertas", disse Guedes. Fotos: Lucas Bassi/CMSP

A CPI Pantanal realizou nesta quinta-feira (26) mais uma oitiva fundamental para o avanço das investigações sobre as enchentes que atingem o Jardim Pantanal. O presidente da Comissão, vereador Alessandro Guedes (PT), conduziu a reunião com representantes do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), órgão responsável por emitir alertas de risco em todo o país. Mais informações em TVT News.

Guedes destacou que a participação do Cemaden é estratégica para compreender os fatores que agravam as inundações na região. “Achamos importante ouvir o Cemaden para obter contribuições técnicas que nos ajudem a entender o que pode ser feito para resolver esse problema que afeta há tantos anos os moradores do Pantanal”, afirmou.

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Monitoramento e vulnerabilidade da região do Jardim Pantanal

Os técnicos do Cemaden explicaram que o Jardim Pantanal é monitorado desde 2011 e que a área é historicamente vulnerável por estar localizada em várzea do rio Tietê. A diretora Regina Célia dos Santos Alvalá ressaltou que o órgão trabalha para emitir alertas com rapidez e precisão, permitindo que autoridades adotem medidas preventivas.

Chuvas intensas e falhas no sistema de drenagem

O tecnologista Jorge Luiz Barbarotto Júnior apontou que os alagamentos recentes foram agravados pelo excesso de chuvas e pela saturação da bacia hidrográfica, que elevou o nível do Tietê. Segundo ele, o sistema de drenagem da região não tem capacidade para absorver o volume registrado nos eventos extremos.

Alertas sem retorno

Durante a oitiva, os representantes do Cemaden informaram que os alertas enviados ao município nem sempre recebem resposta da Defesa Civil. Em episódios recentes, como nas chuvas do início de 2025, o órgão não obteve retorno sobre as providências adotadas.

Para Alessandro Guedes, essa informação é preocupante. “O que mais me chamou atenção foi a questão dos alertas. Eles deixaram claro que, quando emitem um alerta, comunicam o município, e que cabe à Defesa Civil tomar as providências necessárias. Também relataram que poderia haver mais troca de documentos e informações após o envio desses alertas”, disse.

Próximos passos da CPI

O presidente da CPI adiantou que a Comissão deve convocar representantes da Defesa Civil para esclarecer o fluxo de informações e a efetividade das ações adotadas.

Durante a reunião, foram aprovados dois requerimentos: um de sua autoria, solicitando informações à Fundação Florestal sobre intervenções na região do rio Tietê; e outro da vereadora Marina Bragante (REDE), convidando a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente para apresentar estratégias de preservação e soluções baseadas na natureza.

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