A maioria dos eleitores brasileiros defende a proibição das apostas esportivas online, conhecidas como bets, e dos cassinos online. É o que aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Segundo o levantamento, 78% dos entrevistados são favoráveis à proibição, enquanto 18% são contrários e 4% não souberam responder. Leia em TVT News.
Os entrevistados responderam à pergunta: “Na sua opinião, as apostas esportivas online, as chamadas BETS e os cassinos online, deveriam ser proibidas ou não?”. O resultado mostra uma diferença de 60 pontos percentuais entre os que apoiam a proibição e os que são contrários à medida.
O levantamento também identificou diferenças entre grupos da população. Entre as mulheres, o apoio chega a 82%, enquanto entre os homens é de 74%. No recorte por religião, 81% dos eleitores evangélicos defendem a proibição, contra 76% entre os católicos.
Também há diferença de acordo com a intenção de voto para a Presidência da República. Entre os eleitores que declararam intenção de votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 85% são favoráveis à proibição. Entre aqueles que pretendem votar em Flávio Bolsonaro (PL), o percentual é de 70%.
As margens de erro desses recortes são superiores à margem de erro da amostra total, já que os grupos analisados reúnem uma quantidade menor de entrevistados.
Apoio à proibição cresce em relação a 2024
O resultado registrado pelo Datafolha representa aumento do apoio à proibição das apostas em relação à pesquisa realizada pelo instituto em novembro de 2024. Naquele levantamento, 65% dos entrevistados defendiam o fim das bets e dos cassinos online, enquanto 27% eram contrários e 8% não tinham opinião formada.
Na comparação entre os dois levantamentos, o percentual favorável à proibição aumentou 13 pontos percentuais.
Quem aposta nas plataformas

O Datafolha também investigou a presença das apostas dentro das residências. 81% dos entrevistados disseram que ninguém em sua casa costuma apostar em bets ou cassinos online.
Outros 18% afirmaram que eles próprios ou alguma outra pessoa que mora na residência têm esse hábito. Dentro desse grupo, 6% disseram que somente o entrevistado costuma apostar; 3% afirmaram que tanto o entrevistado quanto outra pessoa da casa fazem apostas; e 9% disseram que outra pessoa da residência aposta, mas o entrevistado não.
Entre os eleitores de 16 a 24 anos e aqueles de 25 a 34 anos, a parcela que aposta ou vive com alguém que aposta chega a 27%.
O indicador também varia de acordo com o recebimento do Bolsa Família. Entre os beneficiários do programa, 31% afirmaram que apostam ou moram com alguém que aposta. Entre os não beneficiários, o percentual é de 14%.
Reajuste do Bolsa Família tem 64% de apoio
O Datafolha perguntou ainda sobre um reajuste de 15% no Bolsa Família, que elevaria o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro de 2026.
Ao todo, 64% dos entrevistados disseram ser favoráveis ao reajuste, enquanto 31% são contrários. Outros 3% se declararam indiferentes e 2% não souberam responder.
Entre os beneficiários do programa, o apoio chega a 83%. Entre os eleitores que não recebem o Bolsa Família, o índice é de 58%.
A aprovação do reajuste também é maior entre alguns grupos específicos: chega a 78% entre os eleitores de 16 a 24 anos, a 70% entre aqueles que estudaram até o ensino fundamental e a 73% entre pessoas com renda familiar de até dois salários mínimos.
No recorte regional, há maior equilíbrio no Sul, onde 45% são favoráveis ao reajuste e 44% são contrários. Entre os eleitores de Lula, 89% apoiam a medida e 9% são contra. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 40% são favoráveis e 54% são contrários.
Metodologia
O Datafolha entrevistou 2.506 eleitores com 16 anos ou mais em 152 municípios, entre 29 de setembro e 1º de outubro de 2026. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08039/2026.
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