Urgente ao vivo: EUA e Israel atacam Irã

Após ataques na capital, Irã lança retaliação contra países da região. TVT News traz análise ao vivo
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Um projétil explode sobre as águas da baía de Haifa, ao largo da cidade costeira de Israel, no norte do país, em 28 de fevereiro de 2026. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, e a emissora pública israelense noticiou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, havia sido alvo dos ataques. A república islâmica retaliou com uma saraivada de mísseis contra os países do Golfo e Israel. (Foto de Jalaa Marey / AFP)

Após semanas de ameaças, Estados Unidos e Israel lançaram, neste sábado (28), um ataque “de grande envergadura” contra o Irã, onde foram registradas explosões em Teerã e em outras cidades. TVT News está ao vivo.

Ao vivo: EUA e Israel atacam Irã

O que está acontecendo no Irã

  • Chega a 51 o número de estudantes mortas ema escola iraniana, informa a televisão estatal

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Esta imagem, capturada da transmissão da televisão estatal iraniana de 28 de fevereiro de 2026, mostra o que a emissora afirma ser o local dos ataques mortais dos EUA e de Israel contra uma escola primária feminina em Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã, perto da estratégica rota marítima do Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, gerando temores de uma guerra regional, com relatos de explosões em todo o Oriente Médio, enquanto a república islâmica retaliou com uma saraivada de mísseis. (Foto de Alex MITA / IRIB TV / AFP) / USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS

Exército israelense diz ter atacado altos funcionários iranianos reunidos em Teerã

O Exército israelense afirmou, neste sábado (28), ter atacado várias reuniões de altos funcionários iranianos em Teerã, durante sua operação conjunta lançada com os Estados Unidos.

“O ataque desta manhã ocorreu de forma simultânea em vários locais de Teerã, onde estavam reunidos altos funcionários políticos e de segurança”, informou o Exército israelense em um comunicado.

Governo brasileiro reage aos ataques no Irã

Leia a nota do governo brasileiro sobre os ataques dos EUA e Israel

Ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã

O Governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região.

O Brasil apela a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil.

As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com particular atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados. Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem.

O Embaixador do Brasil em Teerã está em contato direto com a comunidade brasileira, a fim de transmitir atualizações sobre a situação e orientações de segurança.

Reações na Europa

Macron: escalada em torno do Irã é ‘perigosa para todos’ e ‘deve cessar’

O presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu, neste sábado (28), que a escalada em torno do Irã é “perigosa para todos” e “deve cessar”, em reação ao ataque lançado por Estados Unidos e Israel contra a república islâmica.

Em mensagem no X, Macron pediu uma “reunião urgente” do Conselho de Segurança da ONU e pediu ao poder iraniano para “devolver a palavra” ao povo.

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Esta combinação de capturas de vídeo, extraídas de imagens geradas por usuários e publicadas em redes sociais em 28 de fevereiro de 2026, e verificadas pelas equipes da AFPTV em Paris, mostra uma suposta explosão em Teerã. Os Estados Unidos iniciaram ataques contra o Irã, informou a mídia americana em 28 de fevereiro, após Israel ter anunciado um ataque contra seu antigo adversário regional. (Foto de diversas fontes / AFP)

EUA e Israel atacam o Irã, que incendeia a região com mísseis

Teerã, Irã, com informações da AFP

Após semanas de ameaças, Estados Unidos e Israel lançaram, neste sábado (28), um ataque “de grande envergadura” contra o Irã, onde foram registradas explosões em Teerã e em outras cidades.

Entre os alvos atacados na chamada operação “Fúria Épica”, estão o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, no poder desde 1989, e o presidente Masoud Pezeshkian, segundo a rádio-televisão pública israelense.

“Este regime terrorista não pode nunca ter uma arma atômica”, disse o presidente americano, Donald Trump, ao anunciar o ataque. O presidente republicano apresentou esta campanha “maciça” como uma “missão nobre”, e admitiu que seu país poderia sofrer baixas.

O Irã respondeu lançando mísseis e drones contra Israel e ataques contra bases americanas em vários países da região, afirmou a Guarda Revolucionária.

Correspondentes da AFP reportaram explosões em Jerusalém, mas também em outros países da região, como Emirados Árabes, Catar, Kuwait, Arábia Saudita e Bahrein, onde um ataque com mísseis atingiu instalações da V Frota americana.

Os primeiros mortos reportados foram 24 alunos em um ataque israelense que atingiu uma escola no sul do Irã, segundo uma autoridade local.

Por sua vez, o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos anunciou a morte de um civil na queda de destroços de mísseis em Abu Dhabi.

Fumaça em Teerã

Em Teerã, uma coluna de fumaça foi vista no bairro Pasteur, onde ficam a residência do guia supremo, aiatolá Ali Khamenei, e a sede da Presidência.

Testemunhas ouviram pelo menos três explosões na região. Perto da residência de Khamenei havia um forte dispositivo de segurança e ruas bloqueadas, constatou um jornalista da AFP.

Ao mesmo tempo, as comunicações estão afetadas: as chamadas telefônicas pararam de funcionar, segundo um jornalista da AFP, e a conexão à internet foi cortada, informou o site especializado NetBlocks.

Em um discurso de sua residência em Palm Beach, na Flórida, o presidente americano, Donald Trump, anunciou ataques de “grande envergadura” para “eliminar ameaças iminentes” causadas pelo Irã.

Seu aliado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, assinalou que a operação busca “eliminar a ameaça existencial” que a república islâmica representa.

Fontes de segurança israelense disseram que a operação responde à “aceleração” da produção de mísseis balísticos por parte do Irã e que continuará por “tanto tempo quanto for necessário”.

O que disse Trump

“A hora da sua liberdade está ao alcance da mão”, disse Trump aos iranianos, a quem exortou “tomar o controle” de seu governo.

“Vamos destruir seus mísseis e arrasar por completo sua indústria de mísseis. Ficará totalmente aniquilada, de novo. Vamos aniquilar sua Marinha”, disse Trump em sua mensagem.

O presidente americano ofereceu aos dirigentes militares do Irã a “imunidade” caso se rendam, ou uma “morte certa” se não o fizerem.

Netanyahu repercutiu este chamado e disse aos iranianos que tinha chegado o momento de “sacudir o jugo da tirania”.

“Estamos muito perto da vitória final”, afirmou, em mensagem de vídeo difundida online o filho do falecido xá do Irã, Reza Pahlavi.

“Quero estar ao seu lado assim que possível para que juntos possamos recuperar e reconstruir o Irã”, disse Pahlavi, que vive no exílio nos Estados Unidos, e disse estar pronto para conduzir uma transição política no Irã.

O exército israelense afirmou que os ataques impactaram dezenas de instalações militares e foram o resultado de meses de planejamento conjunto com os Estados Unidos.

A TV estatal iraniana reportou que o presidente Pezeshkian está “são e salvo”.

A agência de notícias Fars assinalou que “foram registrados sete impactos de mísseis nos distritos de Keshvardoost e Pasteur”, em Teerã.

“Vi dois mísseis Tomahawk voando horizontalmente”, disse à AFP o trabalhador de um escritório sob a condição do anonimato. “A princípio ouvimos um ruído abafado e pensamos que se tratasse de um avião de combate”, acrescentou.

Irã, Israel, Iraque, Síria e Catar fecharam seus espaços aéreos ao tráfego civil e várias empresas aéreas anunciaram a suspensão de voos para a região.

Em Jerusalém, foram ouvidas explosões depois que soaram as sirenes antiaéreas, e o exército informou ter identificado “mísseis lançados do Irã rumo ao Estado de Israel”.

Uma mensagem foi enviada aos celulares da população, urgindo que buscassem refúgio.

Tensões no Oriente Médio

Irã e Estados Unidos lançaram esta semana a terceira rodada de negociações com mediação de Omã, considerada uma última tentativa para evitar a guerra.

Washington quer impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, um temor das potências ocidentais, negado reiteradamente por Teerã.

Em 19 de fevereiro, Donald Trump deu um ultimato de “10 a 15 dias” para decidir se era possível um acordo ou se recorreria à força.

Em janeiro, surgiram novas tensões entre Washington e Teerã, quando o Irã reprimiu violentamente os protestos multitudinários que desafiaram o poder dos aiatolás na república islâmica.

Trump ameaçou, então, intervir no país para “ajudar” o povo iraniano.

Em junho de 2025, Israel e Irã se enfrentaram em uma guerra de 12 dias, desencadeada por um ataque sem precedentes lançado por Israel contra o alto comando militar iraniano, assim como contra lança-mísseis e instalações vinculadas ao programa nuclear da república islâmica.

Os Estados Unidos se somaram à operação militar de seu aliado, atacando três instalações nucleares iranianas.

© Agence France-Presse

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