O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) afirmou, em entrevista à Rede TVT nesta quinta (22), que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, prometeu a familiares dos envolvidos no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes que, se eleito, promoveria uma revisão do caso. Segundo Otoni, a medida poderia abrir caminho para a soltura dos condenados. Leia em TVT News.
“Eu fui informado há duas semanas atrás e esperei realmente a confirmação de que houve uma reunião com o senador Flávio Bolsonaro e a família dos envolvidos no caso Marielle, tanto a família Brazão quanto a família do Lessa”, declarou o deputado.
De acordo com Otoni, Flávio teria dito aos familiares que, caso chegasse à Presidência, promoveria uma recomposição do Supremo Tribunal Federal (STF), e o processo seria revisto. “O caso seria revisado, seria revisto. Esta teria sido a promessa do Flávio Bolsonaro às famílias envolvidas”, afirmou.
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Condenações pelo assassinato de Marielle
Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados em março de 2018. O caso também teve como vítima sobrevivente a assessora Fernanda Chaves.
Em fevereiro de 2026, a Primeira Turma do STF condenou cinco réus por crimes relacionados ao assassinato. Entre eles estão os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes dos homicídios, além do ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa, do major da Polícia Militar Ronald Paulo Alves Pereira e do ex-policial militar Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe.
Deputado também acusa Flávio de influência na segurança pública
Na entrevista à Rede TVT, Otoni de Paula também acusou Flávio Bolsonaro de exercer influência sobre a estrutura da segurança pública do Rio de Janeiro. Segundo ele, o senador teria participado, junto com aliados políticos, de indicações para cargos de comando na Polícia Militar e na Polícia Civil durante o governo de Cláudio Castro (PL).
“Flávio Bolsonaro foi quem comandou as indicações junto com Canella de delegado da Polícia Civil, das delegacias de Polícia Civil e de comandante de batalhões”, declarou.
O deputado ainda afirmou que a influência do senador iria além de relações com milícias e fez acusações sobre supostos vínculos com pessoas ligadas ao Comando Vermelho (CV). Otoni mencionou um alegado acordo para a retirada de barricadas em comunidades dominadas pela facção, em troca da ausência de operações policiais nesses territórios.