Gabriela Biló lança livro sobre trama golpista do 8 de janeiro

A obra de Gabriela Biló, Juízo final (Fósforo/Seiva), que inclui fotografias e texto será lançada em São Paulo neste sábado (11)
Gabriela Biló lança Juízo final em São Paulo neste sábado (11)

A fotógrafa e jornalista Gabriela Biló lança sua mais nova obra, Juízo final (Fósforo/Seiva), neste sábado (11) em São Paulo. Trata-se de um livro-reportagem que aborda um dos períodos mais conturbados da democracia brasileira: o golpe do 8 de janeiro. Leia em TVT News.

O lançamento em São Paulo acontecerá na livraria Megafauna do Copan, na Avenida Ipiranga, nº 200, a partir das 15 horas. A mesa de discussão terá mediação do jornalista Fernando Barros e Silva.

Diferente de seu trabalho anterior, focado na estética da fotografia clássica, este novo volume adota um tom de memória investigativa, utilizando o dia 9 de janeiro de 2023 como o marco inicial de sua narrativa.

Para a autora, a escolha da data é estratégica: foi o momento em que a retórica política deu lugar à resposta concreta do Estado.

“Esse livro começa no dia 9 porque é quando a gente começa a ter uma resposta das instituições. Até então, tinha essa percepção de que tinha uma tentativa de golpe, mas se não fosse pelas consequências colhidas a partir dali, poderiam falar que era uma invenção da imprensa”, afirma Biló.

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O “Fio Condutor” da Trama de Gabriela Biló

Fotografia de Gabriela Biló para a Folha de S. Paulo, presente no livro ‘Juízo final’ | © Gabriela Biló / Fósforo / Seiva

O livro combina registros fotográficos com textos que organizam a cronologia dos fatos, servindo como um guia para que o leitor compreenda a complexidade dos eventos. A obra não se limita ao que aconteceu na Praça dos Três Poderes, mas mergulha nas raízes do movimento, traçando conexões que, segundo a autora, remontam ao mandato de Jair Bolsonaro.

A narrativa é sustentada por documentos oficiais de alto peso jurídico. Biló baseou seu texto no:

  • Voto do ministro Alexandre de Moraes;
  • Parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR);
  • Relatório final da Polícia Federal.

A Curadoria e o Valor Histórico

Com edição assinada por Fernando Barros e Silva e prefácio do escritor Marcelo Rubens Paiva, a obra busca entregar o que a jornalista chama de “conjunto de coisas”. Segundo ela, o objetivo é mostrar que as evidências não são provas isoladas, mas partes de uma engrenagem maior.

“A ideia é que quem abrisse conseguisse entender que existe um fio condutor. Eu escrevi esse texto fazendo essa cronologia para mostrar que não é uma única evidência, é um conjunto de fatores que prenderam Jair Bolsonaro e seus comparsas”, explica a jornalista.

O lançamento chega ao mercado como uma peça fundamental para o entendimento do processo investigativo que transformou a percepção de uma “narrativa de esquerda” em um processo judicial robusto sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil.

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