O incêndio na UFPE atingiu, na noite de quarta-feira (7), o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), no Recife, onde funcionavam laboratórios e eram armazenados equipamentos, amostras e dados de pesquisas científicas.
Horas antes, estudantes haviam relatado ameaças atribuídas a apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), incluindo mensagens que falavam em “explodir o departamento”. Os deputados federais eleitos Jones Manoel (PSOL-PE) e Ana Elisa (PT-MG) se manifestaram sobre o caso e defenderam a apuração dos fatos. A causa do fogo ainda não foi determinada. Saiba mais com a TVT News.
Incêndio na UFPE: o que se sabe até agora
- O que aconteceu na UFPE: um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio da DINE, que abrigava laboratórios de fármacos, informática e genética. As chamas se espalharam rapidamente devido aos produtos armazenados no local. Não houve vítimas.
- Incêndio na UFPE afetou áreas de pesquisas: o reitor Alfredo Gomes informou que quase todos os equipamentos foram perdidos, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões. Foram destruídas amostras de projetos sobre câncer, obesidade, Covid-19, TDAH e autismo, além de dados de dissertações e teses.
- Deputados eleitos relatam ameaças e pedem investigação: Jones Manoel denunciou que alunos receberam mensagens com ameaças explícitas contra setores da UFPE horas antes do incêndio. Ana Elisa associou o episódio ao avanço do fascismo no país e cobrou punição dos responsáveis. Jones anunciou que pretende solicitar investigação à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF).
Incêndio na UFPE destrói centro de pesquisas
O incêndio na UFPE atingiu a sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), vinculada à estrutura de pesquisa e inovação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O prédio fica na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife.
Segundo a universidade, o Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente. A instituição informou que as características dos produtos armazenados no local contribuíram para a rápida propagação das chamas e provocaram grandes danos à estrutura. Não houve registro de vítimas.
O reitor Alfredo Gomes afirmou que o imóvel reunia laboratórios importantes e pesquisas que acumulavam dados de até duas décadas. Estimativas preliminares apontam que o prédio abrigava cerca de R$ 100 milhões em equipamentos, embora o valor efetivamente perdido ainda dependa de uma avaliação técnica.
Além dos equipamentos, o incêndio pode ter comprometido amostras e registros de pesquisas desenvolvidas por estudantes de iniciação científica, mestrandos, doutorandos e pesquisadores de pós-doutorado. O levantamento dos prejuízos ainda está em andamento.
A UFPE mantém as demais atividades do campus, enquanto o prédio atingido permanece isolado para avaliação da estrutura e dos danos.
Deputados eleitos denunciam ameaças e pedem investigação
O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE) foi um dos primeiros a denunciar publicamente a sequência de fatos. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que estudantes receberam mensagens com ameaças explícitas horas antes do incêndio. “A sequência dos fatos é gravíssima e precisa ser esclarecida com urgência. Estamos buscando mais informações e vamos solicitar à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal uma investigação imediata sobre o caso, diante da possibilidade de o incêndio ter origem criminosa”, escreveu.
A deputada federal eleita Ana Elisa também se manifestou sobre o episódio. Em sua conta no X (antigo Twitter), ela associou o incêndio ao contexto de violência política vivido no país. “Centro de Pesquisas da Universidade Federal de Pernambuco é incendiado 1 dia após estudantes realizarem protestos a favor de Lula. ISSO É O BRASIL CASO O FLÁVIO BOLSONARO VENÇA AS ELEIÇÕES!”, publicou.

As denúncias de ameaças também foram repercutidas por veículos de imprensa e por integrantes da comunidade acadêmica. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPE enviou um ofício à reitoria pedindo investigação e transparência sobre as causas do incêndio.