Insulina de ação prolongada será ofertada pelo SUS

Serão 20 milhões de fracos para atender os paciente com o tipo 1 e 2 da doença
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No Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas (10,2% da população) têm diabetes. Foto: Arquivo/Agência Brasil

Pessoas que tratam diabete no SUS terão acesso a insulina de ação prolonga totalmente produzida no Brasil. O acordo fechado entre o Ministério da Saúde com empresas privadas estabelece a produção de 20 milhões de fracos para atender os paciente com o tipo 1 e 2 da doença. Saiba mais na TVT News.

Insulina para diabéticos em tratamento pelo SUS

O Governo Federal firmou nesta quarta-feira (2), uma parceria para produção nacional de insulina glargina, com ação prolongada. O acordo foi estabelecido entre o Ministério da Saúde, Bio-Manguinhos (Fiocruz), a empresa de biotecnologia Biomm e a farmacêutica Gan&Lee.

A previsão é que ainda neste ano sejam produzidos e entregues 20 milhões de frascos desse produto para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com diabetes tipos 1 e 2. No Brasil, cerca de 20 milhões de pessoas (10,2% da população) têm diabetes.

O ministro Alexandre Padilha (Saúde) ressaltou a importância de fortalecer a produção nacional de insumos. “Cada passo que tomamos é guiado pelo esforço de ampliar o acesso da população brasileira à saúde, a medicamentos e a tecnologias inovadoras.

Esforços necessários para que a gente consiga reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS. Por isso escolhemos trilhar o caminho de cada vez mais desenvolver tecnologia, transferir conhecimento, gerar desenvolvimento, emprego e renda no nosso país”, afirmou.

Inicialmente, a parceria vai garantir que os pacientes sejam atendidos com o produto embalado no Brasil, na fábrica da Biomm, em Nova Lima (MG). Em 2024, a planta de produção dessa fábrica foi inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcando a retomada da produção do hormônio no país por uma empresa nacional depois de duas décadas. A unidade tem capacidade de suprir a demanda nacional do hormônio e favorecer o acesso dos pacientes ao tratamento.

Produção nacional de insulina

Com o novo acordo, o Governo Federal garante a transferência da tecnologia — atualmente da farmacêutica chinesa Gan&Lee — para o Brasil, por meio de Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fiocruz. Assim, o produto passa a ser 100% nacional, reduzindo a dependência externa e fortalecendo o sistema de saúde brasileiro.

O Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) dessa insulina será produzido integralmente na planta da Fiocruz em Eusébio (CE), a primeira planta produtiva de insulina da América Latina, que será construída com recursos do Novo PAC. O investimento do Governo Federal ultrapassa R$930 milhões para assegurar uma cadeia produtiva completa para o abastecimento do SUS.

Ao final do projeto, em até dez anos, a produção poderá atingir 70 milhões de unidades anuais, para atender à necessidade da população brasileira por insulina glargina.

Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde anunciou o envio de mais 26 mil frascos de insulina humana regular para auxiliar no abastecimento da rede hospitalar do SUS. Até dezembro de 2024, foram entregues cerca de 59 milhões de unidades do hormônio humano NPH e cerca de 12 milhões da regular, nas apresentações em frasco e caneta, para atender à demanda da atenção primária.

Tratamento de diabete pelo SUS

O SUS garante tratamento integral a pessoas com diabetes e já fornece gratuitamente quatro tipos de insulinas: insulinas humanas NPH e regular e insulinas análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais e injetáveis para diabetes mellitus.

Para ampliar o uso da insulina para pacientes com diabetes tipo 2, em novembro de 2024, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou a incorporação de insulinas análogas de ação rápida e prolongada também para pacientes com diabetes mellitus tipo 2.

Por Secretaria de Comunicação Social

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