Irã registra 555 mortos após ofensiva de EUA e Israel; Teerã descarta negociação

Ofensiva entra no terceiro dia com bombardeios em 131 cidades iranianas; Teerã rejeita negociar apesar de declaração de Trump
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Cidadãos iranianos fazem vigília em memória do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, assassinado pelos EUA e Israel. Foto: AFP

O conflito no Oriente Médio entrou no terceiro dia nesta segunda-feira (2) com escalada militar e colapso das tentativas diplomáticas. Segundo o Crescente Vermelho iraniano, ao menos 555 pessoas morreram no Irã desde o início da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel, que já atingiu 131 cidades. Teerã nega qualquer possibilidade de negociação, apesar de declarações do presidente estadunidense de que a liderança iraniana estaria disposta ao diálogo. Saiba os detalhes na TVT News.

Entre os episódios mais graves está o bombardeio a uma escola primária de meninas em Minab, no sul do país, onde cerca de 180 crianças morreram, segundo autoridades locais. Em Teerã, o Hospital Gandhi foi atingido e precisou ser evacuado às pressas.

O embaixador do Irã na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Reza Najafi, afirmou a repórteres da Al Jazeera que ataques dos EUA e de Israel atingiram o complexo nuclear de Natanz. Najafi ressaltou “a justificava deles de que o Irã quer desenvolver armas nucleares é simplesmente uma grande mentira”.

Conflito se espalha e eleva número de mortos

As baixas se espalham pela região. No Líbano, ao menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas após bombardeios israelenses. Em Israel, dez mortes foram confirmadas, incluindo nove em um ataque de míssil balístico na cidade de Beit Shemesh. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou quatro militares americanos mortos e cinco feridos graves na operação “Epic Fury”. Já a Guarda Revolucionária do Irã afirma que as baixas americanas chegam a 560, número contestado por Washington.

Mortes também foram registradas nos Emirados Árabes Unidos (3), Iraque (2), Kuwait (1), Bahrein (1) e cinco feridos em Omã.

Impasse diplomático

A crise é marcada por versões opostas sobre a possibilidade de diálogo. Em entrevista à revista The Atlantic, Trump declarou que a nova liderança iraniana “quer conversar” e que ele concordou com a abertura de negociações. Em contrapartida, Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, rejeitou publicamente qualquer mediação e acusou Trump de mentir.

Larijani afirmou que a doutrina “America First” teria sido transformada em “Israel First”, alegando que soldados norte-americanos estariam sendo sacrificados por interesses regionais israelenses. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o país foi atacado durante rodadas anteriores de negociação, inclusive após encontros em Genebra, o que teria minado a confiança em qualquer novo processo diplomático.

Guerra regionalizada

O conflito extrapolou as fronteiras iranianas. Israel lançou ataques aéreos de grande escala no coração de Teerã e intensificou bombardeios no Líbano após a entrada do Hezbollah no confronto. O grupo xiita declarou ter agido em retaliação à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

O Irã respondeu com ondas de mísseis e drones contra Israel e bases militares dos EUA em nove países: Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Chipre. A Guarda Revolucionária afirma ter como alvos o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e quartéis-generais da Força Aérea de Israel.

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