Janja é esperada em desfile da Acadêmicos de Niterói

Escola levará para a Sapucaí enredo que homenageia a vida do presidente Lula.
Em entrevista à equipe do jornal TVT News Primeira Edição, o presidente de honra da agremiação, Anderson Pico, afirmou que a primeira-dama Janja já participou de atividades na escola. Foto: Acadêmicos de Niteróiq@cris_lucenafotos
Em entrevista à equipe do jornal TVT News Primeira Edição, o presidente de honra da agremiação, Anderson Pico, afirmou que a primeira-dama Janja já participou de atividades na escola. Foto: Acadêmicos de Niteróiq@cris_lucenafotos

A Acadêmicos de Niterói levará para a avenida, em 2026, um enredo que homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa da escola agora é pela presença da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, no desfile. Entenda na TVT News.

Em entrevista à equipe do jornal TVT News Primeira Edição, o presidente de honra da agremiação, Anderson Pico, afirmou que a primeira-dama Janja já participou de atividades na escola e pode marcar presença na Sapucaí.

Janja presente

“A Janja fez uma visita no barracão. Eu estava presente. Ela fez ensaio técnico. E a escola está de braços abertos para receber a Janja no desfile. É uma decisão dela. Mas acreditamos que como ela ensaiou e foi na quadra, acho que isso vai acontecer.”

Além da expectativa pela presença de Janja, a escola também acompanha o cenário jurídico em torno do desfile. Segundo Pico, há confiança de que a apresentação ocorrerá normalmente.

Torcida contra

“Possibilidade da escola não desfilar, sobre isso, estamos esperançosos e otimistas, estamos com todo corpo jurídico preparado para qualquer revés. Então temos uma expectativa, acho que vamos desfilar, tomando todos os cuidados necessários com todo corpo jurídico e os componentes. Para que tenhamos essa empolgação no desfile. Não creio que teremos problemas.”

Ele afirmou ainda que a direção está atenta a possíveis tentativas de contestação. “Vamos estar atentos até fechar o portão e muito depois também. Não tenho dúvidas que vão tentar atrapalhar o desfile ou depois disso. Porque esse povo que hoje está contra é o mesmo povo que torceu o nariz quando a Fernanda Torres ganhou o Oscar. Mesmo povo que torceu o nariz quando o Wagner Moura ganhou o Globo de Ouro. Mesmo povo que distorce a Lei Rouanet. O mesmo povo que acabou com o Ministério da Cultura.”

Ao defender o enredo, Pico destacou o caráter cultural e artístico da proposta. “Nós que defendemos o samba e a Cultura, a forma mais genuína do povo brasileiro fazer cultura e ter acesso. O desfile é transmitido para mais de 170 países. Então esperamos e confiamos na Justiça que a escola possa fazer seu desfile.”

Sobre decisões judiciais já proferidas, ele avaliou positivamente. “Acompanhei as decisões que saíram da Justiça. Com felicidade, um misto de perceber que a Justiça está entendendo o objetivo da escola. Com certeza avaliaram bastante o enredo. A escola teve bastante cuidado na escolha do enredo. Dispensa comentários, as pessoas acabam levando tudo para o lado da polarização. Mas desconsiderar e não reconhecer, querer macular ou levar para o campo da política a liberdade de expressão e artística da escola, que é da direção da escola o enredo, contar a história do presidente Lula.”

Perspectiva do desfile

Pico ressaltou que o recorte narrativo parte da perspectiva da mãe do presidente. “A escola teve um cuidado muito grande para contar a história do presidente Lula, através da visão da dona Lindu, mãe do presidente. Até o momento estamos satisfeitos. Pela avaliação do corpo jurídico da escola, de alguns advogados que consultamos, não existe em todo enredo, em todo o samba, nenhum pedido de voto como diz a lei.”

Ele acrescentou que o enredo se apoia em fatos públicos. “São fatos verídicos, notórios, conhecidos. Isso não é fazer campanha, falar de sua capacidade de administrar. O samba conta a história de um retirante com sua família que sai do interior do Nordeste, chega em São Paulo, vence na vida e chega no cargo mais alto.”

Segundo o presidente de honra, a escola está tranquila quanto ao conteúdo apresentado. “Estamos muito tranquilos. O enredo retrata milhões de brasileiros e serve como espécie de motor motivacional.”

Em relação à transmissão, Pico afirmou confiar que não haverá obstáculos. “Independente da grande mídia, da Globo, precisamos criar o sentimento. todas as mídias progressistas que puderem se unir para também fazer a transmissão é excelente. Não podemos abrir mão disso. Não acredito que teremos problema de transmissão. A escola está com seu corpo jurídico atento.”

Sem polêmicas

Ele também comentou críticas envolvendo seu nome. “Na última semana, a grande mídia bateu nisso e, sobretudo, num suposto vínculo meu com a escola. Sou presidente de honra pela minha história no samba, pela minha relação com o samba em Niterói que é de décadas. O presidente de honra é uma espécie de homenagem que a escola faz a figuras do samba. Não tenho vínculo administrativo, não fui diretor formal, mas acompanho a escola.”

Pico afirmou que a comunidade está sendo orientada a evitar confrontos. “Tenho conversado muito com a direção da escola, estamos preparados, preparando a comunidade, componentes da escola, para que não entremos em provocações, para evitarmos atrito. Não é fácil, a escola desfila com cerca de 3 mil componentes, em uma festa para mais de 60 mil pessoas. vamos ter cuidado e cabeça fria para não deixar que o pessoal que joga contra atrapalhe a desenvoltura da escola.”

Ao comentar a escolha do enredo, ele reconheceu o potencial de polêmica. “Geralmente vemos reconhecimento, damos valor para as pessoas depois que elas fazem a passagem, que morrem. Na hora da escolha, então, fiquei preocupado. Sabia que era polêmico, precisava de coragem, e a escola tomou essa decisão.”

Sobre recursos financeiros, Pico negou qualquer favorecimento. “Sobre os recursos financeiros, não há nada de novo. A escola recebe aporte da prefeitura de Niterói de acordo com a lei, não é nada inventado. Ano passado, tínhamos apenas a Viradouro de Niterói na Liga Especial. Neste ano, houve decisão judicial que fosse pago para as duas escolas valores iguais e um valor menor do que o ano passado. A prefeitura do Rio, igual, governo do Estado, igual. O aporte é para a Liga e o aporte é feito para todas as escolas igualmente. A Embratur também. Então não existe aporte financeiro por conta do enredo. O que está sendo feito foi sempre feito. Não há polêmica.”

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