A Linha 9 Esmeralda, operada pela ViaMobilidade, enfrentou problemas na manhã desta segunda-feira (27) após um trem descarrilar parcialmente nas proximidades da estação Berrini-Casas Bahia. O incidente ocorreu no final da noite de domingo (26) e é o segundo caso de desalinhamento de trilhos registrado na linha em menos de 30 dias. O anterior aconteceu no final de março, perto da estação Varginha. Leia em TVT News.
A falha na linha 9 forçou as composições a circularem por via única no trecho afetado durante as primeiras horas da manhã, resultando em intervalos de até 10 minutos entre os trens e plataformas lotadas. Para minimizar o impacto, a concessionária acionou a Operação PAESE, disponibilizando 40 ônibus para realizar o trajeto entre as estações Granja Julieta e Pinheiros.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
Situação Atual da Linha 9
De acordo com a ViaMobilidade, o vagão da linha 9 foi encarrilhado e removido da via por volta das 6h15. A circulação começou a ser normalizada gradativamente após esse horário, estando totalmente restabelecida por volta das 8h.
Não houve registro de feridos, mas os passageiros do trem envolvido precisaram desembarcar nos trilhos e caminhar até a estação mais próxima com auxílio de agentes de segurança. As causas do descarrilamento ainda estão sendo apuradas pela concessionária.
Privatiza que melhor? ViaMobilidade gasta mais para operar trens e serviço é pior
A concessão das Linhas 8 Diamante e 9 Esmeralda de trens metropolitanos de São Paulo à ViaMobilidade tem sido alvo de intensas críticas. Usuários relatam a piora do serviço público, com falhas técnicas frequentes, panes, superlotação e atrasos recorrentes após a privatização.
Segundo Datafolha realizado em 2022, satisfação de usuários com serviços das Linhas 8 e 9 de trens da ViaMobilidade cai à metade, atingindo os mesmos números de 1996. Mesmo com piora na operação, as linhas da ViaMobilidade ainda recebe mais do que outras linhas.
Reportagem especial de Juliana Sayuri, expôs abismo financeiro e operacional no sistema de trilhos paulista. Segundo o levantamento, a concessionária privada ViaMobilidade, responsável pelas linhas 8 e 9, recebeu R$ 1,259 bilhão em repasses do Bilhete Único no último balanço anual fechado (2022). O valor é quase oito vezes superior aos R$ 169 milhões destinados à CPTM no mesmo período.
O desequilíbrio chama a atenção ao cruzar as verbas com o volume de passageiros. Enquanto a ViaMobilidade transportou 342 milhões de pessoas, a estatal CPTM movimentou uma demanda maior, 442 milhões de passageiros, contando com uma fração reduzida do orçamento público.
Com a privatização São Paulo paga mais por serviço pior.

