Lula condena ataque dos EUA contra Venezuela

De acordo com Lula, "o Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação"
lula-venezuela-sob-ataque-dos-eua-maduro-tvt-News
"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional", afirma Lula. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula condena ataques dos EUA contra a Venezuela e cobra resposta da ONU. Leia em TVT News.

O que está acontecendo na Venezuela?

  • EUA fizeram ataques em vários pontos da Venezuela
  • De acordo com Trump, Maduro e esposa foram sequestrados e levados para fora do país
  • Vice-presidenta da Venezuela pede prova de vida de Maduro e esposa
  • Senador norte-americano diz que o objetivo dos ataques era depor Maduro, de acordo com Marco Rubio
  • Procuradora Geral dos EUA diz que Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, são “acusados ​​de tráfico de drogas e terrorismo nos Estados Unidos e em breve enfrentarão a justiça”
  • Lula condena ataque e diz que é o “primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”

Lula se manifesta sobre o ataque dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou na manhã deste sábado sobre os ataques dos Estados Unidos è Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Lula condenou a ação militar e cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com o presidente Lula, “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”

Na nota, Lula pede para a comunidade internacional precisa responder ao ataque.

“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, diz a nota do presidente Lula.

Leia a nota oficial do Itamaraty sobre o ataque contra a Venezuela

O Presidente da República coordenou reunião na manhã de hoje, 3 de janeiro, sobre os recentes acontecimentos na Venezuela. Participaram da reunião o Ministro das Relações Exteriores, o Ministro da Defesa, o Ministro-Chefe da Casa Civil, o Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, além de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Na ocasião, o Presidente da República reiterou os termos de sua postagem publicada na manhã de hoje.

O Ministro da Defesa indicou não haver movimentação anormal na fronteira do Brasil com a Venezuela, que seguirá sendo monitorada, e que está em contato com o Governador de Roraima.

O Ministro das Relações Exteriores relatou os contatos que manteve com seus homólogos nas últimas horas e indicou não haver até o momento notícias de brasileiros entre possíveis vítimas dos ataques. O Ministro das Relações Exteriores informou, ainda, estar em permanente contato com a Embaixada do Brasil na Venezuela para o acompanhamento da situação interna.

Nova reunião está prevista para o final da tarde de hoje para atualização da situação.

venezuela-sob-ataque-dos-eua-maduro-tvt-news
O incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, é visto à distância após uma série de explosões em Caracas, em 3 de janeiro de 2026. Os militares dos Estados Unidos foram responsáveis ​​por uma série de ataques contra a capital venezuelana, Caracas, no sábado, segundo relatos da mídia americana. Há relato de aeronaves sobrevoando a cidade. Os veículos de imprensa americanos CBS News e Fox News noticiaram declarações de autoridades anônimas do governo Trump confirmando o envolvimento das forças americanas. Mais tarde, Trump admitiu o ataque (Foto: AFP)

Outras reações pelo mundo

Rússia exige esclarecimentos “imediatos” sobre o paradeiro de Nicolás Maduro

Moscou, Rússia, 3 de janeiro de 2026

A Rússia exigiu, neste sábado, esclarecimentos “imediatos” sobre o paradeiro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e expressou “extrema” preocupação com as notícias de que os Estados Unidos o teriam removido à força do país.

“Estamos extremamente alarmados com as notícias de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa foram removidos à força do país em decorrência da agressão dos EUA de hoje. Exigimos um esclarecimento imediato da situação”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.

A Rússia condenou a ação militar dos Estados Unidos, afirmando que não havia justificativa para o ataque e que a “hostilidade ideológica” prevaleceu sobre a diplomacia.

“Isto é profundamente preocupante e condenável”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado.

Irã

O Irã, que mantém estreitos vínculos com a nação sul-americana rica em petróleo, condenou “firmemente o ataque militar americano”.

“O Ministério das Relações Exteriores do Irã condena firmemente o ataque militar americano contra a Venezuela e a flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial do país”, indicou a diplomacia iraniana em um comunicado.

Cuba

Aliada histórica da Venezuela na região, Cuba denunciou um “terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano” e contra as Américas, segundo uma publicação do presidente Miguel Díaz-Canel.

O líder cubano pediu uma “reação da comunidade internacional” contra o “ataque criminoso” dos Estados Unidos.

Colômbia

O presidente colombiano, Gustavo Petro, repudiou os ataques “com mísseis” em Caracas e ordenou a mobilização de militares na fronteira com a Venezuela.

A Colômbia é, neste ano, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, razão pela qual o mandatário de esquerda pediu que o órgão se reúna “imediatamente”.

Evo Morales

O ex-presidente boliviano Evo Morales afirmou que repudia “com total contundência” o “bombardeio” dos Estados Unidos.

“A Venezuela não está sozinha”, acrescentou o líder indígena no X.

Senadores democratas

O senador democrata Brian Schatz afirmou no X que os Estados Unidos não têm “interesses nacionais vitais sobre a Venezuela que justifiquem uma guerra”.

“Já deveríamos ter aprendido a não nos meter em outra aventura estúpida”, criticou.

Já o senador Rubén Gallego declarou que se trata de uma ação “ilegal”: “Não há razão para estarmos em guerra com a Venezuela”.

México condena ataque militar

Cidade do México, México, 3 de janeiro de 2026 – 09:35

O Ministério das Relações Exteriores do México condenou o ataque dos EUA à Venezuela no sábado e alertou que qualquer “ação militar põe em sério risco a estabilidade regional”.

“O Governo do México condena veementemente e rejeita as ações militares realizadas unilateralmente nas últimas horas pelas forças armadas dos Estados Unidos da América contra alvos no território da República Bolivariana da Venezuela”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado à imprensa.

venezuela-sob-ataque-dos-eua-maduro-tvt-News
Pela rede social, Trump confirma ataque. Imagem: reprodução

TVT News conta o que está acontecendo na Venezuela

Com informações são da Agência Brasil e AFP

Assuntos Relacionados