O presidente Lula condena ataques dos EUA contra a Venezuela e cobra resposta da ONU. Leia em TVT News.
O que está acontecendo na Venezuela?
- EUA fizeram ataques em vários pontos da Venezuela
- De acordo com Trump, Maduro e esposa foram sequestrados e levados para fora do país
- Vice-presidenta da Venezuela pede prova de vida de Maduro e esposa
- Senador norte-americano diz que o objetivo dos ataques era depor Maduro, de acordo com Marco Rubio
- Procuradora Geral dos EUA diz que Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, são “acusados de tráfico de drogas e terrorismo nos Estados Unidos e em breve enfrentarão a justiça”
- Lula condena ataque e diz que é o “primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”
Lula se manifesta sobre o ataque dos EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou na manhã deste sábado sobre os ataques dos Estados Unidos è Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Lula condenou a ação militar e cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com o presidente Lula, “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”
Na nota, Lula pede para a comunidade internacional precisa responder ao ataque.
“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, diz a nota do presidente Lula.
Leia a nota oficial do Itamaraty sobre o ataque contra a Venezuela
O Presidente da República coordenou reunião na manhã de hoje, 3 de janeiro, sobre os recentes acontecimentos na Venezuela. Participaram da reunião o Ministro das Relações Exteriores, o Ministro da Defesa, o Ministro-Chefe da Casa Civil, o Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, além de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Na ocasião, o Presidente da República reiterou os termos de sua postagem publicada na manhã de hoje.
O Ministro da Defesa indicou não haver movimentação anormal na fronteira do Brasil com a Venezuela, que seguirá sendo monitorada, e que está em contato com o Governador de Roraima.
O Ministro das Relações Exteriores relatou os contatos que manteve com seus homólogos nas últimas horas e indicou não haver até o momento notícias de brasileiros entre possíveis vítimas dos ataques. O Ministro das Relações Exteriores informou, ainda, estar em permanente contato com a Embaixada do Brasil na Venezuela para o acompanhamento da situação interna.
Nova reunião está prevista para o final da tarde de hoje para atualização da situação.

Outras reações pelo mundo
Rússia exige esclarecimentos “imediatos” sobre o paradeiro de Nicolás Maduro
Moscou, Rússia, 3 de janeiro de 2026
A Rússia exigiu, neste sábado, esclarecimentos “imediatos” sobre o paradeiro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e expressou “extrema” preocupação com as notícias de que os Estados Unidos o teriam removido à força do país.
“Estamos extremamente alarmados com as notícias de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa foram removidos à força do país em decorrência da agressão dos EUA de hoje. Exigimos um esclarecimento imediato da situação”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.
A Rússia condenou a ação militar dos Estados Unidos, afirmando que não havia justificativa para o ataque e que a “hostilidade ideológica” prevaleceu sobre a diplomacia.
“Isto é profundamente preocupante e condenável”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado.
Irã
O Irã, que mantém estreitos vínculos com a nação sul-americana rica em petróleo, condenou “firmemente o ataque militar americano”.
“O Ministério das Relações Exteriores do Irã condena firmemente o ataque militar americano contra a Venezuela e a flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial do país”, indicou a diplomacia iraniana em um comunicado.
Cuba
Aliada histórica da Venezuela na região, Cuba denunciou um “terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano” e contra as Américas, segundo uma publicação do presidente Miguel Díaz-Canel.
O líder cubano pediu uma “reação da comunidade internacional” contra o “ataque criminoso” dos Estados Unidos.
Colômbia
O presidente colombiano, Gustavo Petro, repudiou os ataques “com mísseis” em Caracas e ordenou a mobilização de militares na fronteira com a Venezuela.
A Colômbia é, neste ano, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, razão pela qual o mandatário de esquerda pediu que o órgão se reúna “imediatamente”.
Evo Morales
O ex-presidente boliviano Evo Morales afirmou que repudia “com total contundência” o “bombardeio” dos Estados Unidos.
“A Venezuela não está sozinha”, acrescentou o líder indígena no X.
Senadores democratas
O senador democrata Brian Schatz afirmou no X que os Estados Unidos não têm “interesses nacionais vitais sobre a Venezuela que justifiquem uma guerra”.
“Já deveríamos ter aprendido a não nos meter em outra aventura estúpida”, criticou.
Já o senador Rubén Gallego declarou que se trata de uma ação “ilegal”: “Não há razão para estarmos em guerra com a Venezuela”.
México condena ataque militar
Cidade do México, México, 3 de janeiro de 2026 – 09:35
O Ministério das Relações Exteriores do México condenou o ataque dos EUA à Venezuela no sábado e alertou que qualquer “ação militar põe em sério risco a estabilidade regional”.
“O Governo do México condena veementemente e rejeita as ações militares realizadas unilateralmente nas últimas horas pelas forças armadas dos Estados Unidos da América contra alvos no território da República Bolivariana da Venezuela”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado à imprensa.

TVT News conta o que está acontecendo na Venezuela
Com informações são da Agência Brasil e AFP
