Lula defende soberania durante lançamento da candidatura de Haddad

Lula afirma em lançamento da candidatura de Haddad (PT) ao governo de São Paulo que Brasil não aceitará interferências externas nas eleições
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Lula afirma que Brasil não aceitará interferências externas nas eleições em lançamento da candidatura de Haddad (PT) ao governo de São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (25), durante o lançamento da candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, que o Brasil não aceitará interferências externas nas eleições de 2026. Em discurso, Lula também alertou para o uso da inteligência artificial na disseminação de desinformação durante a campanha eleitoral e convocou a população a defender a soberania nacional.

Segundo o presidente, a disputa do próximo ano será marcada por tentativas de manipulação nas redes sociais. “Talvez essa seja a primeira eleição do Brasil em que os adversários, por não terem tamanho, por não terem biografia, por não terem propostas, vão usar inteligência artificial para tentar ludibriar a boa-fé do povo de São Paulo”, afirmou.

Lula disse ainda que seus adversários recorrerão à tecnologia para espalhar informações falsas e fazer promessas que não pretendem cumprir. “Os nossos adversários vão trabalhar muito nas redes digitais com inteligência artificial para inventar coisas que eles não fizeram, para inventar coisas que eles não são e para fazer promessas que eles jamais irão cumprir. Porque a base da sustentação da campanha deles é uma coisa chamada mentira, e mentira só conta quem não tem biografia”, declarou.

Em outro momento do discurso, o presidente direcionou críticas à tentativa de interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro e reforçou que a decisão sobre os rumos do país cabe exclusivamente aos eleitores.

“Que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições. Eu não sou de fazer bravata, mas quero dizer uma coisa que aprendi com a minha mãe: andar de cabeça erguida, ter vergonha e caráter.”

Lula prosseguiu afirmando que o Brasil manterá relações diplomáticas com todos os países, mas sem abrir mão da soberania nacional.

“Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, eu já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores. Quem vai decidir o destino de São Paulo são os eleitores de São Paulo. O Brasil é soberano, quer paz, quer trabalhar e quer viver decentemente.”

O presidente também fez um chamado à mobilização popular diante do cenário político e das pressões internacionais.

“É preciso que a juventude brasileira levante a cabeça, é preciso que as mulheres levantem a cabeça, é preciso que os homens levantem a cabeça. Esse país é nosso e aqui ninguém mete o bedelho.”

Em seu discurso, Lula pediu que sua candidatura à reeleição seja vinculada aos nomes de Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, que disputam o Senado por São Paulo.

Ao lançar candidatura de Haddad, aliados criticam Trump e Tarcísio

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reforçou o discurso de defesa da soberania brasileira e fez críticas diretas ao governo dos Estados Unidos. Para ele, o país precisa de governantes que enfrentem pressões externas e não se submetam a interesses estrangeiros.

Edinho afirmou que Trump tem utilizado tarifas comerciais como instrumento de coerção contra outros países e disse que São Paulo necessita de um governador comprometido com a defesa dos interesses nacionais. Sem citar nominalmente o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o associou ao alinhamento com a direita internacional e criticou lideranças que priorizam as redes sociais em detrimento da formulação de políticas públicas.

Fernando Haddad concentrou boa parte de seu discurso em críticas ao atual governo paulista – o candidato afirmou que São Paulo perdeu protagonismo econômico e social nos últimos anos e atribuiu esse cenário às políticas adotadas pela atual administração estadual.

Entre os temas levantados pelo petista estão o desempenho da economia paulista, indicadores da educação, a segurança pública e o programa de privatizações conduzido pelo governo Tarcísio.

Haddad também ironizou a participação do governador em agendas ao lado do presidente argentino Javier Milei, afirmando que São Paulo precisa de um projeto voltado aos interesses da população e não alinhado à extrema direita internacional.

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