Governo Lula irá contratar mais de 7000 aprovados em concursos públicos

De acordo com a Ministra Esther Dweck, Convocações devem ocorrer entre primeiro e segundo semestre do ano
governo-lula-ira-contratar-mais-de-7000-aprovados-em-concursos-publicos-brasilia-df-07-12-2025-a-ministra-da-gestao-e-da-inovacao-em-servicos-publicos-mgi-esther-dweck-durante-entrevista-coletiva-e-apresentacao-do-balanco-da-aplicacao-das-provas-discursivas-do-concurso-publico-nacional-unificado-cpnu-foto-marcelo-camargo-agencia-brasil-tvt-news
Brasília (DF), 07/12/2025 - A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, durante entrevista coletiva e apresentação do balanço da aplicação das provas discursivas do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou nesta quinta-feira (2), que a sanção da Lei 15.367/2026 que reestrutura carreiras no Executivo Federal e cria mais de 24 mil cargos é parte de um grande esforço para recompor a capacidade do Estado de prestar políticas públicas. Entre aprovados em concursos públicos, serão contratados 7000 pessoas. Leia em TVT News.

Segundo a ministra, as convocações devem ocorrer no primeiro e segundo semestre. A previsão é que parte das pessoas aprovadas em concursos chamadas comece a tomar posse a partir de maio.

“Nossa expectativa é que esse ano tenha uma entrada gigantesca de pessoas de concursos já autorizados”, afirmou a ministra, em entrevista ao programa “Bom dia, ministra”, da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

Para esther, eleições também não serão um problema para as nomeações:

“Concursos homologados não têm trava eleitoral. Tanto o CNU 1 quanto o 2 vão estar homologados antes do período eleitoral. Portanto, a gente vai poder chamar excedentes”, disse.

Abertura de novos concursos e processos seletivos

“Desde 2016 a gente teve uma saída líquida de mais de 70 mil pessoas, descontando os que entraram dos que saíram – sem contar as instituições federais de ensino, com legislação própria para recomposição”, explica durante a participação no programa Bom Dia Ministra, do CanalGov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

No quadro geral do serviço público federal, iniciativas como a abertura de novos processos seletivos, inclusive duas edições do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), permitiram a entrada de 19 mil novos servidores entre janeiro de 2023 e março de 2026.

Segundo a ministra, nesse mesmo período, deixaram a administração pública federal cerca de 16 mil servidores, resultando em uma entrada líquida de somente 3 mil pessoas. “A gente está recompondo quadros, mas em uma taxa muito menor do que a saída, porque a gente tem limites fiscais e tudo é feito com total responsabilidade fiscal”, reforça.

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck nesta quinta-feira (2) após anúncio de 7000 vagas para aprovados em concursos – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil


>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp

Com a nova lei, sancionada na terça-feira (31), além dos novos 24 mil cargos criados, as carreiras foram reestruturadas e 200 mil servidores foram impactados com mudanças nos cargos existentes, como a transformação de cargos considerados obsoletos e a criação de carreiras transversais, com capacidade de atuação em diferentes órgãos.

O impacto orçamentário da nova lei é estimado em R$ 5,3 bilhões em 2026, que corresponderia a 1,5% das despesas com pessoal para 2026, na Lei Orçamentária Anual (LOA). De acordo com a ministra, esse valor não irá expandir os gastos para essa finalidade no país.

“A gente quando chegou [ao governo] tinha um percentual de gasto com pessoa em torno de 2,6% do PIB [Produto Interno Bruto], que já estava em uma mínima histórica no Brasil. A gente fez toda essa reestruturação de carreiras e a gente vai entregar no final do mandato o mesmo percentual”, afirma Esther Dweck.

Educação

Segundo a ministra, os fluxos de servidores não incluem o setor de educação, que seguem uma legislação anterior, com maior flexibilidade para recomposição da capacidade de oferta nos ensinos das Universidades e Institutos Federais.

Apesar de não ter tido tanto impacto com a perda de professores e equipe técnica, o setor teria ficado estagnado em relação aos quadros da carreira. “Na área de educação, desde 2016 não se autorizava o aumento de cargos. Você fazia a reposição, mas não aumentava”, explica a ministra.

A nova lei revê essa capacidade, com a criação de 13.187 cargos de professores e 11.576 cargos de técnicos administrativos em educação que deverão ser ocupados gradualmente, conforme a oferta de novos concursos.

Assuntos Relacionados