A condenação unânime dos mandantes dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) provocou forte repercussão política e social nesta quarta-feira (25). Parlamentares, ministros, artistas e movimentos sociais utilizaram o X (antigo Twitter) para celebrar o resultado do julgamento, considerado histórico no enfrentamento à violência política. Leia em TVT News.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, publicou uma das manifestações mais compartilhadas do dia. Em seu perfil, afirmou: “A impunidade não pode fazer parte da nossa democracia.”
✊🏽 JUSTIÇA POR MARIELLE E ANDERSON
— Anielle Franco (@aniellefranco) February 25, 2026
O Supremo Tribunal Federal condenou os mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.
Os irmãos Domingos Brazão e Francisco Brazão foram condenados pelo crime de duplo homicídio, além de uma tentativa de homicídio e organização… pic.twitter.com/Rduf6ggQwb
A publicação foi interpretada como um reconhecimento do papel das instituições na responsabilização dos envolvidos, mas também como reafirmação de que o legado político de Marielle permanece vivo.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou em sua rede social:
“Não é fazer justiça por Marielle. É o mínimo.”
Ela acrescentou que o verdadeiro sentido de justiça está na continuidade das pautas defendidas pela vereadora assassinada.
✊🏽 JUSTIÇA POR MARIELLE!
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) February 25, 2026
O Supremo Tribunal Federal acaba de formar maioria para condenar os mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.
Os irmãos Domingos Brazão e Francisco Brazão serão condenados pelo crime de duplo homicídio.
Mas isso ainda não é justiça.…
Para a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), “tentaram silenciar uma voz que incomodava os poderosos”.
Marielle foi assassinada por aquilo que representava: uma mulher negra, periférica, eleita para enfrentar o poder das milícias e denunciar injustiças.
— Jandira Feghali 🇧🇷🚩 (@jandira_feghali) February 25, 2026
Como destacou o ministro Moraes, esse crime carrega marcas profundas de racismo, misoginia e ódio político.
Tentaram silenciar… pic.twitter.com/K75KizuRLQ
Já o presidente da Embratur e ex-deputado federal Marcelo Freixo ressaltou o simbolismo do momento: “Hoje é um dia histórico na luta por justiça.”
Julgamento histórico pro Brasil!
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) February 25, 2026
No STF, os irmãos Brazão e o ex-chefe da polícia, Rivaldo Barbosa, foram condenados a pena de prisão e perderam seus cargos.
Mesmo com tanta corrupção e tentativas de obstrução, a Justiça prevaleceu.
Nada vai trazer Marielle de volta, mas agora… pic.twitter.com/iwtO4y4pLc
Freixo, que acompanhou o caso desde o início, lembrou que a condenação é resultado de anos de mobilização institucional e pressão da sociedade civil.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, também se manifestou: “A democracia venceu.”
A justiça tarda, mas não falha. Depois de quase 8 anos pedindo por justiça, os familiares, amigos e admiradores de Marielle Franco tiveram justiça. Hoje os mandantes desse crime cruel foram condenados a prisão pelo STF. Um alívio, mas que infelizmente não traz a vida de Marielle…
— Paulo Teixeira (@pauloteixeira13) February 25, 2026
“Estes julgamentos oferecem uma oportunidade histórica para romper o ciclo de impunidade que tem caracterizado a resposta do Estado aos assassinatos de defensores de direitos humanos por décadas.” disse Agnès Callamard, Secretária-Geral da Anistia Internacional.
Marielle vive na memória dos que lutam
Ao longo do dia, hashtags relacionadas a Marielle figuraram entre os assuntos mais comentados do país. As manifestações convergiram em torno de três eixos: justiça institucional, combate à violência política de gênero e raça e defesa da democracia.
A condenação unânime dos irmãos Brazão como mandantes — além da responsabilização de outros envolvidos — encerra uma etapa decisiva do caso que marcou a história recente do Brasil. O desfecho judicial foi lido por aliados e movimentos sociais como resposta à pergunta que mobilizou o país desde 2018: quem mandou matar Marielle?
O julgamento pode ter terminado, mas como repetiram diversas publicações nas redes ao longo do dia, o legado político de Marielle Franco permanece como referência na luta por direitos humanos, igualdade racial e enfrentamento às milícias.

