“Marco histórico contra a violência política”, diz Anielle, irmã de Marielle

Personalidades políticas celebraram a condenação unânime dos mandantes da morte de Marielle, em decisão do STF representa um marco contra a impunidade
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"Nossa luta continua por todas as vítimas de violência", afirmou a ministra Anielle Franco. Foto: Mayara Donaria/IMF

A condenação unânime dos mandantes dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) provocou forte repercussão política e social nesta quarta-feira (25). Parlamentares, ministros, artistas e movimentos sociais utilizaram o X (antigo Twitter) para celebrar o resultado do julgamento, considerado histórico no enfrentamento à violência política. Leia em TVT News.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, publicou uma das manifestações mais compartilhadas do dia. Em seu perfil, afirmou: “A impunidade não pode fazer parte da nossa democracia.

A publicação foi interpretada como um reconhecimento do papel das instituições na responsabilização dos envolvidos, mas também como reafirmação de que o legado político de Marielle permanece vivo.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou em sua rede social:

“Não é fazer justiça por Marielle. É o mínimo.”

Ela acrescentou que o verdadeiro sentido de justiça está na continuidade das pautas defendidas pela vereadora assassinada.

Para a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), “tentaram silenciar uma voz que incomodava os poderosos”.

Já o presidente da Embratur e ex-deputado federal Marcelo Freixo ressaltou o simbolismo do momento: “Hoje é um dia histórico na luta por justiça.”

Freixo, que acompanhou o caso desde o início, lembrou que a condenação é resultado de anos de mobilização institucional e pressão da sociedade civil.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, também se manifestou: “A democracia venceu.”

“Estes julgamentos oferecem uma oportunidade histórica para romper o ciclo de impunidade que tem caracterizado a resposta do Estado aos assassinatos de defensores de direitos humanos por décadas.” disse Agnès Callamard, Secretária-Geral da Anistia Internacional.

Marielle vive na memória dos que lutam

Ao longo do dia, hashtags relacionadas a Marielle figuraram entre os assuntos mais comentados do país. As manifestações convergiram em torno de três eixos: justiça institucional, combate à violência política de gênero e raça e defesa da democracia.

A condenação unânime dos irmãos Brazão como mandantes — além da responsabilização de outros envolvidos — encerra uma etapa decisiva do caso que marcou a história recente do Brasil. O desfecho judicial foi lido por aliados e movimentos sociais como resposta à pergunta que mobilizou o país desde 2018: quem mandou matar Marielle?

O julgamento pode ter terminado, mas como repetiram diversas publicações nas redes ao longo do dia, o legado político de Marielle Franco permanece como referência na luta por direitos humanos, igualdade racial e enfrentamento às milícias.

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