Master: PF bloqueia R$ 5,7 bilhões e faz busca em endereços de Daniel Vorcaro e parentes

Foram apreendidos carros, artigos de luxo, armas, munições e dinheiro vivo
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PF faz operação de busca e apreensão em endereços de Daniel Vorcaro. Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14/1), a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostos crimes do Banco Master. São alvo endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, parentes dele, o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag Investimentos. Entenda em TVT News.

Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

A investigação da PF apura a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais. Foram apreendidos carros, artigos de luxo, armas, munições e dinheiro vivo.

Caso Master

A primeira fase da Operação Compliance Zero ocorreu em novembro do ano passado e resultou na prisão de Vorcaro. O banqueiro foi preso no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando tentava deixar o país. Vorcaro foi solto posteriormente e está usando tornozeleira eletrônica.

Na ocasião, o Banco Central (BC) determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master e sua administração especial temporária por 120 dias após a operação, que investiga fraudes na venda de títulos de crédito.

Em março, o BC vetou a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Em entrevista ao Jornal TVT News Primeira Edição, Ricardo Cappelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), explica que foi a tentativa de uma operação de salvamento do Master.

Se o BC não tivesse impedido o negócio, o Master teria quebrado o BRB. O presidente da ABDI diz que há indícios fortes de um rombo de R$ 8 bilhões no Banco de Brasília: durante as operações preparatórias da compra do Master pelo BRB, o Banco de Brasília teria comprado R$ 12,2 bilhões em carteira de crédito do Master que valem no máximo R$ 3 bilhões.

Cappelli diz que a suspeita dessa compra deve ser concretizada com a investigação da PF. O balanço do primeiro trimestre de 2025 do BRB apontou inadimplência de R$ 2,4 bilhões. Já no balanço do segundo trimestre, a inadimplência saltou para R$ 13,1 bilhões. O aumento de R$ 10,7 bilhões em três meses foi explicado pelo banco posteriormente como erro contábil.

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