O Ministério da Educação (MEC) realizou primeira reunião técnica na segunda-feira (26), com representantes do movimento hip hop de todos os estados e do Distrito Federal para apresentar a proposta e debater a criação da Escola Nacional de Hip Hop, política educacional que buscará promover o sucesso escolar de estudantes da educação básica, sobretudo negros e periféricos, a partir do diálogo com a cultura hip hop. A iniciativa fará parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq). Saiba mais na TVT News.
A política, que ainda está sendo desenhada pelo MEC, estará estruturada em quatro eixos: coordenação federativa; formação; materiais de apoio; e difusão, reconhecimento e valorização de saberes. Com isso, a Escola Nacional de Hip Hop se propõe fortalecer a identidade e representatividade de alunos negros no ambiente escolar.
Para o secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, a ação acompanha o aumento do orçamento destinado à inclusão e à equidade durante esta gestão: “Temos muito orgulho de dizer que, hoje, podemos colocar o hip hop no orçamento da educação”.
“Chegou a hora de termos outros heróis, outras musas que inspirem esses adolescentes. A musa que nunca vimos nos livros de poema estará dentro da escola, fazendo hip hop, batalha de rima. Essa identidade negra passará a ser posta dentro das escolas”, afirmou a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo.
“A pedagogia do hip hop também pode contribuir para preencher o tempo na escola, sobretudo na hora dos intervalos, em que o uso do celular é proibido”, completou Zara, referindo-se a uma abordagem educativa que usa a cultura hip hop e as vivências periféricas como ferramentas pedagógicas, valorizando saberes populares e identidades; e promovendo a crítica social e a participação juvenil.
Pneerq
A Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), criada pela Portaria nº 470/2024, objetiva implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola. O público-alvo é formado por gestores, professores, funcionários e alunos, abrangendo toda a comunidade escolar.
São compromissos da Política: estruturar um sistema de metas e monitoramento; assegurar a implementação do art. 26-A da Lei nº 9.394, de 1996; formar profissionais da educação para gestão e docência no âmbito da educação para relações étnico-raciais (Erer) e da educação escolar quilombola (EEQ); induzir a construção de capacidades institucionais para a condução das políticas de Erer e EEQ nos entes federados; reconhecer avanços institucionais de práticas educacionais antirracistas; contribuir para a superação das desigualdades étnico-raciais na educação brasileira; consolidar a modalidade educação escolar quilombola, com implementação das Diretrizes Nacionais; e implementar protocolos de prevenção e resposta ao racismo nas escolas (públicas e privadas) e nas instituições de educação superior.

