O carnaval que aconteceu na Vila Esperança e no Butantã reafirmou a força do território como protagonista da maior celebração cultural do país. No Carnaval de Base não houve concurso e isso devolveu ao folião a vivência plena do samba na rua, com liberdade, proximidade e conexão direta com as comunidades que mantiveram a festa viva o ano inteiro. Leia em TVT News.
Com 51 anos de história, a União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP), fundada em 10 de setembro de 1973, é a mais antiga gestora de carnaval em atividade no Brasil e a que possuiu o maior número de filiadas. Foram 73 agremiações distribuídas em 6 grupos, incluindo 55 Escolas de Samba e 18 Blocos de Fantasia, que desfilaram em dois sambódromos de bairros: Butantã, na Zona Oeste, e Vila Esperança, na Zona Leste.

No Butantã, a festa ganhou dimensão monumental. Em três dias de desfiles, passaram pelo sambódromo 26 escolas, 13 mil desfilantes com fantasias, público de 35 mil pessoas por dia e três camarotes que reuniram cerca de 1.400 pessoas por noite.
Na Vila Esperança, foram cinco dias de programação, com 23 escolas de samba e 18 blocos de fantasia, público médio de 18 mil pessoas por dia e três camarotes que receberam aproximadamente 2.000 pessoas.
Além de organizar os desfiles, a UESP fortaleceu comunidades por meio de projetos que preservaram tradições, estimularam novos talentos e ampliaram oportunidades culturais e profissionais.
Os indicadores reforçaram a importância desse trabalho: São Paulo recebeu 16 milhões de foliões, movimentou R$ 3,4 bilhões, gerou 50 mil empregos diretos e indiretos e atraiu 1,5 milhão de turistas, segundo dados oficiais da prefeitura. Foi o maior retorno financeiro já registrado no período, impulsionado pelo investimento superior a R$ 100 milhões nas Escolas de Samba e Blocos de Fantasia.

O Carnaval de Bairros movimentou a economia local, ampliou o sentimento de pertencimento e preservou a essência comunitária do samba. Como afirmou Nene Teixeira, presidente da UESP: “Além da oferta ao lazer às famílias paulistanas, os desfiles das Escolas de Samba e Blocos de Fantasias auxiliam no giro da economia local e ainda são uma importante ferramenta de geração de emprego e renda”.
Assim, muito além do Anhembi, o Carnaval de Base reafirma sua relevância cultural, social e econômica e entregou ao folião a experiência mais genuína de viver o samba onde ele sempre nasceu: no coração das comunidades paulistanas.

