Países próximos à Venezuela e outros aliados do presidente, Nicolás Maduro, como Rússia, Irã e Cuba, rechaçaram neste sábado (3) os ataques dos EUA contra a Venezuela. Leia em TVT News, com informações da AFP.
O que está acontecendo na Venezuela?
- EUA fizeram ataques em vários pontos da Venezuela
- De acordo com Trump, Maduro e esposa foram sequestrados e levados para fora do país
- Vice-presidenta da Venezuela pede prova de vida de Maduro e esposa
- Senador norte-americano diz que o objetivo dos ataques era depor Maduro, de acordo com Marco Rubio
- Ministra das relações exteriores da UE pede respeito ao direito internacional
- Procuradora Geral dos EUA diz que Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, são “acusados de tráfico de drogas e terrorismo nos Estados Unidos e em breve enfrentarão a justiça”
- Lula condena ataque e diz que é o “primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”

Lula se manifesta sobre o ataque dos EUA
De acordo com o presidente Lula, “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”
Na nota, Lula pede para a comunidade internacional precisa responder ao ataque.
“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, diz a nota do presidente Lula.
Países próximos à Venezuela como Rússia, Irã e Cuba rechaçam ataques dos EUA
O presidente americano, Donald Trump, confirmou em sua rede Truth Social um ataque em grande escala e a captura de Maduro junto com sua esposa, que foram retirados do país.
O governo venezuelano denunciou uma “gravíssima agressão militar” de Washington após fortes explosões serem ouvidas na capital, e decretou estado de exceção.
Líderes internacionais aliados da Venezuela rejeitaram os acontecimentos após meses de advertências de Trump a Maduro.
Em contraste, o presidente argentino, Javier Milei, celebrou a captura do dirigente chavista.
Rússia exige esclarecimentos “imediatos” sobre o paradeiro de Nicolás Maduro
Moscou, Rússia, 3 de janeiro de 2026
A Rússia exigiu, neste sábado, esclarecimentos “imediatos” sobre o paradeiro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e expressou “extrema” preocupação com as notícias de que os Estados Unidos o teriam removido à força do país.
“Estamos extremamente alarmados com as notícias de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa foram removidos à força do país em decorrência da agressão dos EUA de hoje. Exigimos um esclarecimento imediato da situação”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.
A Rússia condenou a ação militar dos Estados Unidos, afirmando que não havia justificativa para o ataque e que a “hostilidade ideológica” prevaleceu sobre a diplomacia.
“Isto é profundamente preocupante e condenável”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado.
Irã
O Irã, que mantém estreitos vínculos com a nação sul-americana rica em petróleo, condenou “firmemente o ataque militar americano”.
“O Ministério das Relações Exteriores do Irã condena firmemente o ataque militar americano contra a Venezuela e a flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial do país”, indicou a diplomacia iraniana em um comunicado.
Cuba
Aliada histórica da Venezuela na região, Cuba denunciou um “terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano” e contra as Américas, segundo uma publicação do presidente Miguel Díaz-Canel.
O líder cubano pediu uma “reação da comunidade internacional” contra o “ataque criminoso” dos Estados Unidos.
Colômbia
O presidente colombiano, Gustavo Petro, repudiou os ataques “com mísseis” em Caracas e ordenou a mobilização de militares na fronteira com a Venezuela.
A Colômbia é, neste ano, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, razão pela qual o mandatário de esquerda pediu que o órgão se reúna “imediatamente”.
Argentina
“A LIBERDADE AVANÇA, VIVA A LIBERDADE, PORRA”, escreveu o presidente argentino, Javier Milei, em resposta a uma publicação de um meio de comunicação que informava sobre a captura de Maduro.
Espanha
A diplomacia da Espanha afirmou que o país está disposto “a oferecer seus bons ofícios para alcançar uma solução pacífica e negociada para a atual crise”.
Evo Morales
O ex-presidente boliviano Evo Morales afirmou que repudia “com total contundência” o “bombardeio” dos Estados Unidos.
“A Venezuela não está sozinha”, acrescentou o líder indígena no X.
Senadores democratas
O senador democrata Brian Schatz afirmou no X que os Estados Unidos não têm “interesses nacionais vitais sobre a Venezuela que justifiquem uma guerra”.
“Já deveríamos ter aprendido a não nos meter em outra aventura estúpida”, criticou.
Já o senador Rubén Gallego declarou que se trata de uma ação “ilegal”: “Não há razão para estarmos em guerra com a Venezuela”.
México condena ataque militar
Cidade do México, México, 3 de janeiro de 2026 – 09:35
O Ministério das Relações Exteriores do México condenou o ataque dos EUA à Venezuela no sábado e alertou que qualquer “ação militar põe em sério risco a estabilidade regional”.
“O Governo do México condena veementemente e rejeita as ações militares realizadas unilateralmente nas últimas horas pelas forças armadas dos Estados Unidos da América contra alvos no território da República Bolivariana da Venezuela”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado à imprensa.
Ministra das Relações Exteriores da UE pede moderação na Venezuela após conversa com Rubio
Bruxelas, Bélgica, 3 de janeiro de 2026 – 08:21
A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, pediu moderação e respeito pelo direito internacional no sábado, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um ataque à Venezuela e a “captura” de seu líder, Nicolás Maduro.
Kallas indicou nas redes sociais que conversou com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o lembrou de que a União Europeia (UE) questiona a legitimidade democrática do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Mas “em qualquer circunstância, os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas devem ser respeitados. Apelamos à moderação”, escreveu ela.
Senador dos EUA diz que Rubio deu por encerrados ataques na Venezuela depois da captura de Maduro
Washington, Estados Unidos
Os Estados Unidos concluíram sua ação militar na Venezuela após capturar o presidente do país, Nicolás Maduro, afirmou neste sábado (3) um senador americano, citando o secretário de Estado Marco Rubio.
Rubio “não prevê mais ações na Venezuela agora que Maduro está sob custódia dos Estados Unidos”, escreveu no X o senador Mike Lee, um republicano que inicialmente foi crítico da operação, após afirmar que havia conversado com o chefe da diplomacia americana.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que suas forças armadas capturaram e depuseram o presidente venezuelano Nicolás Maduro após lançar um “ataque em grande escala” contra a nação caribenha.
“Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que, juntamente com sua esposa, foi capturado e deposto do país”, disse Trump em sua plataforma de mídia social, Truth Social.

