“Não é bolha, é crescimento consistente”, diz Marinho, sobre empregos em alta

Responsável pela pasta do Trabalho e Emprego ressalta o crescimento de empregos formais e temas como o fim da escala 6x1
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"Estamos bastante otimistas com a economia brasileira", disse ministro. Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR

Em novembro de 2026, o Brasil superou a marca de 5 milhões de empregos formais gerados no país desde janeiro de 2023. Com isso, a nação chegou a 49,09 milhões de vínculos formais ativos, o maior registrado na série histórica do Novo Caged. Soma-se a isso, um índice de 5,2% de desemprego, mais baixo patamar da série histórica no Brasil. Leia em TVT News.

Entrevistado nesta quarta-feira (7) no programa Bom Dia, Ministro, o titular da pasta do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou o atual momento do país no que diz respeito à geração de empregos formais. “É um crescimento do emprego em todo o país e em todos os estados brasileiros, em todos os segmentos da economia. Não é uma bolha aqui e acolá. É um crescimento consistente”, afirmou.

Os números exitosos na geração de emprego formal vêm acompanhados de duas medidas importantes que terão impacto direto na renda de milhões de trabalhadores brasileiros em 2026: o reajuste do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, com descontos menores para aqueles com salários entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais.

Desde 1º de janeiro vigora no país o novo valor do salário mínimo, que passou de R$ 1.518 em 2025 para R$ 1.621 este ano, um aumento de 6,7%. Os reajustes anuais adotados nesta gestão levam em conta a inflação dos 12 meses anteriores, mais a taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo ano anterior ao vigente.

Para o ministro, o PIB deve voltar a crescer este ano, o que, levando-se em conta os crescimentos do PIB nos últimos anos, deverá garantir um novo aumento real do salário mínimo em 2027. “Este ano de novo vai crescer a economia, crescer o PIB brasileiro, e crescendo o PIB per capita seguramente também crescerá o salário mínimo de novo, olhando para 2027. Nós estamos bastante otimistas com a economia brasileira e seguramente o Brasil está no rumo certo”, projetou Luiz Marinho.

ESCALA 6X1 – Outro ponto abordado na entrevista foi a discussão em curso em torno do fim da jornada de trabalho 6×1, sem redução de salário. “A 6×1 é uma prioridade do governo e é uma prioridade para os trabalhadores, especialmente a juventude brasileira, que vem rechaçando esse formato. A jornada 6×1 é a mais cruel em todo o território global, onde ela está ainda em prática, em especial para as mulheres. Então, temos que pensar na redução da jornada máxima do país”, frisou o ministro.

Segundo o ministro, o fim da jornada 6×1 precisa ser discutido levando-se em conta a necessidade de proporcionar melhores condições aos trabalhadores. “É uma coisa importante para a gente refletir e dar uma mensagem para todos os empresários brasileiros, especialmente da área do comércio, de serviço, da indústria, que pensar na redução da jornada de trabalho é também pensar na harmonização do ambiente de trabalho, em como você tem um ambiente saudável no trabalho que possa garantir aos trabalhadores e trabalhadoras melhores condições de saúde, saúde mental, como cuidar da família, como cuidar dos afazeres da família. Se você tem tranquilidade em casa, você vai levar essa tranquilidade para o ambiente do trabalho”, defendeu o ministro.

QUALIFICAÇÃO – Luiz Marinho destacou ainda a necessidade de qualificar o trabalhador brasileiro e destacou que o Ministério do Trabalho e Emprego vem atuando nesse sentido, com especial atenção aos mais jovens. “A gente tem trabalhado vários programas e tenho provocado prefeitos e prefeitas, governadores e governadoras, para ajudar nessa tarefa de qualificar, incluindo o Sistema S, incluindo todo mundo que trabalha com o processo de qualificação. O ministério tem um programa de qualificação digital, em parceria com a Microsoft, para milhões de pessoas”, lembrou. “Os jovens sabem o Instagram, sabem o TikTok, sabem essas ferramentas de comunicação aleatória. Mas quando precisa baixar um arquivo, quando precisa anexar um arquivo, ele não sabe fazer. Nós precisamos de um processo de qualificação, de capacitação na área digital, como foi no passado”, continuou o ministro.

PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR — Outro ponto abordado foi a modernização do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). As novas regras beneficiarão diretamente mais de 22 milhões de trabalhadores que terão mais liberdade de escolha e melhor aceitação dos cartões em estabelecimentos. “Nós pensamos a restauração desse programa, ouvindo as queixas, especialmente dos pequenos restaurantes, dos pequenos mercados. Muitos restaurantes e muitos supermercados saindo do programa, dado o tamanho do repasse que o intermediário ficava. Entra agora em vigor, agora em fevereiro, a taxa máxima permitida. Tinha situação de taxa acima de 10% ao mês. Vai ter uma redução para no máximo 3,6%, envolvendo a tarifa de intercâmbio, que tem que ser no máximo de 2%. Isso seguramente vai levar a ampliar a quantidade de restaurantes, de mercados, de vilas, que possam aderir ao programa”, explicou Luiz Marinho.

SEGURO DEFESO – A nova gestão do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal (SDPA), conhecido como Seguro Defeso, também foi discutida no programa nesta quarta-feira. “O Ministério do Trabalho assumiu, de novembro (de 2025) para cá, a análise, além de ser a fonte pagadora. Nós vamos também fazer análise da condição real de pescador artesanal. Nossa tarefa é garantir a todos os pescadores, pescadores artesanais reais, que eles tenham assegurado o seu direito. Se você comprovou, de fato, que tem o seu barco, que você sobrevive exclusivamente da pesca, você vai ter assegurado o seu seguro-defeso. Agora, o comerciante, o que tem outra atividade, pescador eventual, esse não tem direito, a lei não lhe garante”.

Via Secom

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