Nível reservatórios de SP: confira o volume dos mananciais

Dados do volume de água nos reservatórios de acordo com o relatório da Sabesp
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Barragem do rio Juqueri que forma a represa Paulo de Paiva Castro, parte do sistema Cantareira, construída pela Sabesp para abastecer de água a cidade de São Paulo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Acompanhe com a TVT News como está o nível dos reservatórios de água que abastecem São Paulo.

Nível dos reservatórios em SP aponta estabilidade

O nível dos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo apresenta um cenário de relativa estabilidade, segundo o boletim mais recente divulgado pela Sabesp.

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Fonte: Sabesp

Sistema Cantareira: O gigante que pede atenção

O Sistema Cantareira , historicamente um dos complexos mais importantes para o abastecimento da Grande São Paulo, registra nesta data um volume útil de apenas 44,0%. Houve uma levíssima alta de 0,1% em relação à medição anterior. Com uma chuva acumulada no mês de 164,1 mm, o sistema ainda demanda muita cautela do poder público.

Este manancial abastece milhões de trabalhadores e trabalhadoras na Grande São Paulo.

Sistema Alto Tietê

O Alto Tietê opera com 52,9% de sua capacidade , sem apresentar qualquer variação percentual diária, mantendo-se em 0,0%. A chuva acumulada no mês para este sistema foi de apenas 67 mm, um número consideravelmente baixo que alerta para a necessidade de políticas de conservação focadas não apenas no racionamento que pune o cidadão comum.

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Sistema Guarapiranga

Fundamental para a zona sul da capital e parte expressiva da região metropolitana, o Sistema Guarapiranga apresenta um quadro bem mais confortável e seguro, ostentando 92,3% de volume útil. Apesar de uma pequena queda diária de 0,2% , a chuva acumulada neste mês de março chega a 191,4 mm.

É importante lembrar que o entorno da represa de Guarapiranga é ocupado por diversas comunidades e movimentos de moradia que lutam, dia após dia, por infraestrutura urbana adequada e resistem contra a especulação imobiliária que ameaça as margens da represa e a qualidade de vida da população local.

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Dados da Sabesp em 23 de março

Sistema Rio Grande

O Rio Grande é mais um sistema que apresenta bons números no boletim, marcando 95,3% de volume útil. A variação diária apontou uma redução de 0,3%. Com 219,2 mm de chuva acumulada neste mês, este manancial atende de forma muito significativa a região do ABC Paulista.

O nível dos reservatórios e a segurança hídrica do São Lourenço

O Sistema São Lourenço , um dos mais recentes complexos integrados à rede de abastecimento, opera com 94,8% da sua capacidade , tendo apresentado um leve aumento de 0,1% nas últimas 24 horas. Este sistema recebeu 106,6 mm de chuvas no acumulado do mês.

Sistema Cotia

Abastecendo predominantemente a região oeste da Grande São Paulo, o Sistema Cotia encontra-se com 70,8% do seu volume útil. O boletim registrou uma queda de 0,4%. As chuvas no mês acumulam 186,2 mm.

Sistema Rio Claro

O Rio Claro registra exatamente 54,4% da sua capacidade de armazenamento , com uma pequena elevação de 0,2% na medição diária. O volume de chuvas no mês foi de 184,2 mm.

Sistema Cantareira Velho

O documento da Sabesp apresenta os dados do Cantareira Velho , um reservatório que não integra o cálculo oficial do Sistema Integrado Metropolitano. Este manancial aponta 100,5% de volume útil. A chuva acumulada no mês registrada ali é de 118,4 mm.

O que é o Sistema Cantareira Velho

O “velho” ou antigo Sistema Cantareira refere-se à estrutura original de abastecimento de água implantada no final do século XIX (por volta de 1875-1890) na Serra da Cantareira, em São Paulo, para atender à capital paulista

  • Estrutura: Incluía a Represa do Engordador, a Casa da Bomba e a Represa do Cabuçu, que hoje fazem parte do Parque Estadual da Cantareira.
  • Status atual: Está inativo para o grande abastecimento há décadas, com algumas estruturas servindo ao Parque Estadual da Cantareira e com propostas de recuperação por especialistas para uso local

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