As investigações sobre o atentado contra o presidente Donald Trump, ocorrido no último sábado (25) no hotel Washington Hilton, avançaram com a identificação formal do suspeito e a descoberta de um manifesto detalhando motivações políticas e alvos específicos. O governo americano confirmou que o ataque não foi um incidente isolado, mas parte de um plano maior para atingir a cúpula da atual administração. Leia em TVT News.
O atirador: Cole Tomas Allen
O autor dos disparos foi identificado pelas autoridades federais como Cole Tomas Allen, um homem de 31 anos residente em Torrance, na Califórnia. Formado pelo renomado Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), Allen não possuía antecedentes criminais registrados em sua cidade natal.
As investigações revelaram que ele viajou de trem da Califórnia para Washington D.C., hospedando-se no próprio Washington Hilton dias antes do jantar de gala. De acordo com o FBI, as armas utilizadas no ataque foram adquiridas de forma legal.
História se repete
O hotel do atentado já presenciou anos antes um atentado contra outro presidente republicano: Ronald Reagan, em 1981.
Em 30 de março, após um discurso no Washington Hilton, Reagan foi surpreendido por John Hinckley Jr. quando saía do estabelecimento. O atirador disparou contra o presidente, fazendo com que ele tivesse que passar por cirurgia. Um lado do seu pulmão foi perfurado na ocasião.
O Manifesto do atirador: “Assassino Federal Amigável”
Antes de realizar o ataque, Allen enviou um manifesto à sua família, documento que foi posteriormente entregue às autoridades por seu irmão. No texto, o atirador descreve a si mesmo como um “Assassino Federal Amigável” e apresenta uma lista hierárquica de alvos.
Alvos prioritários: O plano visava membros do governo Trump, organizados por nível de importância, com o próprio presidente no topo da lista. A única exceção notável no documento foi o diretor do FBI, Kash Patel.
Motivações declaradas: O texto revela uma profunda raiva contra as políticas da atual gestão. Allen usou termos ofensivos para se referir ao presidente, chamando-o de “pedófilo, estuprador e traidor”, e citou especificamente ataques recentes dos EUA contra embarcações de traficantes como um dos estopins para sua ação.
Segurança: No manifesto, Allen criticou abertamente a segurança do hotel, classificando-a como “falha” e “arrogante”, afirmando ter ficado surpreso com a facilidade de acesso ao local do evento.
O momento do ataque e o estado de Trump

O disparo ocorreu em um ponto de verificação de segurança, onde Allen atingiu um agente do Serviço Secreto. Segundo o presidente Trump, o agente não sofreu ferimentos graves porque o tiro atingiu seu colete à prova de balas.
Trump, a primeira-dama Melania e o vice-presidente JD Vance foram retirados às pressas sob um esquema de segurança pesado. Em entrevista concedida no domingo, Trump afirmou que “não se sentiu assustado” e classificou o atirador como uma “pessoa insana e depravada”.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
Repercussão do caso
O atentado provocou manifestações imediatas de repúdio. O ex-presidente Barack Obama utilizou suas redes sociais para condenar o episódio, afirmando que “é dever de todos rejeitar a ideia de que a violência tem qualquer lugar em nossa democracia”.
Líderes mundiais de diversos países também enviaram mensagens de solidariedade, expressando preocupação com a segurança institucional e a estabilidade política nos Estados Unidos após o ocorrido.
Cole Tomas Allen deve comparecer a um tribunal federal nesta segunda-feira (27), enfrentando inicialmente acusações de agressão a um policial federal e disparo de arma de fogo, com a expectativa de que a acusação seja ampliada para tentativa de assassinato do presidente.
Um salão de baile na Casa Branca?
Após o ataque, Trump usou as redes sociais para associar o caso à necessidade de reforma da Casa Branca. Trump defende a construção de um salão de baile no prédio histórico, obra que foi questionada na Justiça.
“Todos os presidentes, nos últimos 150 anos, vêm exigindo a construção de um grande, seguro e protegido salão de baile nos terrenos da Casa Branca. Esse evento jamais teria ocorrido com o Salão de Baile militar de nível máximo de sigilo”, argumentou.


