As Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina 2026 começam oficialmente no sábado (6), na Itália, reunindo cerca de 3.500 atletas de 93 países até o dia 22 de fevereiro. Com 16 modalidades no programa e 735 medalhas em jogo, a edição deste ano terá competições espalhadas por dez cidades, em um modelo descentralizado que impõe desafios logísticos e até climáticos, já que 80% da neve das provas será artificial.
Para o Brasil, os Jogos marcam um recorde histórico. O país enviará sua maior delegação de inverno, com 14 atletas titulares e um reserva, distribuídos em cinco modalidades: bobsled, esqui alpino, esqui cross-country, skeleton e snowboard. Saiba os detalhes na TVT News.
A expectativa é de resultados inéditos, especialmente em provas individuais, embaladas por maior investimento do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que reajustou em 40% a premiação para medalhistas.
Onde o Brasil vai competir
O skeleton, modalidade em que o atleta desce a pista de gelo de bruços e pode atingir até 140 km/h, concentra uma das principais esperanças do país. Nicole Silveira, atual 13ª do ranking mundial, chega credenciada após conquistar o quarto lugar no Mundial de 2025. Ela também será porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno, ao lado do esquiador Lucas Pinheiro Braathen.
No esqui alpino, Braathen, ex-atleta da Noruega, filho de mãe brasileira, tornou-se um dos nomes mais fortes da história do país na neve. Em 2025, conquistou o primeiro ouro brasileiro em uma etapa de Copa do Mundo da modalidade. Ele disputará provas técnicas como slalom e slalom gigante.
O Brasil também terá representantes no esqui cross-country, considerado a “maratona da neve”, com Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura nas provas de longa distância e sprint.
Já no snowboard, modalidade que mistura manobras e velocidade, Pat Burgener, que passou a defender o Brasil recentemente, chega com moral após conquistar um bronze na etapa de Copa do Mundo no halfpipe. Augustinho Teixeira também compete na mesma prova.
Fechando a delegação, o bobsled contará com a experiência do veterano Edson Bindilatti, em sua sexta Olimpíada. O esporte, conhecido como a “Fórmula 1 do gelo”, reúne equipes em trenós que descem pistas sinuosas em altíssima velocidade.
Quando os brasileiros estreiam
As primeiras participações do Time Brasil acontecem na segunda semana de competições das Olimpíadas. Marque no calendário:
- 10/02 – Esqui cross-country (sprint clássico)
- 11/02 – Snowboard halfpipe (classificatórias)
- 13 e 14/02 – Skeleton (Nicole Silveira)
- 14/02 – Esqui alpino (slalom gigante masculino)
- 16/02 – Bobsled (prova de duplas)
- 18/02 – Esqui alpino (slalom feminino)
- 21/02 – Bobsled (quartetos)
Incentivos e visibilidade
Além da delegação ampliada, o COB anunciou premiações maiores para os brasileiros que saírem vitoriosos das Olimpíadas: R$ 350 mil para ouro, R$ 210 mil para prata e R$ 140 mil para bronze em provas individuais. A entidade também lançará a primeira “Casa Brasil de Inverno” e uma central de produção digital para ampliar a cobertura das modalidades no país.
Com atletas mais experientes, resultados recentes expressivos e maior investimento, a delegação brasileira chega a Milão-Cortina tentando transformar a tradicional participação simbólica em competitividade real, para, quem sabe, conquistar as primeiras medalhas olímpicas de inverno do Brasil.
