PEC da Segurança Pública está na pauta do Plenário nesta quinta-feira

Proposta sobre Segurança Pública busca ampliar a integração entre forças policiais, reforçar o combate ao crime organizado, criar regras para polícias municipais e garantir recursos para a área
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Proposta sobre Segurança Pública busca ampliar a integração entre forças policiais, reforçar o combate ao crime organizado, criar regras para polícias municipais e garantir recursos para a área. Foto: Ricardo Stuckert

O plenário do Senado Federal deve analisar nesta quinta-feira (15) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. A votação está prevista para ocorrer a partir das 14h, após a conclusão da análise do texto pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta-feira (14). Leia em TVT News.

De iniciativa do governo federal, a proposta busca ampliar a participação da União nas políticas de segurança pública e fortalecer a cooperação entre os governos federal, estaduais e municipais no enfrentamento à criminalidade. O texto também estabelece medidas contra facções criminosas e milícias, prevê mudanças no financiamento do setor e autoriza a criação de polícias municipais sob condições específicas.

A inclusão da PEC na pauta foi anunciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após a aprovação de um requerimento que permite acelerar a tramitação. O relator da proposta é o senador Rogério Carvalho (PT-SE).

Por se tratar de uma emenda constitucional, a matéria precisa ser aprovada em dois turnos de votação, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada etapa. O regimento do Senado prevê sessões de discussão antes das votações e um intervalo mínimo de cinco dias úteis entre os dois turnos.

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Sistema Único de Segurança Pública

Um dos principais pontos da PEC é incluir o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição Federal. A medida busca formalizar a atuação conjunta dos órgãos responsáveis pela segurança e ampliar a integração entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

A proposta prevê o compartilhamento de informações, a cooperação em investigações e a formação de forças-tarefa para enfrentar organizações criminosas. O objetivo é reduzir a fragmentação das políticas de segurança e facilitar a atuação coordenada das instituições.

O texto também institui o Sistema de Políticas Penais e reforça as atribuições das polícias penais federal, estaduais e distrital na custódia de presos, na organização das unidades prisionais e no uso de tecnologias de segurança nos presídios.

Medidas contra facções e milícias

A PEC prevê regras penais mais rigorosas para integrantes de facções criminosas, organizações paramilitares e milícias, com punições proporcionais à posição hierárquica dos envolvidos.

Entre as medidas previstas estão a possibilidade de prisão em unidades de segurança máxima, restrições a benefícios penais e o confisco de bens vinculados a atividades criminosas. O texto também prevê mecanismos para responsabilizar empresas envolvidas em práticas ilícitas.

Criação de polícias municipais

Outro ponto da proposta é a autorização para que municípios criem polícias municipais de natureza civil, voltadas ao policiamento ostensivo e comunitário. A criação dessas corporações dependerá do cumprimento de critérios de formação, capacidade financeira e controle institucional.

As polícias municipais ficarão sujeitas ao controle externo do Ministério Público. A proposta também estabelece regras para evitar a sobreposição de atribuições entre essas corporações e as guardas municipais.

A PEC ainda amplia as competências da Polícia Rodoviária Federal (PRF), permitindo sua atuação no policiamento de ferrovias e hidrovias federais.

Recursos para a segurança pública

A proposta prevê mudanças no financiamento do setor e estabelece mecanismos para proteger recursos destinados à segurança pública e ao sistema penitenciário contra bloqueios e contingenciamentos, ressalvadas as condições previstas no texto.

O relator manteve a previsão de destinar 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social do Pré-Sal para a área. Por outro lado, retirou do texto a proposta de direcionar recursos provenientes das apostas esportivas, conhecidas como bets, aos fundos de segurança pública.

O que acontece após a votação?

Se aprovada pelo Senado sem mudanças em relação ao texto já analisado pela Câmara dos Deputados, a PEC poderá seguir para promulgação. Caso os senadores alterem o conteúdo, a proposta terá de voltar à Câmara para nova análise.

A iniciativa integra a agenda do governo federal para reorganizar a política nacional de segurança pública. A tramitação no Senado ocorre após a conclusão da análise na CCJ, que declarou prejudicados três destaques de emendas por ausência dos respectivos autores.

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