Pesquisa aponta alto índice de trabalhadores com doeneças relacionadas ao trabalho nos setores da Educação e da Saúde no serviço público estadual. Os dados completos serão apresentados nesta terça, 5, às 10h, no Dieese. Levantamento foi feito em parceria entre SindSaúde-SP, Apeoesp, Afuse e a Frente Parlamentar pela Saúde e Direitos do Funcionalismo Público Estadual, coordenada pela deputada estadual Professora Bebel (PT), presidenta licenciada da Apeoesp. Leia em TVT News.
Adoecimento no serviço público estadual
Quase 100% na Educação e mais de 80% na Saúde associam problemas mentais ao trabalho
97,6%
Educação
81,1%
Saúde
Pesquisa aponta alto índice de adoecimento entre trabalhadores da Educação e da Saúde no serviço público estadual
Uma enquete qualitativa inédita sobre “Condições de trabalho e saúde do funcionalismo público da Educação e da Saúde” será lançada nesta terça-feira, 5 de maio, às 10h, na sede do Dieese, em São Paulo.
Veja nas tabelas a seguir, a associação entre trabalho e adoecimento físico, mental e psíquico, de acordo com a pesquisa
Entre trabalhadores da Educação: saúde mental no trabalho
Educação pública estadual
Adoecimento mental ligado ao trabalho
Entre trabalhadores da Saúde
Saúde pública estadual
Adoecimento mental ligado ao trabalho
🔴 Adoecimento físico
Adoecimento físico também cresce
80,2% associam ao trabalho
72,3% associam ao trabalho
- 💪 Dores musculares e articulares
- 🦴 Problemas de coluna
- ❤️ Pressão e problemas cardíacos
- 🍽️ Problemas gastrointestinais
🔴 Afastamentos
Afastamentos do trabalho
24,8%
Educação
16%
Saúde
60,3%
afastamento físico (Educação)
Quem realizou a pesquisa
A pesquisa foi elaborada a partir de iniciativa vinculada à Frente Parlamentar Pela Saúde e Direitos do Funcionalismo Público Estadual.
A frente parlamentar é coordenada pela deputada estadual Professora Bebel (PT) e presidenta licenciada da Apeoesp, juntamente com a Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, AFUSE – Sindicato dos Funcionários da Educação do Estado de São Paulo, e SindSaúde-SP – Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no Estado de São Paulo, e contou com o apoio técnico do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.
Ferramentas digitais aumentam vigilância e controle sobre o trabalho
Além do impacto direto na saúde, os dados da pesquisa evidenciam o avanço da chamada gestão algorítmica no cotidiano dos trabalhadores.
Segundo o levantamento, 86,3% dos profissionais da Educação ouvidos na pesquisa associam o uso de ferramentas digitais ao aumento da vigilância e controle sobre o trabalho, enquanto 78,3% relacionam esse processo à intensificação de metas e cobranças individuais.
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Para a deputada Professora Bebel, os resultados revelam uma transformação profunda nas relações de trabalho no setor público. Ela explica que: “Estamos diante de um modelo que intensifica o controle, amplia a pressão por metas e impacta diretamente a saúde dos trabalhadores.
Quando quase a totalidade dos profissionais da Educação associa o adoecimento mental ao trabalho, isso não pode ser tratado como algo pontual — é um problema estrutural que precisa ser enfrentado”.
Impacto da tecnologia no trabalho
- 📊 86,3% associam tecnologia a mais vigilância
- ⏱️ 78,3% apontam aumento de metas e cobranças
- 📱 Mais tarefas dentro e fora do expediente
- ⚠️ Intensificação do ritmo de trabalho
A parlamentar também destacou que o processo de digitalização, sem regulação adequada, tem ampliado a sobrecarga e alterado a dinâmica do trabalho nas redes públicas. Segundo ela, “a tecnologia deveria contribuir para melhorar as condições de trabalho, mas o que vemos é o contrário: aumento de tarefas, intensificação do ritmo e mais controle sobre o trabalhador”.
Os dados da enquete indicam ainda que o uso de ferramentas digitais tem sido acompanhado por aumento do volume de tarefas e do ritmo de trabalho, tanto durante quanto fora do expediente, reforçando a percepção de sobrecarga entre os profissionais.
Realizada entre dezembro de 2025 e março de 2026, a pesquisa se baseia em respostas de integrantes do funcionalismo estadual da Saúde e da Educação, e traz um diagnóstico sobre os efeitos da digitalização nas condições de trabalho e no adoecimento dos trabalhadores, entre outras informações.
O lançamento reunirá integrantes da Frente Parlamentar, representantes de entidades sindicais, pesquisadores e parlamentares, e tem como objetivo ampliar o debate público sobre o adoecimento no serviço público e a necessidade de políticas que garantam condições dignas de trabalho.
Serviço
Lançamento da pesquisa sobre “Condições de trabalho e saúde dos trabalhadores da Educação e da Saúde no serviço público do Estado de São Paulo”
- Dia 5 de maio (terça-feira), às 10h
- Local: No auditório do Dieese (R. Aurora, 957 – Auditório Walter Barelli – Santa Ifigênia – São Paulo – SP)
