PF investiga vazamento de dados de Moraes e familiares

Operação autorizada por Alexandre de Moraes mira empresário suspeito de chefiar esquema de vazamento ilegal de informações sigilosas de autoridades
Operação mira empresário suspeito de chefiar esquema de vazamento ilegal de informações sigilosas de autoridades. - Foto: Rosinei Coutinho/STF

A Polícia Federal procura um suspeito de financiar o vazamento de dados sigilosos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e de seus familiares, em especial de sua esposa, a advogada Viviane Barci. A operação foi autorizada pelo próprio ministro e contou com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Mais informações em TVT News.

O empresário Marcelo Paes Fernandez Conde, filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, é apontado como suspeito de chefiar um esquema de vazamento de informações sigilosas de autoridades. A chamada Operação Exfil, da Polícia Federal, cumpriu nesta quarta-feira (1º) mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de tentar executar um mandado de prisão preventiva contra o empresário, que é considerado foragido.

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Segundo as investigações, Marcelo Conde teria financiado o esquema, oferecendo pagamentos em troca de acesso a dados sigilosos de ministros. O acesso ocorreria por meio de servidores da Receita Federal, vigilantes, funcionários terceirizados, despachantes e intermediários com acesso a sistemas do Fisco e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

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Marcelo Paes Fernandez Conde teria pago R$ 4,5 mil pelo vazamento de dados de Moraes e familiares — Foto: Reprodução / Redes sociais

Como funcionava o esquema de vazamento de dados sigilosos

A Polícia Federal aponta que o empresário fornecia listas de CPFs e realizava pagamentos em espécie, de cerca de R$ 4,5 mil, a servidores para obter as informações, sendo considerado o principal articulador do esquema.

Em nota, o advogado Nélio Machado, que representa o empresário, afirmou que a defesa ainda não teve acesso à decisão do ministro que determinou as medidas.

Além de ministros do STF e seus familiares, também teriam tido dados fiscais acessados irregularmente o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), deputados federais, ex-senadores, dirigentes de agências reguladoras e um ex-governador. Ao todo, o esquema pode ter atingido 1.819 pessoas.

A Polícia Federal também apreendeu celulares que passarão por perícia para auxiliar nas investigações.

Em nota, o STF destacou a necessidade das buscas para a “reconstrução das cadeias de eventos e identificação de outros possíveis envolvidos”.

“A apreensão de dispositivos eletrônicos revela-se medida indispensável, uma vez que comunicações por aplicativos de mensagens e registros em nuvem podem evidenciar a extensão da atuação do investigado”, aponta o relatório da autoridade policial acolhido pelo relator.

A investigação segue sob sigilo, para garantir a preservação das provas.

Com informações de Agência Brasil.

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