Príncipe Andrew é preso por envolvimento no caso Epstein

A acusação formal foi de "má conduta no exercício de um cargo público"
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O príncipe Andrew, duque de York, reage ao chegar para a tradicional missa de Natal da Família Real na Igreja de Santa Maria Madalena em Sandringham, Norfolk, leste da Inglaterra, em 25 de dezembro de 2022. A polícia britânica informou que, em 19 de fevereiro de 2026, agentes estavam realizando buscas em dois endereços, um no leste da Inglaterra e outro a oeste de Londres, após a prisão do ex-príncipe Andrew sob suspeita de má conduta em cargo público. Novas revelações da semana passada parecem mostrar que Andrew enviou documentos potencialmente confidenciais ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein durante seu período como enviado comercial do Reino Unido. (Foto de Daniel Leal / AFP)

Monarquia britânica na cadeia. A polícia da Inglaterra prendeu o ex-príncipe Andrew, acusado de envolvimento no caso Epstein, um escândalo de rede de pedofilia. Leia em TVT News.

Polícia britânica prende o ex-príncipe Andrew por acusação relacionada ao caso Epstein

Londres, Reino Unido, com informações da AFP

A polícia inglesa prendeu o ex-príncipe Andrew nesta quinta-feira (19), dia do seu 66º aniversário, por “suspeita de má conduta no exercício de um cargo público” durante o período em que atuou como enviado comercial, uma acusação relacionada ao caso Epstein.

A polícia de Thames Valley, onde fica a residência Royal Lodge, imóvel em que Andrew morou até recentemente, confirmou em um comunicado a detenção, que havia sido antecipada pela imprensa britânica.

“Como parte da investigação, hoje prendemos um homem na casa dos 60 anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta no exercício de um cargo público”, afirmou a polícia em um comunicado, que não revela o nome do suspeito, como é habitual no Reino Unido.

O comunicado da polícia informa que operações de busca estavam em curso em dois endereços na Inglaterra, aparentemente relacionadas com as acusações.

No dia 11 de fevereiro, novos documentos vieram à tona e parecem indicar que o irmão do rei Charles III repassou informações confidenciais a Jeffrey Epstein. O Ministério Público informou que está “em contato” com a polícia sobre as suspeitas.

O ex-príncipe, hoje afastado da vida pública, era então representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional, cargo que ocupou entre 2001 e 2011.

Contatos com Epstein

Segundo um e-mail enviado ao financista e agressor sexual americano, com data de 24 de dezembro de 2010, o ex-príncipe teria encaminhado “um relatório confidencial” sobre oportunidades de investimento no Afeganistão.

O e-mail é mais um dos documentos, também incluídos nos arquivos Epstein, que sugerem que, em 2010, Andrew enviou ao financista relatórios sobre viagens de trabalho à China, Singapura e Vietnã.

A polícia regional de Windsor indicou que está “examinando as informações” sobre Andrew Moutbatten-Windsor, como ele deve ser chamado desde que foi despojado de seus cargos aristocráticos.

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(ARQUIVO) Esta foto sem data, tirada em um local não divulgado e publicada pelo Departamento de Justiça dos EUA em 30 de janeiro de 2026 como parte dos arquivos de Jeffrey Epstein, mostra o ex-príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor ajoelhado sobre uma mulher deitada no chão. A polícia do Reino Unido informou em 19 de fevereiro de 2026 que agentes estavam realizando buscas em dois endereços, um no leste da Inglaterra e outro a oeste de Londres, após a prisão do ex-príncipe Andrew sob suspeita de má conduta em cargo público. Novas revelações da semana passada parecem mostrar que Andrew enviou ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein documentos potencialmente confidenciais durante seu período como enviado comercial do Reino Unido. (Foto: Divulgação / DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA DOS EUA / AFP) / USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS

Os documentos se somam às acusações de agressão sexual apresentadas contra o ex-príncipe por Virginia Giuffre, vítima de Epstein que cometeu suicídio em 2025.

Uma segunda mulher afirmou posteriormente, por meio de seu advogado, que Epstein a enviou à Inglaterra em 2010 para manter relações sexuais com o filho da rainha Elizabeth II.

Outro advogado americano revelou que uma de suas clientes relatou que Epstein e o ex-príncipe a obrigaram a manter relações sexuais durante uma festa na Flórida em 2006.

O Ministério Público também está em contato com a polícia de Londres na investigação aberta sobre Peter Mandelson, ex-embaixador britânico em Washington, suspeito de ter repassado documentos confidenciais a Epstein.

A polícia de Surrey, no sudeste da Inglaterra, informou na quarta-feira que tomou conhecimento de um relatório com trechos censurados que alegava “tráfico de pessoas e agressões sexuais contra um menor” entre 1994 e 1996 na localidade de Virginia Water.

O relatório apareceu no último lote de milhões de arquivos publicados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, procedentes da investigação sobre Epstein, que morreu na prisão em 2019.

“Após revisarmos nossos sistemas com as informações limitadas de que dispomos, não encontramos evidências de que as acusações tenham sido denunciadas à polícia de Surrey”, afirmou o comunicado.

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© Agence France-Presse

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