Tarifa Zero pode injetar R$ 60 bilhões na economia e ser o novo Bolsa Família, diz estudo da UnB

Mais que mobilidade, tarifa zero pode ser política de distribuição de renda, diz pesquisa da UnB
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Para Ministro dos Transportes, o país não pode mais adiar o debate sobre a implementação da tarifa zero. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Um novo estudo desenvolvido no Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (IPOL/UnB) aponta que a implementação da Tarifa Zero no transporte público das 27 capitais brasileiras e suas regiões metropolitanas tem o potencial de injetar R$ 60 bilhões anuais na economia nacional. Leia em TVT News.

Tarifa Zero: mais que mobilidade é política de distribuição de renda, diz UnB

O texto é o terceiro material produzido a partir da pesquisa “Tarifa Zero e suas possibilidades de expansão no Brasil”, conduzida pelo Grupo de Pesquisa Geopolítica e Urbanização Periférica (GeoUrb) e pelo Núcleo Brasília do Observatório das Metrópoles, ambos vinculados ao IPOL/UnB.

A análise demonstra que a gratuidade, conhecida como Tarifa Zero, não é apenas uma questão de mobilidade, mas uma poderosa política de distribuição de renda.

Tarifa Zero pode injetar bilhões na economia

R$ 60 BI
potencial por ano no Brasil
💸
R$ 45,6 bi
dinheiro novo na economia
🔁
R$ 14,7 bi
já circulam (gratuidades)
🚍 O valor deixaria de ser gasto em passagens e passaria a circular no consumo de bens e serviços pelas famílias.

O estudo estima que este potencial bruto de R$ 60 bilhões representa o montante que deixaria de ser retido nas catracas para ser destinado ao consumo de bens básicos e serviços pelas famílias. Desse total, cerca de R$ 14,7 bilhões já circulam devido às gratuidades vigentes (como idosos e estudantes), o que resultaria em uma injeção líquida de R$ 45,6 bilhões em “dinheiro novo” na economia.

Para os pesquisadores, o impacto social da medida é comparável ao do Programa Bolsa Família no início do século XXI. “Ao converter o gasto compulsório com passagens em renda disponível, o Estado promove justiça social, combate a segregação racial e espacial e dinamiza o mercado interno”, afirma o documento.

A implementação da Tarifa Zero garante que a mobilidade urbana passe a ser tratada como um direito social efetivo e um motor de desenvolvimento inclusivo para as metrópoles brasileiras. O projeto, financiado pela Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero no Congresso Nacional, conta ainda com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo.

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O movimento parlamentar pela Tarifa Zero no Brasil ganhou força institucional significativa entre o final de 2024 e o decorrer de 2025, articulando-se em frentes nacionais e projetos legislativos para transformar o transporte público em um direito universal.

O primeiro estudo, publicado em novembro de 2025, abordou as possibilidades de financiamento de uma política nacional de Tarifa Zero, centrando a proposta em uma reconfiguração do Vale Transporte. O segundo, publicado em março de 2026, analisou a Tarifa Zero como um instrumento de garantia do direito constitucional de ir e vir.

Tarifa Zero: mais que transporte

💰 Distribuição de renda

Transforma gasto com transporte em renda disponível

🏙️ Direito à cidade

Amplia acesso ao trabalho, estudo e serviços

⚖️ Redução de desigualdades

Combate segregação social, racial e territorial

📈 Economia aquecida

Estimula consumo e mercado interno

📊 Impacto comparável a políticas de transferência de renda

Estudo do IPOL/UnB aponta a Tarifa Zero como política de mobilidade e inclusão social

Para saber mais sobre a pequisa, acesse o site da pesquisa: https://tarifazero.unb.br/

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