A taxa de desemprego caiu em dezembro para 5,1%, a menor já registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua desde o início da série histórica em 2021. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (30). Saiba mais em TVT News.
Os dados se referem ao último trimestre de 2025 e revelam que cerca de 5,5 milhões de pessoas tentaram encontrar um emprego e integrar a população ocupada. A taxa de desemprego no ano passado foi de 5,6%.
Em 2025, a média de pessoas desocupadas caiu de 7,2 para 6,2 milhões. “A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, destaca a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.
Empregos com carteira assinada atingem maior patamar da série histórica
A estimativa anual do número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada cresceu 2,8% no valor de 2025 frente a 2024 e chegou a 38,9 milhões de pessoas, o mais alto da série, um acréscimo de cerca de 1 milhão de pessoas com carteira assinada em relação ao ano anterior.
Por sua vez o contingente anual de empregados da iniciativa privada sem carteira assinada caiu 0,8%, passando de 13,9 milhões para 13,8 milhões de pessoas. Já o número de trabalhadores domésticos mostrou redução de 4,4%, chegando a 5,7 milhões de pessoas.

População ocupada alcança nível inédito em 2025
No ano passado, 103 milhões de pessoas possuíam emprego. Em 2024, o número era de 101, 3 milhões. Quando a série histórica começou, em 2012, o valor era de 89,3 milhões. O valor anual do nível de ocupação (percentual ocupados na população em idade de trabalhar) também foi recorde da série em 2025 (59,1%).
Já a estimativa anual da população subutilizada (pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial) recuou 10,8% entre 2025 e 2024, passando de 18,7 milhões de pessoas, em 2024, para cerca de 16,6 milhões, em 2025.

Renda bate recorde em 2025
O valor do rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.560, um aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024. Na série histórica da pesquisa, desde 2012, o menor resultado havia sido em 2022 (R$ 3.032). Já o valor anual da massa de rendimento real habitual chegou a R$ 361,7 bilhões, em 2025, o maior da série, com alta de 7,5% (mais R$ 25,4 bilhões) em relação a 2024.
Com informações de IBGE.

