Uma megatempestade de inverno atingiu os Estados Unidos nos últimos dias e entrou para a história ao registrar níveis inéditos de neve em Nova York, além de provocar um rastro de destruição em dezenas de estados. O fenômeno extremo resultou em recorde de neve no Central Park, mortes, apagões em larga escala, fechamento de escolas e cancelamentos em massa de voos, afetando a rotina de milhões de pessoas. Leia em TVT News.
De acordo com autoridades meteorológicas norte-americanas, 79 centímetros de neve caíram durante a tempestade em áreas do nordeste do país, um volume considerado excepcional mesmo para padrões históricos de inverno. No Central Park, em Manhattan, o acúmulo de neve bateu o maior registro desde o início das medições, quebrando um recorde de 121 anos, segundo dados divulgados pela imprensa dos EUA. A marca superou o antigo recorde histórico e transformou a paisagem de Nova York em um cenário típico de regiões polares.
O impacto da tempestade foi além da neve. Mais de 250 milhões de pessoas ficaram sob alerta de frio extremo em diferentes regiões dos Estados Unidos, com temperaturas despencando para níveis perigosos, especialmente no meio-oeste e no nordeste. Em algumas localidades, a sensação térmica ficou abaixo de –30 °C, elevando os riscos de hipotermia e outros problemas de saúde.
O balanço parcial aponta ao menos 11 mortes relacionadas direta ou indiretamente ao fenômeno climático, segundo veículos da imprensa internacional. As vítimas foram registradas em diferentes estados e incluem casos de acidentes de trânsito em rodovias cobertas por gelo, quedas de árvores e complicações médicas agravadas pelo frio intenso. As autoridades alertam que o número pode aumentar à medida que novos dados sejam consolidados.
A infraestrutura urbana também foi fortemente afetada. A tempestade deixou cerca de 670 mil residências e estabelecimentos comerciais sem energia elétrica, principalmente em estados como Nova York, Pensilvânia, Massachusetts e Ohio. Ventos fortes, acúmulo de gelo nos cabos e a queda de árvores derrubaram linhas de transmissão, dificultando o trabalho das equipes de emergência e das concessionárias de energia.
No setor aéreo, os efeitos foram igualmente severos. Milhares de voos foram cancelados ou atrasados em aeroportos de grande movimento, como os de Nova York, Boston, Chicago e Washington. Companhias aéreas relataram dificuldades operacionais devido à baixa visibilidade, pistas cobertas de neve e riscos à segurança. O volume de cancelamentos chegou a um dos maiores já registrados em um único evento climático de inverno nos EUA.
Diante do cenário crítico, autoridades municipais e estaduais adotaram medidas emergenciais. Em Nova York, o prefeito determinou o cancelamento das aulas presenciais na rede pública e recomendou que a população evitasse deslocamentos desnecessários. Abrigos de emergência foram abertos para atender pessoas em situação de rua, um dos grupos mais vulneráveis às temperaturas extremas.
Especialistas em clima associam a intensidade da tempestade a padrões atmosféricos extremos que vêm se tornando mais frequentes. Embora os Estados Unidos historicamente enfrentem invernos rigorosos, meteorologistas destacam que eventos cada vez mais intensos e concentrados desafiam sistemas de prevenção e resposta, ampliando os impactos sociais e econômicos.
Enquanto equipes seguem trabalhando para restabelecer serviços essenciais e liberar estradas, a população permanece em alerta. A previsão indica que o frio intenso deve persistir em algumas regiões nos próximos dias, reforçando a necessidade de medidas de proteção, especialmente para idosos, crianças e trabalhadores expostos ao clima extremo.

