“Trompetista” participa do desfile da Acadêmicos de Niterói e chama Lula de “o maior da história”

Fabiano Leitão diz que escola “consertou o rumo da história” ao levar o presidente à Sapucaí e afirma que desfile foi marcado por emoção, gratidão popular e defesa do legado social de Lula
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Como explicar pro nosso povo que o Lula não tinha sido homenageado uma única vez?". Foto: Reprodução

O trompetista Fabiano Leão abriu o desfile da Acadêmicos de Niterói neste domingo (15) e definiu a homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “a maior homenagem da história no maior palco de homenagens do nosso país”. Leia em TVT News.

Em entrevista ao Jornal TVT News Primeira Edição, poucas horas após deixar a avenida, Fabiano relatou a emoção de participar do momento. “Eu já saí da avenida falando: ‘Meu Deus, 11 horas da manhã, vou ter que estar lá de pé’. Mas é uma tarefa também relatar essa que, para mim, é a maior homenagem da história no maior palco de homenagens do nosso país pro maior cidadão, o maior brasileiro que já existiu nessas terras”, afirmou.

Ao comentar a escolha do enredo, o músico ressaltou que a escola corrigiu uma lacuna histórica. “Como explicar pro nosso povo que o Lula não tinha sido homenageado uma única vez? Aí vem o Wallace Palhares e conserta o rumo da história”, disse, referindo-se ao presidente da escola, com quem mantém relação antiga no samba.

Fabiano afirmou que a decisão de levar Lula para a Marquês de Sapucaí foi um “ato de coragem”. “Não é mole enfrentar o sistema. Esse ato de coragem que invisibilizou o presidente Lula por tantas e tantas décadas de nunca ter sido homenageado acabou na hora da dispersão”, declarou. Segundo ele, o momento final do desfile foi marcado por forte reação popular: “O povo todo na arquibancada aplaudindo, gritando ‘olê, olê, olá, Lula’, emocionado, as pessoas se abraçando, cumprimos tarefa.”

O trompetista também fez críticas ao que chamou de “cultura de invisibilização dos nossos heróis”. Como exemplo, citou a ausência de monumentos dedicados a lideranças populares e comparou com outros países. “Nós temos uma cultura de invisibilização dos nossos heróis. Lá em Brasília, por exemplo, a cidade que eu moro não tem [estátua] do Marighella. Tem uma estatuazinha bem escondida do Zumbi dos Palmares. O que é isso, gente?”, questionou.

Durante a entrevista, Fabiano defendeu que Lula “vai ficar pela eternidade como o cara que tirou o meu povo do Piauí da miséria, da fome”. Ele relatou conversa com o ex-ministro Gilberto Carvalho e recordou o cenário social anterior aos governos petistas. “300 crianças morriam de fome no maior produtor de alimentos do mundo. […] E o Lula acabou com isso. Não precisa mais migrar, tem emprego hoje.”

Em tom emocionado, declarou gratidão pessoal ao presidente: “Todas as vezes que eu conversei com o presidente Lula e ele vem falar alguma coisa para mim, eu falo: ‘Presidente, você tirou o meu povo nordestino da fome, da miséria e colocou na universidade para ter oportunidade’.”

Fabiano também destacou que sua participação no desfile é resultado de um trabalho coletivo. Agradeceu à equipe e à companheira, Chiquinha, a quem atribuiu apoio nos momentos mais difíceis. “Ela nunca chegou e falou ‘vai dar errado’. Ela sempre falava ‘vai dar certo’”, contou.

Sobre a repercussão do desfile, afirmou que um dos momentos mais marcantes foi ouvir relatos de transformação social. “Eu fui entrevistado por um repórter de samba que falou: ‘Se eu tenho curso superior hoje é por causa do Lula’. Esse é o nosso troféu”, disse.

O músico projetou ainda o legado político do presidente. “O legado do presidente Lula é a coisa mais preciosa que tem, porque vai conduzir a esquerda brasileira por 50 anos, 100 anos”, afirmou. Para ele, a homenagem na Sapucaí marca “o começo das grandes homenagens” a Lula.

Ao final, reforçou o caráter político do desfile e a dimensão simbólica do momento. “Se o Lula mudou a vida de um povo todo, e eu escutei isso em todos os momentos, esses são os momentos mais extraordinários que eu vi na avenida. É a gratidão do povo ao presidente.”

A abertura da Acadêmicos de Niterói combinou emoção, discurso político e celebração popular — elementos que, nas palavras do próprio trompetista, representaram o cumprimento de uma “tarefa” histórica na principal passarela do samba do país.

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