O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que 1.121 urnas eletrônicas haviam sido substituídas até o início da tarde durante o primeiro turno das eleições de 2026. O número corresponde a 0,2% dos equipamentos utilizados no país. Leia em TVT News.
Segundo Nunes Marques, a votação ocorre normalmente nas seções eleitorais e não há, até o momento, nenhum local recorrendo à votação manual.
“Em relação às urnas, 1.121 foram substituídas, perfazendo o total de 0,2%. Não há votação manual no país neste momento”, afirmou o presidente do TSE durante entrevista.
No levantamento divulgado anteriormente pela Corte, atualizado às 10h, eram 421 urnas substituídas, o equivalente a 0,07% das 499.248 urnas principais previstas para o pleito. O novo balanço representa mais 700 equipamentos trocados desde aquela atualização.
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Queda de energia é principal motivo
Nunes Marques afirmou que a maior parte das substituições ocorreu em razão de quedas de energia. Segundo ele, porém, não foram registrados “problemas significativos” no funcionamento da votação.
O presidente do TSE também afirmou que não houve problemas relevantes no deslocamento dos eleitores. De acordo com o ministro, as chuvas registradas na região Sul não prejudicaram o acesso às seções eleitorais.
“Em relação às seções eleitorais, tudo está funcionando normalmente”, declarou.
Nunes Marques disse ainda que todos os mesários receberam treinamento para impedir a entrada de celulares nas cabines de votação, assim como de óculos capazes de realizar gravações.
TSE não registra deepfake de candidato com grande alcance
Durante o balanço, o presidente do TSE afirmou que não havia registro de vídeos manipulados por inteligência artificial envolvendo candidatos à Presidência que tivessem alcançado grande repercussão nas redes sociais.
Na véspera da votação, Nunes Marques havia feito um pronunciamento em cadeia nacional no qual pediu que os eleitores verificassem informações antes de compartilhá-las e recorressem aos canais oficiais da Justiça Eleitoral em caso de dúvida.
“Checar antes de compartilhar é uma atitude simples e eficaz que está ao alcance de todos”, afirmou.
R$ 380 mil são apreendidos e 59 pessoas são levadas a delegacias
O presidente do TSE também apresentou dados parciais sobre ocorrências relacionadas a crimes eleitorais. Até o momento do balanço, R$ 380 mil em dinheiro haviam sido apreendidos.
Além disso, 59 pessoas foram conduzidas a delegacias por suspeita de crime eleitoral. Desse total, 25 foram presas em flagrante, segundo os números apresentados por Nunes Marques.
O ministro afirmou que, em caso de intercorrências durante a votação, cabe à Justiça Eleitoral adotar as medidas necessárias.
Questionado sobre o candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, que entrou com um celular na cabine ao votar em Araxá (MG), o presidente do TSE não comentou especificamente o episódio.
Presidente do TSE votou em Brasília
Nunes Marques chegou pouco antes das 8h à sua zona eleitoral, em Brasília, para votar. Antes de registrar o próprio voto, ele acompanhou a impressão da zerésima da urna, documento emitido antes do início da votação que comprova que não havia votos registrados naquele equipamento.
Na noite de sábado (3), véspera do primeiro turno, o presidente do TSE havia defendido a segurança e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação e feito um apelo para que os eleitores exercessem o direito de escolha sem pressão ou interferência.
“A urna eletrônica, que há 30 anos integra a experiência democrática brasileira, garantirá mais uma vez esse direito”, afirmou.
Nunes Marques também declarou que o sistema reúne mecanismos de “segurança, transparência e auditabilidade” e disse que ameaças, assédio e tentativas de interferência na vontade dos eleitores seriam reprimidos pela Justiça Eleitoral.
TSE não vê risco para representações estrangeiras
O presidente da Corte também afirmou que não há indicação de risco para embaixadas e consulados estrangeiros durante a votação.
Na sexta-feira (2), os Estados Unidos haviam anunciado o fechamento temporário da embaixada em Brasília e dos consulados no país. Segundo Nunes Marques, porém, os órgãos que trabalham em conjunto com o TSE não identificaram qualquer ameaça concreta.
“Sobre embaixada, nossos indicativos não apontam qualquer tipo de risco. O chefe da PF confirmou. Não tem relatório de nenhum setor que trabalha em parceria com o TSE indicando qualquer tipo de risco”, afirmou.
Nunes Marques disse que fará um novo balanço da votação à noite e afirmou esperar que o primeiro turno termine sem intercorrências relevantes.
“Teremos com certeza uma eleição exitosa”, declarou.