Novo PAC do Governo Lula investiu R$ 35,8 milhões para ampliar a capacidade acadêmica da UFABC com a inauguração de dois blocos. Ordens de serviço foram assinadas para compra de equipamentos e início da construção de nova passarela. Leia em TVT News.
“Não há modelo de país desenvolvido que não tenha tido investimento em educação antes”, diz Lula em entrega de unidade da UFABC, em Santo André
Anova unidade Tamanduatehy do Campus Santo André da Universidade Federal do ABC (UFABC) foi inaugurada nesta sexta-feira, 10 de abril, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A unidade dispõe de mais de 21 mil metros quadrados de área construída e investimento total de R$ 155,7 milhões — sendo R$ 35,8 milhões por meio do Novo PAC —, fortalecendo as condições para o desenvolvimento das atividades acadêmicas e impulsionando a produção científica da universidade.
Durante a cerimônia, foram assinadas ainda as ordens de serviço para adquirir equipamentos dos laboratórios, no valor de R$ 8 milhões, e para o início das obras da passarela que interliga o campus sede da UFABC ao novo espaço inaugurado, no valor de R$ 15,3 milhões — via Novo PAC. Os ministros Leonardo Barchini (Educação), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência da República), a ministra Miriam Belchior (Casa Civil) e o reitor da UFABC, Dácio Matheus, também participaram da agenda.

A entrega da unidade Tamanduatehy libera espaços das engenharias no campus sede, contribuindo para acomodar 402 vagas dos novos cursos. Dessas, 160 são reservadas para licenciatura em ciências naturais e exatas, 96 vagas para bacharelado em ciências de dados, 96 para bacharelado em biotecnologia e 50 para pedagogia.
Como ficará a expansão da UFABC
BLOCOS ANEXOS — O bloco Anexo H da unidade Tamanduatehy é um edifício administrativo e será destinado ao suporte das atividades institucionais do campus. Construída em uma área de 2.367,71 m², a estrutura contará com vestiários, lanchonete e quatro almoxarifados — Geral, da Pró-Reitoria de Administração, da Prefeitura Universitária e do Núcleo de Tecnologia da Informação.
Já o bloco Anexo I será utilizado para a parte acadêmica e foi projetado para ampliar e qualificar a infraestrutura da universidade. O espaço tem uma área de 15.059,21 m² e é composto por 35 laboratórios didáticos, cinco auditórios e quatro salas de aula, além de restaurante, salas de reuniões e infraestrutura de telecomunicações.
O reitor Dácio Matheus exaltou a concretização da aguardada expansão e a inauguração dos espaços por meio de investimentos do Governo do Brasil.
“Foi um prédio que demorou quase 10 anos para ser concluído por causa de corte de investimentos nos governos passados e que, graças ao Novo PAC, iniciado em 2023, nos permitiu concluir o prédio e contratar os serviços de construção da passarela sobre o rio Tamanduateí, que vai ligar a nossa sede da UFABC com a Unidade Tamanduatehy, integrando a nossa comunidade e, mais do que isso, integrando à malha urbana de Santo André, beneficiando também a população do entorno, do lado de lá do rio, chegando até o centro com segurança e rapidez junto com os alunos, alunas e professores”, celebrou.
“É motivo de festa, sem dúvida nenhuma, os investimentos do Novo PAC aqui neste prédio, na passarela, e também a assinatura da autorização para mobiliar e ter equipamentos técnicos dos oito andares que comportam 32 laboratórios especializados nas nossas engenharias. E, com isso, vamos desafogar os espaços da sede, do outro lado do rio, trazendo as engenharias para cá, abrindo espaço para os cursos de licenciatura, de formação de professores nos sete municípios do ABC”, completou Dácio Matheus.
Passarela da UFABC vai beneficar estudantes e moradores de Santo André
PASSARELA — A passarela mencionada pelo reitor interligará as duas unidades do Campus Santo André, com 181 metros de comprimento e beneficiará mais de 30 mil pessoas da comunidade acadêmica e dos bairros vizinhos. A obra foi licitada e está com contrato assinado.
Artemis do ABC: estudanntes da UFABC participam de competições de foguetemodelismo
ENGENHARIA DE FOGUETES — Durante a visita às novas instalações, o presidente Lula conversou com estudantes da equipe brasileira de foguetemodelismo UFABC Rocket Design, que reúne cerca de 130 alunos de diferentes cursos da instituição. Eles foram campeões da edição 2025 da International Rocket Engineering Competition (Irec) na categoria de foguetes com motor de combustível sólido, feito inédito para o Brasil no cenário aeroespacial estudantil.
IREC — A Irec é considerada a maior competição acadêmica de engenharia de foguetes do planeta, reunindo mais de 150 universidades de diversos países e cerca de duas mil pessoas, entre estudantes, professores e mentores. O desempenho da equipe brasileira impressionou: o foguete alcançou 3.255 metros de altitude, com precisão de 99,5% em relação ao apogeu projetado: 3.272 metros.
É fácil a gente compreender que não existe modelo de país desenvolvido no mundo que não tenha tido antes investimento em educação. É a partir da educação que a gente consegue fazer com que o país cresça, as pessoas se tornam profissionais mais competentes, as empresas crescem e produzem com mais qualidade. A gente fica mais competitivo, o salário dos trabalhadores e das trabalhadoras melhoram, as mulheres ganham independência, ficam mais livres, não vão ficar subordinadas a ninguém, vão ser pessoas livres e não vão ser mais vítimas de violência, como tem acontecido hoje”
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
Expansão das universidades federais nos governos Lula e Dilma
O presidente Lula relembrou que a UFABC foi planejada e instituída para ser uma das mais importantes universidades do país e reforçou sua convicção de que é preciso reverter a lógica que historicamente prevaleceu de que o acesso ao nível superior é uma oportunidade e um privilégio facilitados para as classes sociais mais financeiramente favorecidas.
“O Brasil esperou 420 anos para criar uma universidade. Isso tem uma lógica: que a elite política da época não via nenhum interesse em que o povo, os trabalhadores e as mulheres estudassem. Ou seja, era uma concepção equivocada de que universidade era coisa para rico. Filho de pobre, menina pobre, trabalhadora, não precisava estudar. Então, o que acho importante é que nós mudamos essa lógica”, declarou.
Lula destacou ainda a qualidade emancipadora e a capacidade indutora de progresso com a democratização do ingresso no ensino superior.
“Custa dinheiro para fazer universidade? Custa, mas a pergunta que temos que fazer é quanto custa não fazer e quanto custa o atraso de um país. É fácil a gente compreender que não existe modelo de país desenvolvido no mundo que não tenha tido antes investimento em educação”, disse Lula

“É a partir da educação que a gente consegue fazer com que o país cresça, as pessoas se tornam profissionais mais competentes, as empresas crescem e produzem com mais qualidade. A gente fica mais competitivo, o salário dos trabalhadores e das trabalhadoras melhoram, as mulheres ganham independência, ficam mais livres, não vão ficar subordinadas a ninguém, vão ser pessoas livres e não vão ser mais vítimas de violência, como tem acontecido hoje”, argumentou Lula.
O ministro Leonardo Barchini observou que tem sido invertido o paradigma de que universidades são restritas à capacidade socioeconômica do aluno interessado em seguir uma graduação. “A primeira ação de democratização do ensino superior que o presidente Lula determinou ao Ministério da Educação foi o ProUni, mas foi nas universidades privadas.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
O ProUni é um programa que trocava o imposto que as universidades não pagavam, as universidades privadas, por vagas para aqueles que mais precisavam, por vagas para os mais pobres. Hoje, temos 3,6 milhões de estudantes que passaram pelo ProUni, estudantes de baixa renda, pretos, pardos, indígenas, quilombolas, que puderam estudar finalmente a educação superior, se formar, viraram engenheiros, viraram doutores, viraram médicos”, relatou.
O que é o Programa REUNI
O ministro da Educação mencionou também os efeitos do programa Reuni — em sinergia com o ProUni — que apoiou planos de reestruturação e expansão das universidades federais na ampliação do acesso e da permanência na educação superior, incluindo a expansão física, acadêmica e pedagógica da rede federal, além de garantir pluralidade entre os alunos.
“Universidade pública só existia nas capitais, não existia na periferia, em cidades do interior, no Norte, no Nordeste, no interior do país. O presidente Lula, então, determinou que se fizesse o ReUni, o maior programa de expansão de universidades federais da história”, recordou.
Barchini enumerou alguns resultados do avanço alcançado com o programa federal. “Tínhamos 45 universidades federais, hoje temos 71. Tínhamos 120 campi, hoje temos mais de 370. E não tem mais só em capital, tem no ABC, em Osasco, em Guarulhos, em Santos, tem campos em todos os rincões do país e de São Paulo. Com isso, a gente pôde triplicar o número de estudantes nas universidades federais. Tínhamos 500 mil estudantes, hoje temos quase 1,5 milhão de estudantes”, detalhou o titular da Educação. “Hoje em dia, a universidade federal brasileira é diversa, é o retrato do povo brasileiro”, concluiu.

