Uma em cada 4 crianças da rede municipal de SP estuda a mais de 1,5 km de casa

Novo indicador do Mapa da Desigualdade de São Paulo mostra o percentual de crianças que frequentam escolas distantes do local de residência
Melhores indicadores foram registrados na Sé (94%) e Vila Matilde (90%). Foto: Divulgação/PMSP

Novos dados do Mapa da Desigualdade de São Paulo publicados nesta quinta-feira (19) revelam que uma em cada quatro crianças (76%) da rede municipal de ensino infantil de São Paulo estuda em escolas localizadas a mais de 1,5 km de seu local de residência. Iniciativa da Rede Nossa São Paulo, o Mapa da Desigualdade de São Paulo traz dados nas áreas de educação, segurança pública, esportes e infraestrutura digital. Leia em TVT News.

A que distância estudam as crianças da capital paulista

A principal novidade é o indicador Compatibilidade Bairro-Escola, que passa a compor o mapa a partir desta edição e mostra, em cada um dos 96 distritos da cidade, o percentual de alunos da rede municipal de educação infantil que estudam em escolas localizadas até 1,5 km de distância de sua residência.

Os dados revelam que, na maioria dos distritos, boa parte dos estudantes frequenta escolas próximas de sua casa. Os melhores indicadores foram registrados na Sé (94% das crianças estão matriculadas em creches e pré-escolas perto de seus domicílios), Vila Matilde (90%), Barra Funda (89%), Cambuci (89%) e Brás (88%).

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Os piores valores foram observados em Marsilac (24,5%), Butantã (47,9%), Alto de Pinheiros (48%), Saúde (50%) e Vila Leopoldina (51%).

Rede Municipal Mapa da Desigualdade
Rede Municipal Mapa da Desigualdade
Compatibilidade Bairro-Escola por distrito. Foto: Rede Nossa São Paulo

Ranking da educação

Outros sete indicadores na área de educação também serão divulgados na próxima quinta-feira: matrículas no ensino básico em escolas públicas; distorção idade-série no ensino fundamental da rede municipal; abandono escolar no ensino fundamental da rede municipal; nota do Ideb (escolas públicas – anos iniciais); nota do Ideb (escolas públicas – anos finais); adequação da formação docente; e esforço docente.

Com este conjunto de indicadores, a Rede Nossa São Paulo avaliou o desempenho geral dos distritos na área da educação por meio de um sistema de pontuação e ranqueamento de cada localidade, com base na sua posição em relação às demais. Por exemplo, o distrito que apresenta o melhor valor em um indicador recebe a pontuação mais alta (96 pontos); o segundo melhor recebe 95 pontos; o terceiro melhor recebe 94 pontos; e assim segue-se sucessivamente até o distrito que apresenta o pior valor no indicador, que recebe 1 ponto. A soma das pontuações obtidas em cada indicador, dividida pelo número de indicadores contemplados, é a pontuação final para considerar o desempenho geral e a classificação dos distritos na área.

Dessa forma, o ranking da educação reflete o desempenho de cada distrito no conjunto dos indicadores temáticos que compõem o Mapa da Desigualdade. A tabela abaixo mostra os cinco distritos que obtiveram a melhor e a pior classificação:



Os indicadores e resultados de cada distrito podem ser acessados no site do Mapa da Desigualdade de São Paulo. Abaixo outros dados de educação que serão publicados na próxima quinta-feira:

Tempo de atendimento para vaga em creche

Menor valor

Vários distritos (5) – 1 dia

Cidade Tiradentes, Cachoeirinha, São Mateus, Lajeado e Guaianases

Maior valor

Marsilac – 21 dias

Matrículas no ensino básico em escolas públicas

Proporção (%) de matrículas no Ensino Básico em escolas públicas e conveniadas em relação ao total de matrículas, por distrito.

Maior valor

Marsilac – 100%

Menor valor

Jardim Paulista – 6,48%

Distorção idade-série no ensino fundamental da rede municipal

Total de alunos do Ensino Fundamental da rede municipal matriculados com idade acima da recomendada para a série (idade recomendada +2 anos) ÷ Total de matrículas no Ensino Fundamental da rede municipal x 100

Menor valor

Carrão – 2,23

Maior valor

Sé – 13,04

Abandono escolar no ensino fundamental da rede municipal

Proporção (%) de alunos que abandonaram a escola no Ensino Fundamental da rede municipal

Menor valor

Vários (4 distritos) – 0%

Moema, Vila Mariana, Lapa e Bom Retiro

Maior valor

Santana – 1,58%

Ideb (escolas públicas – anos iniciais)

Nota média do Ideb para as escolas públicas do Ensino Fundamental (anos iniciais)

Maior valor

Vila Mariana – 7,3

Menor valor

Pari – 4,8


Ideb (escolas públicas – anos finais)

Nota média do Ideb para as escolas públicas do Ensino Fundamental (anos finais)

Maior valor

Pinheiros – 5,8

Menor valor

Ipiranga – 4

Adequação da formação docente

Proporção (%) média de docentes do Ensino Fundamental com formação inadequada a disciplina que lecionam

Maior valor

Bom Retiro – 2,4%

Menor valor

Sé – 39,1%

Esforço docente

Proporção (%) média de docentes do Ensino Fundamental com alto grau de esforço docente (carga horária, número de alunos por turma, diversidade de demandas educacionais, número de escolas)

Menor valor

Vários distritos (5) – 0%

Jardim Paulista, Consolação, Barra Funda, Cambuci e República

Maior valor

Santo Amaro – 29,55%

Sobre o Mapa da Desigualdade de São Paulo

Produzido há mais de 10 anos, o Mapa da Desigualdade de São Paulo mostra a oferta de serviços e infraestrutura urbana em cada distrito da cidade, além de dados que refletem a qualidade de vida da população nessas localidades. Desse modo, é possível observar a desigualdade entre os territórios da capital em diferentes temas e indicadores, e apontar os desafios e prioridades de investimento do poder público.

Desde 2024, os dados do mapa são divulgados em etapas distintas. Os 11 principais indicadores são apresentados sempre no mês de novembro, abrangendo todas as áreas do estudo, de modo que se possa ter uma visão mais ampla das desigualdades na cidade de São Paulo.

Na segunda etapa, em março, a Nossa São Paulo divulga todos os indicadores dos seguintes temas: educação, segurança, esporte e acesso à infraestrutura digital. Na terceira etapa, em abril, serão divulgados os dados de saúde, habitação, trabalho e renda e cultura.

Na quarta e última etapa, em junho, serão divulgados o ranking geral, além dos indicadores de mobilidade urbana, direitos humanos e meio ambiente.

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