Os EUA atacaram a Venezuela na madrugada deste sábado, 3 de janeiro, para capturar e prender o presidente Nicolás Maduro. A procuradora geral dos EUA afirmou que Maduro será julgado nos EUA por terrorismo e tráfico de drogas. Leia a cobertura completa do ataque à Venezuela com a TVT News.
O que está acontecendo na Venezuela?
- EUA fizeram ataques em vários pontos da Venezuela na madrugada de sábado
- De acordo com Trump, Maduro e esposa foram sequestrados e levados para Nova York.
- Vice-presidenta da Venezuela pede prova de vida de Maduro e esposa
- Procuradora Geral dos EUA diz que Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, são “acusados de tráfico de drogas e terrorismo nos Estados Unidos e em breve enfrentarão a justiça”
- Lula condena ataque e diz que é o “primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade”
- Vice-presidente dos EUA diz que Trump ofereceu “múltiplas saídas” a Maduro
- Trump tem prevista uma coletiva de imprensa sobre a Venezuela às 13h (horário de Brasília) em sua residência de Mar-a-Lago, na Flórida
- “Chegou a hora da liberdade”, diz líder da oposição Machado após ataque dos EUA na Venezuela
- Antes da coletiva, Trump divulgou foto de Maduro preso no USS Iwo Jima.
- Trump diz que EUA “governarão” a Venezuela até uma transição “pacífica”
- Presidente venezuelano Nicolás Maduro chegou aos EUA após captura
TVT News conta o que está acontecendo na Venezuela
Trump diz que EUA “governarão” a Venezuela até uma transição “pacífica”
Palm Beach, Estados Unidos, 3 de janeiro de 2026 – 13:59
Donald Trump disse neste sábado (3) que os Estados Unidos vão “governar” a Venezuela até que ocorra uma transição política, após a operação militar para retirar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, do país.
“Vamos governar o país até que possamos realizar uma transição pacífica, adequada e sensata”, disse em uma coletiva de imprensa, acrescentando que as forças americanas estavam prontas para uma segunda onda de ataques, “muito maior”, se necessário.
Trump diz que petrolíferas dos EUA voltarão à Venezuela
Palm Beach, Estados Unidos, 3 de janeiro de 2026 – 14:06
O presidente Donald Trump afirmou neste sábado (3) que permitirá que as petrolíferas dos Estados Unidos entrem na Venezuela para explorar suas grandes reservas de petróleo bruto após uma operação militar americana para capturar o líder do país, Nicolás Maduro.
“Vamos fazer com que nossas empresas petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores em qualquer lugar do mundo, entrem, invistam bilhões de dólares, reparem a infraestrutura gravemente deteriorada, a infraestrutura petrolífera, e comecem a gerar dinheiro para o país”, disse Trump em uma coletiva de imprensa.
A companhia petrolífera americana Chevron já opera atualmente na Venezuela graças a uma autorização especial.
“Domínio dos EUA na América Latina nunca mais será questionado”, diz Trump
Palm Beach, Estados Unidos, 3 de janeiro de 2026 – 14:20
O presidente Donald Trump afirmou neste sábado (3) que “o domínio dos Estados Unidos na América Latina nunca mais será questionado”, após a operação militar que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa.
“De acordo com nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio dos Estados Unidos na América Latina nunca mais será questionado”, assegurou Trump em coletiva de imprensa em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.
“A Venezuela protegia cada vez mais adversários estrangeiros em nossa região e adquiria armas ofensivas ameaçadoras que poderiam pôr em risco os interesses e vidas dos Estados Unidos”, declarou, para justificar o audacioso ataque.
Mais de 150 aeronaves participaram da operação na Venezuela, diz chefe do Estado-Maior dos EUA
Palm Beach, Estados Unidos, 3 de janeiro de 2026 – 14:33
A operação militar para capturar e retirar de Caracas o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, exigiu “meses de planejamento e ensaios” e contou com o uso de mais de 150 aeronaves dos Estados Unidos, afirmou neste sábado (3) o chefe do Estado-Maior, o general Dan Caine.
“A palavra integração não é suficiente para descrever a enorme complexidade de uma missão desse tipo, uma extração tão precisa: envolveu a decolagem de mais de 150 aeronaves em todo o hemisfério ocidental”, disse Caine em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump divulga foto de Maduro preso
Trump divulga na rede social Truth Social a foto de Maduro a bordo do navio militar norte-americano USS Iwo Jima.

Maduro e esposa serão levados para Nova York, diz Trump
West Palm Beach, Estados Unidos, 3 de janeiro de 2026 – 11:49
O líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, capturados e retirados do país por forças americanas, serão apresentados à Justiça em Nova York, declarou o presidente Donald Trump.
“Serão levados para Nova York. Foram acusados em Nova York”, declarou Trump à emissora de televisão Fox, referindo-se às acusações de narcotráfico, terrorismo e contrabando de armas, entre outras, apresentadas em 2020.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, serão conduzidos primeiro ao navio Iwo Jima, que se encontra em águas do Caribe, explicou Trump em resposta às perguntas dos jornalistas.
Lula se manifesta sobre o ataque dos EUA
De acordo com o presidente Lula, “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”
Na nota, Lula pede para a comunidade internacional precisa responder ao ataque.
“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, diz a nota do presidente Lula.
Imagens do ataque dos EUA contra a Venezuela
Em Caracas, povo vai às ruas em defesa da soberania venezuelana

Venezuelanos deixam o país em direção à Colômbia


Força Nacional da Venezuela fazem guarda em área atacaa por EUA

Trump afirma que Maduro foi “capturado e deposto” da Venezuela
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que suas forças armadas capturaram e depuseram o presidente venezuelano Nicolás Maduro após lançar um “ataque em grande escala” contra a nação caribenha.
“Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que, juntamente com sua esposa, foi capturado e deposto do país”, disse Trump em sua plataforma de mídia social, Truth Social.
O republicano também anunciou uma coletiva de imprensa às 11h de Brasília em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida.

Maduro enfrentará acusações de tráfico de drogas e terrorismo, diz procuradora-geral dos EUA
Washington, Estados Unidos, 3 de janeiro de 2026 – 09:45
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, são acusados de tráfico de drogas e terrorismo nos Estados Unidos e em breve enfrentarão a justiça, anunciou neste sábado a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi.
“Eles em breve enfrentarão toda a força da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, declarou Bondi em uma mensagem no Facebook.
Maduro e sua esposa foram capturados e deportados da Venezuela em uma operação militar dos EUA, anunciou o presidente Donald Trump.
Reações do ataque dos EUA contra Venezuela
Confira as reações aos ataques contra a Venezuela.
Rússia exige esclarecimentos “imediatos” sobre o paradeiro de Nicolás Maduro
Moscou, Rússia, 3 de janeiro de 2026
A Rússia exigiu, neste sábado, esclarecimentos “imediatos” sobre o paradeiro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e expressou “extrema” preocupação com as notícias de que os Estados Unidos o teriam removido à força do país.
“Estamos extremamente alarmados com as notícias de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa foram removidos à força do país em decorrência da agressão dos EUA de hoje. Exigimos um esclarecimento imediato da situação”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.
A Rússia condenou a ação militar dos Estados Unidos, afirmando que não havia justificativa para o ataque e que a “hostilidade ideológica” prevaleceu sobre a diplomacia.
“Isto é profundamente preocupante e condenável”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado.
Países próximos à Venezuela como Rússia, Irã e Cuba rechaçam ataques dos EUA
Países próximos à Venezuela e outros aliados de seu presidente, Nicolás Maduro, como Rússia, Irã e Cuba, rechaçaram neste sábado (3) os ataques dos Estados Unidos contra a nação caribenha.
O presidente americano, Donald Trump, confirmou em sua rede Truth Social um ataque em grande escala e a captura de Maduro junto com sua esposa, que foram retirados do país.
O governo venezuelano denunciou uma “gravíssima agressão militar” de Washington após fortes explosões serem ouvidas na capital, e decretou estado de exceção.
Líderes internacionais aliados da Venezuela rejeitaram os acontecimentos após meses de advertências de Trump a Maduro.
Em contraste, o presidente argentino, Javier Milei, celebrou a captura do dirigente chavista.
Rússia
A Rússia condenou a ação militar dos Estados Unidos, afirmando que não havia justificativa para o ataque e que a “hostilidade ideológica” prevaleceu sobre a diplomacia.
“Isto é profundamente preocupante e condenável”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado.
Irã
O Irã, que mantém estreitos vínculos com a nação sul-americana rica em petróleo, condenou “firmemente o ataque militar americano”.
“O Ministério das Relações Exteriores do Irã condena firmemente o ataque militar americano contra a Venezuela e a flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial do país”, indicou a diplomacia iraniana em um comunicado.
Cuba
Aliada histórica da Venezuela na região, Cuba denunciou um “terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano” e contra as Américas, segundo uma publicação do presidente Miguel Díaz-Canel.
O líder cubano pediu uma “reação da comunidade internacional” contra o “ataque criminoso” dos Estados Unidos.
Colômbia
O presidente colombiano, Gustavo Petro, repudiou os ataques “com mísseis” em Caracas e ordenou a mobilização de militares na fronteira com a Venezuela.
A Colômbia é, neste ano, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, razão pela qual o mandatário de esquerda pediu que o órgão se reúna “imediatamente”.
Argentina
“A LIBERDADE AVANÇA, VIVA A LIBERDADE, PORRA”, escreveu o presidente argentino, Javier Milei, em resposta a uma publicação de um meio de comunicação que informava sobre a captura de Maduro.
Espanha
A diplomacia da Espanha afirmou que o país está disposto “a oferecer seus bons ofícios para alcançar uma solução pacífica e negociada para a atual crise”.
Evo Morales
O ex-presidente boliviano Evo Morales afirmou que repudia “com total contundência” o “bombardeio” dos Estados Unidos.
“A Venezuela não está sozinha”, acrescentou o líder indígena no X.
Senadores democratas
O senador democrata Brian Schatz afirmou no X que os Estados Unidos não têm “interesses nacionais vitais sobre a Venezuela que justifiquem uma guerra”.
“Já deveríamos ter aprendido a não nos meter em outra aventura estúpida”, criticou.
Já o senador Rubén Gallego declarou que se trata de uma ação “ilegal”: “Não há razão para estarmos em guerra com a Venezuela”.
Senador dos EUA diz que Rubio deu por encerrados ataques na Venezuela depois da captura de Maduro
Washington, Estados Unidos
Os Estados Unidos concluíram sua ação militar na Venezuela após capturar o presidente do país, Nicolás Maduro, afirmou neste sábado (3) um senador americano, citando o secretário de Estado Marco Rubio.
Rubio “não prevê mais ações na Venezuela agora que Maduro está sob custódia dos Estados Unidos”, escreveu no X o senador Mike Lee, um republicano que inicialmente foi crítico da operação, após afirmar que havia conversado com o chefe da diplomacia americana.
Venezuela pede reunião do Conselho de Segurança da ONU após bombardeio dos EUA
Caracas, Venezuela, 3 de janeiro de 2026 – 08h12
A Venezuela solicitou neste sábado (3) uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas em razão de um ataque militar dos Estados Unidos, que afirmaram ter capturado o presidente Nicolás Maduro.
“Diante da agressão criminosa cometida pelo governo dos EUA contra a Pátria, solicitamos uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, responsável por fazer valer o Direito Internacional”, afirmou no Telegram o chanceler venezuelano, Yván Gil.
Ministra das Relações Exteriores da UE pede moderação na Venezuela após conversa com Rubio
Bruxelas, Bélgica, 3 de janeiro de 2026 – 08:21
A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas, pediu moderação e respeito pelo direito internacional no sábado, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um ataque à Venezuela e a “captura” de seu líder, Nicolás Maduro.
Kallas indicou nas redes sociais que conversou com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o lembrou de que a União Europeia (UE) questiona a legitimidade democrática do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Mas “em qualquer circunstância, os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas devem ser respeitados. Apelamos à moderação”, escreveu ela.
Vice-presidenta da Venezuela exige “prova de vida” de Maduro e primeira-dama
A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou na manhã deste sábado que desconhecia o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e exigiu provas de que ambos estão vivos após o ataque dos EUA ao país caribenho.
“Diante desta situação brutal e deste ataque brutal, não sabemos o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores”, declarou Rodríguez em uma mensagem de áudio transmitida pela televisão.
“Não sabemos o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. Exigimos que o governo Trump forneça imediatamente provas de que o presidente Maduro e a primeira-dama estão vivos”, disse a a vice-presidenta.
Minutos antes, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia declarado que suas forças armadas haviam capturado e deportado Maduro e sua esposa da Venezuela após lançarem um “ataque em larga escala” contra o país caribenho.
Ainda no comunicado pela rádio, a vice-presidenta disse que o povo da Venezeula deve se unir para defender o país.
“O povo da Venezuela, unido em perfeita unidade nacional, deve mobilizar-se para defender seus recursos naturais e o bem mais sagrado da nação: seu direito à independência e ao seu futuro. Ninguém violará o legado histórico de nosso libertador, Simón Bolívar”, afirmou Delcy Rodríguez.
Venezuela pede povo na rua ante agressão militar e explosões em Caracas
Caracas, Venezuela, com informações da AFP
Ainda pela madrugada, a Venezuela acusou os Estados Unidos de uma “agressão militar muito grave” após fortes explosões atingirem Caracas e outras cidades na madrugada de sábado.
O ataque ocorre depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, que enviou uma frota de navios de guerra para o Caribe, alertou sobre incursões armadas em território venezuelano e afirmou que os dias do presidente Nicolás Maduro no poder “estão contados”.
As primeiras explosões foram ouvidas por volta das 2h (6h GMT), confirmaram jornalistas da AFP em Caracas.
O governo venezuelano especificou que os Estados Unidos atacaram alvos nos estados de Miranda e La Guaira, vizinhos da capital, bem como em Aragua, a uma hora de distância.

“A Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território e o povo venezuelano”, afirmou o comunicado do governo.
“O objetivo deste ataque é nada menos que se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela”, país que possui as maiores reservas de petróleo do mundo, acrescentou.
As redes americanas CBS News e Fox News citaram fontes anônimas do governo Trump que confirmaram a participação de forças americanas.
Explosões continuaram na capital por quase uma hora, acompanhadas por sons que lembravam aviões sobrevoando a cidade.

Vídeos obtidos pela AFP mostram colunas de fumaça cinza e laranja ao longo da costa de La Guaira.
“Senti como se a gravidade (das explosões) me tivesse levantado da cama, e imediatamente pensei: ‘Meu Deus, o dia chegou’, e chorei”, disse à AFP María Eugenia Escobar, uma moradora de La Guaira de 58 anos.
Algumas pessoas debruçaram-se nas varandas e terraços para ver o que estava acontecendo ou para gravar vídeos. Outras esconderam-se em locais seguros e sem janelas, com medo dos estilhaços de vidro.
Também foram relatados cortes de energia em algumas partes da capital.
“Eu estava dormindo quando minha namorada me acordou e disse que estavam bombardeando. Não vi as explosões, mas ouvi os aviões”, disse à AFP Francis Peña, um profissional de comunicação de 29 anos que mora na zona leste de Caracas.
Emmanuel Parabavis, de 29 anos, que mora perto da maior base militar de Caracas, disse: “Parece uma metralhadora, como se estivessem se defendendo dos bombardeiros.”
“Ouvimos muitas explosões e tiros; imaginamos que sejam contra os aviões que estão sobrevoando a região”, acrescentou.
Outros moradores disseram à AFP que ouviram explosões em Higuerote, a cerca de 100 km a leste de Caracas.
Venezuela afirma que bombardeios dos EUA afetaram populações civis
Caracas, Venezuela
A Venezuela denunciou que bombardeios dos EUA em diversas áreas do país, incluindo a capital, afetaram a população civil, ao mesmo tempo em que anunciou um “desdobramento maciço” de armas para “defesa”.
“Forças invasoras (…) profanaram nosso solo sagrado nas cidades de Fuerte Tiuna, Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, atingindo inclusive áreas civis com mísseis e foguetes disparados de seus helicópteros de ataque”, disse o Ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López.
“Vamos ativar” um “desdobramento maciço de todos os recursos terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis. Sistemas de armas para defesa abrangente”, acrescentou em um vídeo publicado em suas redes sociais.
Maduro decretou Estado de Emergência
Maduro declarou “Estado de Emergência Externa”, o que lhe concede poderes especiais em caso de conflito militar externo.
“O povo e seu governo legítimo permanecem firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir seu destino”, indicou o comunicado, especificando que o presidente também “disponibilizou todos os planos de defesa nacional para implementação no momento apropriado e nas circunstâncias adequadas”.
Ele também convocou “as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e condenar este ataque imperialista”.
“Eles estão bombardeando a Venezuela com mísseis”, reagiu o presidente colombiano Gustavo Petro. “A OEA e a ONU devem se reunir imediatamente”, escreveu ele em X.
Trump afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos destruíram uma área de atracação usada por embarcações acusadas de tráfico de drogas na Venezuela, o que seria o primeiro ataque terrestre dos EUA em solo venezuelano.
Desde setembro, as forças armadas dos EUA realizaram mais de 30 ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico, resultando em pelo menos 115 mortes.
© Agence France-Presse
Com informações da AFP
Leia, na íntegra, o comunicado do governo da Venezuela sobre o ataque dos EUA
A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanas nas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, especialmente de seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força. Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas.
O objetivo deste ataque não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação. Não conseguirão.
Após mais de duzentos anos de independência, o povo e o seu governo legítimo mantêm-se firmes na defesa da soberania e do direito inalienável de decidir o seu destino. A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma “mudança de regime”, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores.
Desde 1811, a Venezuela tem enfrentado e derrotado impérios. Quando, em 1902, potências estrangeiras bombardearam nossas costas, o presidente Cipriano Castro proclamou: “A planta insolente do estrangeiro profanou o solo sagrado da pátria”. Hoje, com a moral de Bolívar, Miranda e nossos libertadores, o povo venezuelano se levanta novamente para defender sua independência diante da agressão imperial.
Povo às ruas
O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, estão mobilizados para garantir a soberania e a paz.
Simultaneamente, a Diplomacia Bolivariana da Paz apresentará as denúncias correspondentes ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral dessa organização, à CELAC e ao MNOAL, exigindo a condenação e a prestação de contas do governo dos Estados Unidos.
O presidente Nicolás Maduro determinou que todos os planos de defesa nacional sejam implementados no momento e nas circunstâncias adequadas, em estrita conformidade com o previsto na Constituição da República Bolivariana da Venezuela, na Lei Orgânica sobre Estados de Exceção e na Lei Orgânica de Segurança da Nação.
Nesse sentido, o presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara estado de comoção externa em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar imediatamente à luta armada. Todo o país deve se mobilizar para derrotar essa agressão imperialista.
Da mesma forma, ordenou o imediato envio do Comando para a Defesa Integral da Nação e dos Órgãos de Direção para a Defesa Integral em todos os estados e municípios do país.
Em estrita conformidade com o artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela reserva-se o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência. Convocamos os povos e governos da América Latina, do Caribe e do mundo a se mobilizarem em solidariedade ativa diante dessa agressão imperial.
Como afirmou o Comandante Supremo Hugo Chávez Frías, “diante de qualquer circunstância de novas dificuldades, sejam elas quais forem, a resposta de todos e todas as patriotas… é unidade, luta, batalha e vitória”.
Caracas, 3 de janeiro de 2025.
