Verão terá calor acima da média e chuvas irregulares; confira a previsão do tempo

Janeiro começa mais ameno e chuvoso em São Paulo
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Janeiro começou fresco e chuvoso em São Paulo, mas temperatura deve voltar a subir nos próximos dias. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O verão, que começou no Brasil em 21 de dezembro e vai até 20 de março, deve ser marcado por temperaturas elevadas e chuvas frequentes em grande parte do país. Apesar disso, os volumes de precipitação devem se distribuir de forma irregular ao longo de janeiro, com regiões registrando acumulados acima da média histórica e outras enfrentando déficit hídrico. Confira a previsão do tempo para o verão na TVT News.

As regiões Norte e Centro-Oeste tendem a registrar os maiores acumulados do verão, com volumes que podem ultrapassar 1.100 milímetros. Em contrapartida, áreas como o extremo sul do Rio Grande do Sul, o nordeste de Roraima e o leste do Nordeste costumam apresentar totais inferiores a 400 milímetros durante o verão.

Janeiro terá chuva acima da média no Norte e Sul

A previsão do tempo para janeiro de 2026 é de chuva acima da média na maior parte da Região Norte, no oeste do Centro-Oeste e em quase toda a Região Sul. Em estados como Amazonas, Acre, Amapá e Rondônia, os volumes podem superar a média em até 50 milímetros.

Já o centro-sul do Nordeste, com destaque para Bahia e Piauí, além do centro-norte do Sudeste e parte do leste do Centro-Oeste, deve enfrentar precipitações abaixo do padrão histórico. Em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, por exemplo, a tendência é de menor disponibilidade hídrica.

Calor predomina no país

As temperaturas também seguem em elevação. A previsão é de termômetros acima da média em praticamente todo o território nacional. No Tocantins e em áreas do Centro-Oeste, como o Distrito Federal e o centro-leste de Goiás, o aquecimento pode chegar a 1 °C além da média. A Região Sul deve ter um comportamento um pouco mais próximo do normal, principalmente em Santa Catarina e no sul do Rio Grande do Sul.

Agricultura sente efeitos opostos do clima

O comportamento do tempo em janeiro deve repercutir diretamente no campo. No Norte, o excesso de chuva favorece o desenvolvimento das lavouras de primeira safra, embora o calor intenso no Tocantins aumente o risco de estresse térmico nas plantas. No Nordeste, o cenário é mais desafiador: o déficit hídrico em áreas como Bahia e Piauí pode comprometer culturas de sequeiro, como milho e feijão, enquanto a faixa litorânea tende a apresentar condições mais favoráveis à fruticultura.

No Centro-Oeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem ser beneficiados pelos bons volumes de precipitação, importantes para o enchimento de grãos. Já em Goiás, a possibilidade de chuva abaixo da média pode limitar a umidade do solo em fases sensíveis do ciclo agrícola.

Em São Paulo, a previsão de precipitação acima da média favorece culturas como café, cana-de-açúcar e grãos. Em Minas Gerais e Espírito Santo, porém, a combinação de calor e chuva reduzida exige atenção redobrada do produtor. No Sul do país, a expectativa é positiva para as culturas de verão e pastagens, com exceção do sul gaúcho, onde o tempo mais seco auxilia o manejo do arroz irrigado.

São Paulo inicia janeiro com tempo ameno e pouca chuva

Na capital paulista, a primeira semana de janeiro começou com temperaturas mais baixas e bastante nebulosidade, reflexo da passagem de uma frente fria associada a ventos úmidos do oceano. Nesta segunda-feira (5), a cidade registrou máximas próximas de 22°C, céu encoberto e ocorrência de garoa. Até essa data, o acumulado de chuva no mês era de 10,6 mm; apenas 4,1% da média esperada de 256,4 mm.

A tendência, porém, é de mudança gradual ao longo da semana. A partir de terça (6), o sol volta a aparecer entre nuvens e as temperaturas sobem, alcançando 27°C. Na quarta (7), a máxima pode chegar a 28°C, com previsão de pancadas de chuva entre a tarde e a noite. Os episódios devem ocorrer de forma isolada, mas podem vir acompanhados de forte intensidade, rajadas de vento e formação de alagamentos.

Com informações do INMET e Ministério da Agricultura

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