Lula anuncia ampliação e modernização de aeroportos

Com apoio de R$ 4,64 bilhões do BNDES, projeto deve alavancar R$ 9,2 bilhões em investimentos e gerar quase 3.000 empregos
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Com a modernização, os aeroportos estarão aptos a receber mais de 40 milhões de passageiros anuais. Foto: ASCOM/Felipe Carneiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, nesta quarta-feira (11), no Palácio do Planalto, da cerimônia sobre o Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos. O projeto envolve 11 aeroportos administrados pela Aena e conta com R$ 5,7 bilhões em financiamento, sendo R$ 4,64 bilhões em apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Vinculado ao Novo PAC, o apoio contribuirá para alavancar outros investimentos, alcançando R$ 9,2 bilhões. Saiba mais na TVT News.

Os recursos beneficiarão os aeroportos de Congonhas (SP), Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS) e Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA) e Altamira (PA), além de Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG). O plano integra a estratégia do Governo do Brasil de fortalecer a infraestrutura aeroportuária, ampliar a conectividade aérea e estimular o desenvolvimento regional.

Atualmente, os 11 aeroportos movimentam cerca de 29 milhões de passageiros por ano. Com a modernização e a elevação da capacidade operacional, o bloco estará apto a receber mais de 40 milhões de passageiros anuais, reforçando a interiorização do tráfego aéreo e a integração entre capitais e cidades do interior.

Do total de investimentos previstos, o Aeroporto de Congonhas concentra o maior volume de recursos. O projeto inclui a construção de um novo terminal de passageiros, mais do que dobrando a área atual, de 40 mil m² para 105 mil m². Também estão previstas a ampliação do pátio de aeronaves, o aumento do número de pontes de embarque — de 12 para 19 — e a expansão da área comercial, que ultrapassará 20 mil m².

Avanços em São Paulo

Congonhas já alcançou 29,60% de execução total das obras. No lado ar, correspondente a toda a área destinada à movimentação das aeronaves, 9,80% das intervenções foram realizadas até esta etapa, enquanto no lado terra — área comum que inclui estacionamentos, áreas de lojas e quiosques no saguão do terminal de passageiros — a execução chegou a 1,80%, refletindo o cronograma concentrado nas fases iniciais de preparação estrutural.

Avanços no Pará

Entre os aeroportos paraenses, Altamira atingiu 70,48% de execução total, com destaque para o lado ar, que já alcançou 91,43%. Marabá registra 64,87% de execução total, Carajás chegou a 66,65%, e Santarém apresenta 45,41%, com frentes de obras em andamento tanto no lado ar quanto no lado terra.

Avanços em Minas Gerais

Nos aeroportos mineiros, Uberlândia alcançou 63,06% de execução total, com destaque para o lado ar (66,87%). Montes Claros registra 58,51% do total, enquanto Uberaba chegou a 56,13%, refletindo o avanço das obras estruturais previstas para esta etapa da concessão.

Avanços no Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, Ponta Porã se destaca com 79,61% de execução total, praticamente alinhada ao previsto. Corumbá atingiu 67,10%, e Campo Grande chegou a 60,43%, com forte avanço no lado ar (85,31%), indicando evolução significativa das intervenções.

Investimento histórico em aviação

O Plano integra uma das maiores operações de financiamento da história da aviação brasileira. A oferta pública de emissão de debêntures foi coordenada pelo BNDES em sindicato com o Santander, totalizando R$ 5,3 bilhões. O apoio financeiro do BNDES inclui tanto a subscrição de debêntures, no valor de R$ 4,24 bilhões, quanto um financiamento via linha Finem, no valor de R$ 400 milhões. Somando debêntures (R$ 5,3 bi) e linha Finem do BNDES (R$ 400 mi), o financiamento total para a Aena será de R$ 5,7 bilhões.

Empregos e prazos

Durante a implantação do projeto, a estimativa é de geração de cerca de 2,8 mil empregos diretos e indiretos. Após as obras, serão mais de 700 novos empregos. A Fase I-B das concessões compreende a ampliação e a adequação dos aeroportos para o atendimento às especificações mínimas de infraestrutura, para o aumento de capacidade operacional e para melhorias estruturais e de sustentabilidade. Nessa etapa, estão os principais investimentos da concessão. O prazo para a conclusão é junho de 2028, no caso do Aeroporto de Congonhas, e junho de 2026, para os demais terminais.

Inovação financeira

O financiamento foi modelado pelo BNDES como um project finance non recourse, em que o pagamento é feito com o fluxo de receitas do projeto. Por meio de um mecanismo financeiro inovador estruturado pelo BNDES, após a conclusão das obras, a Aena poderá refinanciar a dívida em condições potencialmente melhores, com a mudança no custo financeiro (repricing). Esse mecanismo, ao mesmo tempo que permite potencial redução do custo da dívida, elimina totalmente o chamado risco de rolagem e garante o funding de longo prazo do projeto, beneficiando o projeto, os usuários e os investidores.

A AENA

A AENA é a maior operadora aeroportuária do mundo em números de passageiros, responsável pela gestão de 46 aeroportos e dois heliportos na Espanha. Também detém 51% do Aeroporto de Londres-Luton e atua no México (12 aeroportos) e Jamaica (2). No Brasil, além dos 11 aeroportos já mencionados, a Aena administra os aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB), que também contaram com o apoio do BNDES, de R$ 1,04 bilhão.

Com Planalto

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