Metroviários estão em estado de greve desde o dia 10 de fevereiro. Assembleia que será realizada hoje, 3 de março, a partir das 18h30, vai decidir se os trabalhadores do Metrô farão paralisação. Leia em TVT News.
Metroviários decidem, hoje, a possibilidade de greve no Metrô
Em assembleia marcada para a noite desta terça-feira, 3, o Sindicato dos Metroviários decidirá sobre a continuidade do estado de greve ou se marcam uma nova data para paralisar as atividades no Metrô de São Paulo.
A entidade, que representa os trabalhadores das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, é contrária à terceirização de várias áreas como operação, segurança e manutenção e solicita a abertura de um concurso público para diminuir o déficit de funcionários.
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Além disso, a categoria busca avançar em negociações sobre os planos de carreira e pagamento dos chamados “steps”, uma espécie de progressão salarial.
Terceirizar é mais caro e não evita a privatização, afirma Sindicato dos Metroviários
De acordo com o Sindicato dos Metroviários, “a tentativa de terceirização do material rodante e das oficinas do Pátio e PIT custa cerca de 20 milhões”
“A terceirização do atendimento é cara: o Metrô fez contrato milionário com um escritório de Brasília, para tentar derrotar a ação do Sindicato”, explica o sindicato em nota.
“Os dirigentes do Metrô argumentam que as terceirizações podem evitar a privatização. Se isso fosse verdade, a Sabesp e a CPTM não seriam privatizadas e o governo Tarcísio não publicaria documento sobre leilões do Metrô”, analisa a nota do Sindicato.
O que é estado de greve
O estado de greve é um instrumento de pressão, sem interrupção imediata do serviço, e mantém as operações das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata normalmente. A situação alerta que os trabalhadores podem entrar em greve a qualquer momento.

Principais reivindicações dos metroviários
A pauta apresentada pelo sindicato dos trabalhadores do Metrô reúne demandas salariais, critérios de promoção e questões estruturais da empresa. Entre os principais pontos estão:
- Pagamento de “steps”: reajustes de progressão salarial iguais para todos os funcionários e o fim do limite de 1% da folha de pagamento destinado a essas correções, considerado insuficiente para garantir aumentos reais;
- Critérios de promoção: extinção da chamada “análise comportamental”, defendendo processos mais objetivos e técnicos em concursos internos;
- Contratações via concurso público: oposição à terceirização, especialmente na manutenção de vias e trens, e reposição do quadro de pessoal, apontado como defasado após programas de demissão voluntária;
- Valorização dos oficiais de manutenção: criação de oportunidades de ascensão para cargos de supervisão e técnicos;
- Nota de corte em concursos: retorno da exigência mínima de 6,5, desvinculada das metas globais da diretoria.
Para o sindicato, as medidas são necessárias para preservar o caráter público do Metrô e evitar a precarização do serviço. A companhia ainda não se manifestou oficialmente sobre as reivindicações dos trabalhadores.
Com informações de Willian Moreira, do site MetroCPTM

