Greve no Metrô descartada; metroviários seguem mobilizados

Metroviários denunciam que há defasagem de trabalhadores e pedem concurso no Metrô
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Metrô SP: linha azul

Após a assembleia dos metroviários realizada na terça, 3 de março, a greve dos trabalhadores do Metrô está descartada momentaneamente. A categoria segue mobilizada. Leia em TVT News.

Linhas do Metrô operam normalmente nesta quarta, 4 de março

Os metroviários não estão em greve e as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata estão em operação normal nesta quarta-feira, 4 de março.

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Quais os próximos passos dos metroviários

  • manter e antecipar as ações da campanha salarial;
  • cobrar do Metrô e governo a realização de concurso público;
  • marcar para a primeira semana de abril uma reunião com o Metrô.

Metroviários decidem manter mobilização e greve no Metrô está momentaneamente suspensa

Durante assembleia realizada na terça-feira, 3, na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a categoria afastou a possibilidade de paralisação nas linhas do Metrô, ao menos no curto prazo.

A assembleia definiu perguntas e votação, em andamento até o final da quarta, 4, para determinar os próximos passos da categoria.

Embora a enquete termine na noite desta quarta, 4, a formulação da questão não citou greve ou paralisar as atividades nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

Metrovários pedem a realização de concurso para o Metrô

Os metroviários denunciam com frequência o déficit de funcionários, fruto de dez anos sem novas contratações por concurso, provocando a contínua diminuição de trabalhadores para atender aos passageiros.

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Metroviários pedem a realização de concurso no Metrô. Foto: Wikimedia Commons

Terceirizar é mais caro e não evita a privatização, afirma Sindicato dos Metroviários

De acordo com o Sindicato dos Metroviários, “a tentativa de terceirização do material rodante e das oficinas do Pátio e PIT custa cerca de 20 milhões”

“A terceirização do atendimento é cara: o Metrô fez contrato milionário com um escritório de Brasília, para tentar derrotar a ação do Sindicato”, explica o sindicato em nota.

“Os dirigentes do Metrô argumentam que as terceirizações podem evitar a privatização. Se isso fosse verdade, a Sabesp e a CPTM não seriam privatizadas e o governo Tarcísio não publicaria documento sobre leilões do Metrô”, analisa a nota do Sindicato.

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Nesta quarta, 4, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata não estão em greve. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Principais reivindicações dos metroviários

A pauta apresentada pelo sindicato dos trabalhadores do Metrô reúne demandas salariais, critérios de promoção e questões estruturais da empresa. Entre os principais pontos estão:

  • Pagamento de “steps”: reajustes de progressão salarial iguais para todos os funcionários e o fim do limite de 1% da folha de pagamento destinado a essas correções, considerado insuficiente para garantir aumentos reais;
  • Critérios de promoção: extinção da chamada “análise comportamental”, defendendo processos mais objetivos e técnicos em concursos internos;
  • Contratações via concurso público: oposição à terceirização, especialmente na manutenção de vias e trens, e reposição do quadro de pessoal, apontado como defasado após programas de demissão voluntária;
  • Valorização dos oficiais de manutenção: criação de oportunidades de ascensão para cargos de supervisão e técnicos;
  • Nota de corte em concursos: retorno da exigência mínima de 6,5, desvinculada das metas globais da diretoria.

Para o sindicato, as medidas são necessárias para preservar o caráter público do Metrô e evitar a precarização do serviço. A companhia ainda não se manifestou oficialmente sobre as reivindicações dos trabalhadores.

Com informações de Willian Moreira, do site MetroCPTM

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