Hospital de campanha encerra missão humanitária na Venezuela

Hospital de campanha encerra missão humanitária do Brasil na Venezuela após doar vacinas, insumos médicos e cestas básicas
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Brasil desativa hospital de campanha enviado à Venezuela após terremotos no norte do país em junho. Foto: Juan Barreto/AFP

O governo brasileiro desmobilizou o hospital de campanha da Marinha do Brasil instalado em La Guaira, na Venezuela, que deu apoio às ações de socorro emergencial às vítimas dos terremotos no país, ocorridos no final de junho. Os equipamentos e os 102 militares que operaram a unidade de saúde retornam ao país em dois voos da Força Aérea Brasileira (FAB). O primeiro pousou na manhã de hoje, 21 de julho, e o segundo tem previsão de chegada às 22h45, ambos no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Leia em TVT News.

HOSPITAL DE CAMPANHA — Desde o início da missão, em 29 de junho, as equipes realizaram 2.695 atendimentos médicos. Desses, foram 1.764 atendimentos em Clínica Geral, em casos como cefaléia, hipertensão, náuseas e desidratação; 356 em Ortopedia para traumatologia, lesões, dores articulares e musculares; 303 em Pediatria; 257 para tratamento Psicossocial em diagnósticos relacionados à saúde mental e estresse agudo;
além de 15 cirurgias.

NOVAS DOAÇÕES — Com a coordenação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores, aproveitou-se o deslocamento das aeronaves para a Venezuela para transportar 33,9 toneladas de doações para o país vizinho:
● 540 mil doses de vacina pentavalente; 48 mil doses de BCG; 102 mil doses de vacina tríplice viral, doados pelo Ministério da Saúde;
● 900 cestas básicas de 21,5 kg cada, doadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome;
● 20 frascos de soro antiaracnídico, doados pelo Instituto Butantan;
● Insumos médicos e produtos de higiene pessoal, doados pela ONG União BR;
● Uma tonelada de ração para cães e gatos, doada pelo Grupo de Resposta a Animais em Desastres (GRAD Brasil).
O voo de ida à Venezuela também levou sapatos de segurança, botas, luvas, capacetes e outros itens para emergências, em doação angariada pelo Consulado venezuelano em São Paulo.

Ajuda foi enviada após terremoto ocorrido no fim de junho no norte da Venezuela

governo federal fez envio de ajuda humanitária brasileira à Venezuela após os terremotos que devastaram o norte do país no fim de junho.

A estratégia adotada pelo governo brasileiro buscou adaptar a ajuda às necessidades identificadas pelas equipes que atuam em campo e pelas autoridades venezuelanas.

Os recursos e equipes foram direcionados para áreas consideradas prioritárias, evitando o envio de materiais ou estruturas que não correspondam às demandas do momento.

Os terremotos atingiram a região norte da Venezuela, onde está localizada a capital Caracas, provocando destruição em larga escala. Os abalos derrubaram edifícios, comprometeram infraestrutura urbana e afetaram serviços essenciais. Segundo informações oficiais divulgadas pelo governo venezuelano, trata-se dos sismos mais intensos registrados no país em mais de um século.

O balanço mais recente aponta pelo menos 4,5 mil mortos e 17 mil feridos. Além das vítimas, milhares de famílias ficaram desalojadas após o colapso de residências e prédios públicos, ampliando a necessidade de assistência internacional.

Diante da gravidade da situação, o Brasil iniciou uma operação humanitária logo após a tragédia, mobilizando diferentes órgãos do governo federal e das Forças Armadas para prestar apoio às vítimas.

Na primeira etapa da resposta brasileira, foram realizados seis voos humanitários para transportar equipamentos, insumos médicos e profissionais destinados às áreas atingidas pelos terremotos.

Cinco dessas missões foram executadas pela Força Aérea Brasileira (FAB), enquanto um voo solidário foi realizado pela companhia aérea Gol. Ao todo, cerca de 60 toneladas de suprimentos, equipamentos e materiais médicos foram enviadas à Venezuela.

Entre os itens encaminhados estavam medicamentos, equipamentos hospitalares, materiais para atendimento emergencial e 100 purificadores de água, considerados fundamentais diante das dificuldades de abastecimento enfrentadas por diversas comunidades afetadas pelos tremores.

Outra frente importante da operação foi a instalação do hospital de campanha brasileiro com capacidade para até 30 leitos. A estrutura foi preparada para realizar atendimentos de emergência, procedimentos cirúrgicos, assistência pediátrica e responder também a eventuais surtos epidemiológicos decorrentes da destruição da infraestrutura sanitária.

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