Corrupção na Polícia Civil de São Paulo: Ministério Público de São Paulo e Polícia Federal fazem ação contra corrupção dentro de departamentos da Polícia Civil do estado. Investigações mostram que a organização criminosa usava VR para lavar dinheiro. Leia em TVT News.
Corrupção: esquema lavava dinheiro com VR
Segundo o MP, o dinheiro vindo do tráfico de drogas, recebido em espécie, era usado na aquisição dos cartões, que, depois eram utilizados em padarias e mercadinhos de fachada, que transferiam recursos para empresas fictícias. O grupo criminoso também manipulava investigações, realizava fraudes processuais e destruíam provas de investigações.
Ministério Público e PF fazem operação em SP contra corrupção na Polícia Civil
O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), realiza operação especial para combater esquema de corrupção policial que dava proteção a uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais.

O grupo criminoso é formado por doleiros, operadores financeiros e pessoas com experiência em lavar dinheiro. Até o momento, quatro suspeitos foram presos.
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A Operação Bazaar conta com o apoio Polícia Federal, a Polícia Civil e a Força de Combate com a Polícia Federal (Ficco).
De acordo com as investigações do Gaeco, o grupo criminoso fazia pagamentos constantes a agentes públicos e policiais civis, manipulava investigações, realizava fraudes processuais e destruíam provas de investigações. “Assim, os criminosos, de forma coordenada, asseguravam a continuidade de suas práticas e evitavam ser responsabilizados por seus crimes”.
Segundo informações do MPSP, são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão – inclusive em delegacias -, além de 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relativos a medidas cautelares diversas direcionados a integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis.
Leia a nota da PF sobre a ação contra corrupção na Polícia Civil
Nesta quinta-feira (5/3), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (FICCO/SP), em ação coordenada com o Gaeco do Ministério Público do Estado de São Paulo e com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil, deflagrou a Operação Bazaar, para aprofundar investigação sobre possível corrupção policial voltada à proteção de uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais.
As apurações indicam que o grupo, formado por doleiros e por operadores financeiros, teria estruturado um esquema de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, além de empregar artifícios como fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e destruição de provas, visando assegurar a continuidade das atividades ilícitas.
A FICCO/SP é composta atualmente pela Polícia Federal, pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo
