A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e o Instituto D’Or receberam nesta sexta-feira a habilitação do governo federal para criar cursos de graduação em Medicina na capital fluminense. O documento foi assinado em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Educação, Camilo Santana, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do reitor da universidade, padre Anderson Antonio Pedroso. Leia em TVT News.
A habilitação representa a etapa inicial para implantação dos cursos. A autorização definitiva ainda depende do processo de avaliação do Ministério da Educação (MEC), que inclui análise da infraestrutura, visita técnica às instalações e atribuição de nota ao curso. Somente após essa etapa será liberada a realização do vestibular.
No caso da PUC-Rio, a expectativa é de que o vestibular ocorra no fim deste ano, com início das aulas previsto para 2027. A universidade planeja abrir inicialmente 106 vagas.
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A cerimônia ocorreu durante visita do presidente Lula à Escola Técnica Roberto Rocco, em Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade. O pedido da PUC-Rio para oferecer graduação em Medicina se arrastava havia cerca de uma década. Entre as sete universidades da rede PUC existentes no país, a unidade do Rio era a única que ainda não possuía o curso.
Para viabilizar a formação prática dos estudantes, a universidade firmou parceria com a Prefeitura do Rio e com instituições hospitalares. Segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, alunos da PUC-Rio poderão realizar residência médica e atividades práticas no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, localizado em Acari, na Zona Norte da cidade.
Além dessa parceria, o projeto conta com convênios hospitalares que garantem estrutura para a formação clínica dos estudantes. De acordo com informações divulgadas pela universidade, a rede municipal disponibilizou 757 leitos para as atividades práticas, além de acordos com instituições como o Hospital São Francisco na Providência de Deus.
PUC-Rio comemora chegada da Medicina
O reitor da PUC-Rio, padre Anderson Pedroso, afirmou que a habilitação representa o resultado de anos de preparação e de articulação institucional.
“Estamos colhendo os primeiros frutos de um trabalho árduo das equipes da universidade, que foi apoiado por uma parceria estratégica com a prefeitura. A PUC é uma universidade comunitária, com uma missão clara de busca do bem comum. Se Deus quiser, iremos formar médicos com a qualidade que a população merece, especialmente com os valores do humanismo que nos caracteriza”, disse.
Para a gestão municipal, a criação do curso também pode contribuir para ampliar a formação de profissionais de saúde no país. O secretário municipal de Educação do Rio, Renan Ferreirinha, classificou a habilitação como um marco para a cidade.
“Depois de mais de uma década, essa que é uma das melhores universidades privadas do Brasil alcançou a possibilidade de formar médicos na graduação. Não tenho dúvida de que será um curso de excelência e referência para todo o país”, afirmou.
No caso do Instituto D’Or, ligado à rede hospitalar privada, o projeto de criação do curso também recebeu habilitação federal. A instituição informou que só se manifestará oficialmente após a publicação formal do ato.
Após a cerimônia, Lula seguiu agenda na Zona Oeste do Rio, onde participou da entrega de 64 moradias do programa Morar Carioca do Aço, na Favela do Aço, também em Santa Cruz.
O projeto habitacional prevê investimento total de R$ 301 milhões, incluindo R$ 146 milhões obtidos pela prefeitura por meio de empréstimo junto ao Banco do Brasil. Ao todo, o plano prevê a construção de cerca de 580 casas populares, além de um condomínio residencial e um polo comercial destinado a moradores que mantinham pequenos comércios na comunidade.
Segundo a prefeitura, aproximadamente 400 unidades habitacionais já estão concluídas. A previsão é que as demais moradias e o espaço comercial sejam finalizados até o fim deste ano.
Durante a visita ao conjunto habitacional, o presidente conheceu a nova residência da moradora Mariza Batista, de 47 anos. Mãe de sete filhos, ela contou a Lula que foi contratada pela prefeitura para trabalhar como merendeira em unidade da rede municipal de ensino.

