Rússia é o único vencedor da guerra no Oriente Médio, afirma presidente do Conselho Europeu

Europa avalia que a Rússia se beneficia com o aumento do preço do petróleo
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(ARQUIVO) Um míssil balístico intercontinental russo Topol-M atravessa a Praça Vermelha durante o Desfile do Dia da Vitória em Moscou, em 9 de maio de 2008. A Rússia prometeu, em 4 de fevereiro de 2026, agir "responsavelmente" caso seu último tratado nuclear com os Estados Unidos expire em 5 de fevereiro, em meio a crescentes temores de que o colapso do acordo possa desencadear uma nova corrida armamentista entre as principais potências nucleares. O Novo Tratado START, assinado em 2010, limita o número de ogivas nucleares que cada lado pode implantar. (Foto de Yuri KADOBNOV / AFP)


A Rússia de Vladimir Putin é, por enquanto, o único “vencedor” da guerra no Oriente Médio, devido, entre outros fatores, à forte alta dos preços do petróleo, declarou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, nesta terça-feira (10). Leia em TVT News.

Quem venceu a guerra no Oriente Médio: a Rússia, de acordo com o presidente do Conselho Europeu

“Até agora, só há um vencedor nesta guerra: a Rússia”, disse presidente do Conselho Europeu, António Costa aos embaixadores da UE reunidos em Bruxelas.

O Conselho Europeu representa os chefes de Estado e de Governo da União Europeia.

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Com o aumento dos preços dos hidrocarbonetos, Moscou “está obtendo novos recursos para financiar sua guerra contra a Ucrânia”, alertou ele, que instou a manter a pressão sobre a Rússia, mais de quatro anos após a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Os preços dos hidrocarbonetos dispararam desde o início da campanha maciça de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que também afetou os países exportadores de petróleo do Golfo. Na segunda-feira, o petróleo ultrapassou os 100 dólares por barril.

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Esta imagem de satélite, divulgada pela 2026 Planet Labs PBC em 1º de março de 2026, mostra uma coluna de fumaça subindo em Dubai após um ataque com projéteis. Os moradores de Dubai ficaram horrorizados quando centenas de drones e mísseis alvejaram os Emirados Árabes Unidos e outros aliados dos EUA no Golfo, antigos refugiados do conflito regional, em 28 de fevereiro e 1º de março, na sequência da guerra que começou em 28 de fevereiro com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. (Foto: AFP) / USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS

Em um esforço para aliviar as tensões no mercado de hidrocarbonetos, o governo dos EUA autorizou, na quinta-feira, o envio de petróleo russo sancionado para a Índia por um mês.

Moscou também se beneficia da forte demanda por equipamentos militares no Oriente Médio, que “poderiam ter sido enviados para a Ucrânia”, lamentou Costa.

A Ucrânia precisa urgentemente de sistemas de defesa aérea para combater os ataques russos, que destroem diariamente sua infraestrutura energética e cidades, mas os ataques iranianos contra Israel e os países do Golfo criaram uma necessidade crítica desse mesmo equipamento.

Desde o início da guerra, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, propôs que os aliados dos EUA no Oriente Médio trocassem seus mísseis Patriot americanos por interceptores de drones ucranianos para se protegerem de ataques de drones iranianos.

Desde então, Kiev declarou que 11 países, incluindo os Estados Unidos, solicitaram sua ajuda contra drones iranianos, algo que a Ucrânia conhece bem, pois as forças armadas russas também os utilizam.

© Agence France-Presse

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