Preço do petróleo cai mais de 15% no 11° dia de guerra

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Barril de petróleo. Dos 10 maiores produtores de petróleo, sete estão envolvidos em guerra. Foto de Alimurat Üral / Pexels

Preço do petróleo cai mais de 15% no 11º dia de guerra no Oriente Médio. Leia em TVT News.

Petróleo cai e bolsas sobem após declarações de Trump sobre a guerra

Da AFP em Londres, Reino Unido

Os preços do petróleo caíram com força e as bolsas asiáticas e europeias subiram nesta terça-feira (10), após o presidente americano, Donald Trump, sugerir que a guerra no Oriente Médio poderá terminar em breve.

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“Isso vai acabar em breve e, se recomeçar, o golpe será ainda mais duro”, disse Trump na noite de segunda-feira, questionado sobre a ofensiva iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Mas o Irã respondeu dizendo que vai bloquear as exportações de petróleo do Golfo e que será a república islâmica, e não os Estados Unidos, a determinar “o fim da guerra”.

Ainda assim, as declarações de Trump contribuíram para reverter a alta dos preços do petróleo. Estes haviam disparado devido aos ataques iranianos a monarquias petrolíferas do Golfo, em resposta aos bombardeios americanos e israelenses que mataram seu líder supremo, Ali Khamenei, que foi substituído por seu filho.

O barril de West Texas Intermediate (WTI), referência no mercado americano, recuava 6,2%, para 88,94 dólares (463,14 reais). O Brent do Mar do Norte, referência europeia, perdia 6,8%, para 92,20 dólares por barril (480,66 reais).

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O contraste é forte em relação à segunda-feira, quando os preços chegaram perto de 120 dólares (625 reais) o barril nos mercados asiáticos, com altas de mais de 30%.

Já os preços do gás na Europa caíram cerca de 13%. O contrato de gás natural TTF holandês, considerado a referência europeia, recuou para cerca de 48 euros (290 reais), após ter subido consideravelmente no dia anterior.

A queda do preço do petróleo bruto em particular contribuiu para uma recuperação das bolsas asiáticas, após as bruscas quedas da segunda-feira. Seul fechou em alta de 5,4% e Tóquio, de 2,9%. Hong Kong subiu 2,2% e Xangai, 0,7%.

As bolsas europeias também subiam: Londres (+1,5%), Paris (+1,6%), Frankfurt (+2,4%) e Madri (+2,3%).

Os três principais índices de Wall Street encerraram a segunda-feira com fortes altas. Nesta terça-feira, o Dow e o S&P 500 abriram estáveis, enquanto o Nasdaq subiu ligeiramente.

– “Mercado instável” –

“Continua sendo um mercado instável e, se as manchetes piorarem ou a guerra se intensificar, poderemos ver os preços voltarem a subir”, afirmou Kathleen Brooks, do grupo XTB.

O presidente dos Estados Unidos também afirmou que suspenderia temporariamente algumas sanções relacionadas ao petróleo e reconheceu ter falado com seu homólogo russo, Vladimir Putin.

Os investidores estão atentos ao que acontece no Estreito de Ormuz, por onde costuma passar quase 20% do petróleo mundial, do Golfo para os mercados internacionais.

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Um barril de petróleo com a marca da gigante petrolífera americana Exxon Mobil (Foto de Gaizka IROZ / AFP)

Segundo especialistas em transporte marítimo, cerca de 10 navios nesse estreito ou nas suas proximidades foram atacados desde que o Irã o bloqueou quase por completo, em represália pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel.

“O fator mais importante para os mercados será saber se o fornecimento de energia da região será retomado normalmente”, afirmou o analista da Forex.com, Fawad Razaqzada.

Até que os operadores vejam que o envio através do Estreito de Ormuz se estabilizou e a produção foi restabelecida, “é pouco provável que os preços do petróleo recuem drasticamente em relação aos níveis atuais”, acrescentou.

O presidente Emmanuel Macron declarou que a França e seus aliados trabalham em uma missão “puramente defensiva” para reabrir o estreito com o objetivo de escoltar os navios, assim que terminar a fase mais intensa da guerra.

© Agence France-Presse

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