Cuba será o próximo alvo de Trump?

Trump diz que "espera ter a honra de tomar o país de alguma forma"
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Uma mulher passa por um cartaz do líder cubano Fidel Castro com os dizeres "Morte ao invasor" em Havana, em 13 de março de 2026. O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou em 13 de março de 2026 que "autoridades cubanas realizaram recentemente conversas" com representantes dos Estados Unidos, em meio ao aumento das tensões entre Washington e Havana. (Foto de YAMIL LAGE / AFP)

Depois da decapitação do governo da Venezuela e dos bombardeios no Irã, as ações imperiais de Trump estão, mais uma vez, voltadas para Cuba, pedra no sapato dos EUA desde os anos 50. Leia em TVT News.

Trump diz que pode fazer com Cuba “qualquer coisa que quiser”

Da AFP em Washington, Estados Unidos


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (16) que espera ter “a honra de tomar Cuba” durante seu mandato, em meio a conversas com o governo de Havana, exaurido por causa da crise energética.

“Acho realmente que terei a honra de tomar Cuba, de alguma maneira”, declarou Trump a jornalistas no Salão Oval.

“Quero dizer libertá-la, ou tomá-la. Acho que posso fazer o que quiser, se quer que eu diga a verdade. É uma nação muito debilitada neste momento”, considerou.

“Seria uma grande honra”, provocou o presidente dos EUA.

Desde seu retorno à Casa Branca em 2025, Trump tem atacado os líderes de esquerda na América Latina

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu na sexta-feira que ambos os governos mantêm negociações, em meio a um bloqueio quase total de Washington à entrega de petróleo à ilha, que sofre apagões generalizados.

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Washington ameaça aplicar sanções aos países que desejam fornecer petróleo à ilha, pois considera que seu governo comunista é uma “ameaça”.

EUA presionam para que Díaz-Canel deixe o poder em Cuba

Da AFP em Washington, D.C., Estados Unidos


O governo americano de Donald Trump pressiona para que o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, deixe o poder, no contexto das negociações entre os dois países, publicou nesta segunda-feira (16) o jornal The New York Times.

Com a saída de Díaz-Canel, de 65 anos e na presidência desde 2018, o atual governo comunista seria mantido, segundo o Times.

“De acordo com essas fontes, os americanos deixaram claro aos negociadores cubanos que o presidente deve sair, mas deixam nas mãos dos cubanos a decisão sobre a continuidade dos acontecimentos”, aponta o jornal nova-iorquino, que cita quatro fontes familiarizadas com as conversas.

Díaz-Canel reconheceu na sexta-feira que os dois governos estão em negociações, embora tenha revelado pouco sobre a natureza desses diálogos.

A pressão do governo americano para que haja um novo líder ocorre enquanto a ilha enfrenta apagões generalizados em meio a um devastador embargo petrolífero imposto pela administração Trump.

Uma fonte disse ao New York Times que “remover o chefe de Estado de Cuba permitiria mudanças estruturais na economia de um país que o senhor Díaz-Canel, considerado linha-dura por funcionários [de Trump], dificilmente apoiaria”.

Desde seu retorno à Casa Branca em 2025, Trump tem atacado os líderes de esquerda na América Latina.

Na Venezuela, Nicolás Maduro foi capturado em 3 de janeiro durante uma operação militar dos Estados Unidos.

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Esta captura de tela da conta X da Rapid Response 47, a conta oficial de resposta rápida da Casa Branca, mostra o presidente venezuelano Nicolás Maduro (C) escoltado por agentes da DEA dentro da sede da Agência Antidrogas dos EUA (DEA) no sul de Manhattan, Nova York, em 3 de janeiro de 2026. O presidente Donald Trump disse em 3 de janeiro que os Estados Unidos “governariam” a Venezuela e explorariam suas enormes reservas de petróleo após prender o líder esquerdista Nicolás Maduro durante um bombardeio em Caracas. O anúncio de Trump ocorreu horas depois de um ataque relâmpago antes do amanhecer, no qual forças especiais prenderam Maduro e sua esposa – enquanto ataques aéreos bombardeavam locais dentro e ao redor da capital – e o levaram para fora do país. (Foto da conta X da Rapid Response 47 / AFP)

Washington trabalha agora com a vice-presidente de Maduro e atual governante interina, Delcy Rodríguez, que tem sido mais receptiva às exigências americanas.

Trump declarou nesta segunda-feira à imprensa que espera ter “a honra de tomar Cuba” durante seu mandato.

© Agence France-Presse

Cuba, a pedra no sapato dos EUA

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Imagem do “Cantinho dos Cretinos”no Museu da Revolução em Havana, capital de Cuba. A imagem mostra charges dos ex-presidentes Bush e Reagan, ao lado do ex-ditador cubano deposto pela Revolução, Fulgencio Batista. As inscrições dizem: “obrigado, Cretino, pela nossa revolução”. Imagem: Wikimedia Commons

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