Depois da decapitação do governo da Venezuela e dos bombardeios no Irã, as ações imperiais de Trump estão, mais uma vez, voltadas para Cuba, pedra no sapato dos EUA desde os anos 50. Leia em TVT News.
Trump diz que pode fazer com Cuba “qualquer coisa que quiser”
Da AFP em Washington, Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (16) que espera ter “a honra de tomar Cuba” durante seu mandato, em meio a conversas com o governo de Havana, exaurido por causa da crise energética.
“Acho realmente que terei a honra de tomar Cuba, de alguma maneira”, declarou Trump a jornalistas no Salão Oval.
“Quero dizer libertá-la, ou tomá-la. Acho que posso fazer o que quiser, se quer que eu diga a verdade. É uma nação muito debilitada neste momento”, considerou.
“Seria uma grande honra”, provocou o presidente dos EUA.
Desde seu retorno à Casa Branca em 2025, Trump tem atacado os líderes de esquerda na América Latina
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu na sexta-feira que ambos os governos mantêm negociações, em meio a um bloqueio quase total de Washington à entrega de petróleo à ilha, que sofre apagões generalizados.
>> Siga o grupo da TVT News no WhatsApp
Washington ameaça aplicar sanções aos países que desejam fornecer petróleo à ilha, pois considera que seu governo comunista é uma “ameaça”.
EUA presionam para que Díaz-Canel deixe o poder em Cuba
Da AFP em Washington, D.C., Estados Unidos
O governo americano de Donald Trump pressiona para que o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, deixe o poder, no contexto das negociações entre os dois países, publicou nesta segunda-feira (16) o jornal The New York Times.
Com a saída de Díaz-Canel, de 65 anos e na presidência desde 2018, o atual governo comunista seria mantido, segundo o Times.
“De acordo com essas fontes, os americanos deixaram claro aos negociadores cubanos que o presidente deve sair, mas deixam nas mãos dos cubanos a decisão sobre a continuidade dos acontecimentos”, aponta o jornal nova-iorquino, que cita quatro fontes familiarizadas com as conversas.
Díaz-Canel reconheceu na sexta-feira que os dois governos estão em negociações, embora tenha revelado pouco sobre a natureza desses diálogos.
A pressão do governo americano para que haja um novo líder ocorre enquanto a ilha enfrenta apagões generalizados em meio a um devastador embargo petrolífero imposto pela administração Trump.
Uma fonte disse ao New York Times que “remover o chefe de Estado de Cuba permitiria mudanças estruturais na economia de um país que o senhor Díaz-Canel, considerado linha-dura por funcionários [de Trump], dificilmente apoiaria”.
Desde seu retorno à Casa Branca em 2025, Trump tem atacado os líderes de esquerda na América Latina.
Na Venezuela, Nicolás Maduro foi capturado em 3 de janeiro durante uma operação militar dos Estados Unidos.

Washington trabalha agora com a vice-presidente de Maduro e atual governante interina, Delcy Rodríguez, que tem sido mais receptiva às exigências americanas.
Trump declarou nesta segunda-feira à imprensa que espera ter “a honra de tomar Cuba” durante seu mandato.
© Agence France-Presse
Cuba, a pedra no sapato dos EUA

