Tenente-coronel da PM, indiciado por feminicídio, é preso

Polícia prende tenente-coronel PM pela morte e simulação do suicídio da soldado Gisele
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Tenente-coronel é preso no interior de SP suspeito de matar a esposa, também soldado da PM, e tentar forjar suicídio. Foto: Reprodução / Redes sociais

O Tenente-coronel da PM de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, é preso em cidade do interior paulista. O tenente-coronel é suspeito de matar a esposa, a soldado PM Gisele Alves Santana, além de tentar forjar suicídio. Leia em TVT News.

Polícia prende tenente-coronel por morte da soldado Gisele, além de tentativa de fraude no processo

O tenente-coronel da PM de SP, Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em um imóvel em São José dos Campos (SP). A morte da soldado Gisele Alves Santana ocorreu há um mês e o tenente estava em liberdade.

Após esses procedimentos, o tenente-coronel deve passar por exames de corpo de delito e então será levado para o Presídio Militar Romão Gomes, na capital. A expectativa da polícia é que o Inquérito Policial Militar (IPM) seja concluído nos próximos dias.

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Nesta terça-feira (17), foi solicitada à Justiça a decretação da prisão do policial, com aval do Ministério Público de São Paulo. A Corregedoria da PM também pediu a prisão. O pedido foi acolhido pela Justiça Militar.

Entenda o caso da morte da soldado PM Gisele

A Polícia Civil de São Paulo indiciou por feminicídio e fraude processual o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, no caso da morte de sua companheira, a soldado Gisele Alves Santana,

Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal morava. O tenente-coronel, que estava no local, chamou socorro e reportou o caso às autoridades como suicídio. Posteriormente, o registro foi alterado para morte suspeita. A família da vítima contestou a versão de suicídio desde o início.

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Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento em que morava com o marido. Foto: Reprodução/ Instagram

Laudos necroscópicos realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) no corpo de Gisele apontaram lesões contundentes na face e na região cervical. Tais lesões são resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha.

O último laudo tem data de 7 de março, um dia depois da exumação do corpo da vítima. No entanto, no laudo necroscópico do dia 19 de fevereiro, dia seguinte à morte da policial, já havia menção a lesões na face e no pescoço na lateral direita. 

Em entrevistas à Agência Brasil, o advogado José Miguel Silva Junior afirmou que as marcas encontradas no pescoço da vítima, junto a outros elementos de prova, corroboravam para a tese do crime de feminicídio. 

Outros indícios de feminicídio

Em depoimento, uma testemunha vizinha disse que ouviu um disparo às 7h28 daquele dia. O tenente-coronel acionou a polícia às 7h57. O advogado chama atenção para o intervalo de quase meia hora para que Geraldo pedisse socorro.

Silva Junior mencionou ainda a foto da vítima com a arma na mão tirada pelos socorristas. Ele explicou que, na imagem, a vítima está com a arma na mão, o que seria incomum em casos de suicídio.

Além disso, o advogado ressaltou que três mulheres policiais foram ao apartamento do casal para fazer uma limpeza horas após a ocorrência, o que já foi confirmado em depoimentos.

Com informações da Agência Brasil e portal G1

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