A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no primeiro trimestre do ano, acima da última medição, realizada em novembro do ano passado, quando era de 5,2%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE. Mais informações em TVT News.
Apesar da alta no período, trata-se da menor taxa para um trimestre encerrado em fevereiro na série histórica, iniciada em 2012. No mesmo trimestre de 2025, o índice era de 6,8%. Assim, na comparação anual, a queda foi de aproximadamente 14,7%.
No trimestre encerrado em fevereiro, o Brasil tinha 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões à procura de trabalho. No trimestre de setembro a novembro de 2025, eram 5,6 milhões de brasileiros em busca de vagas.
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O nível de ocupação (proporção de pessoas trabalhando) foi de 58,4%, com queda de 0,6 ponto percentual no trimestre (59,0%) e alta de 0,4 ponto percentual no ano (58,0%).
Já a taxa de subutilização, que engloba desocupados, subocupados (que trabalham menos de 40 horas e gostariam de trabalhar mais) e a força de trabalho potencial (quem deixou de buscar emprego por desalento ou outros motivos), ficou em 14,1%, alta de aproximadamente 4,3% em relação ao período anterior.
Confira os dados do grupo classificado como subutilizado:
- População subocupada por insuficiência de horas: 4,4 milhões; estável em relação ao mesmo período de 2025.
- População fora da força de trabalho: 66,6 milhões; alta de 0,9% no trimestre e de 1,4% na comparação anual (mais 942 mil pessoas).
- População desalentada: 2,7 milhões; estável no trimestre e com queda de 14,9% no ano (menos 477 mil pessoas), passando de 3,2 milhões. A taxa recuou 0,4 ponto percentual no período, para 2,9%.
O número de empregados com carteira assinada ficou estável no trimestre e no ano, em 39,2 milhões de pessoas. Já o contingente de trabalhadores por conta própria cresceu 3,2% no ano (mais 798 mil pessoas), chegando a 26,1 milhões.
O número de trabalhadores domésticos (5,5 milhões) também se manteve estável no trimestre e no ano.
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, com queda de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 0,6 ponto percentual na comparação anual — queda de cerca de 0,5% e 1,6%, respectivamente.

Apesar do aumento na taxa de desemprego, a renda também subiu
A renda média de todos os trabalhadores — formais, informais e domésticos — chegou a R$ 3.679, com alta de 2,0% no trimestre e de 5,2% na comparação anual.
Já a massa de rendimento real, estimada em R$ 371,1 bilhões, ficou estável no trimestre, mas avançou 6,9% em relação ao ano anterior — um crescimento de R$ 24,1 bilhões.
Na comparação com o trimestre de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025, todas as posições na ocupação registraram aumento de rendimento. Os maiores avanços foram observados entre empregadores (10,0%, ou mais R$ 838) e empregados sem carteira assinada (9,1%, ou mais R$ 221).
A análise do rendimento médio mensal real do trabalho principal, por ocupação, mostra que, no trimestre de dezembro de 2025 a fevereiro de 2026, frente ao período de setembro a novembro de 2025, houve aumento apenas entre empregados sem carteira assinada (4,2%, ou mais R$ 106) e no setor público (4,1%, ou mais R$ 219). Nas demais categorias, não houve variação significativa.
Também houve alta entre empregados com carteira assinada (2,6%, ou mais R$ 85), trabalhadores domésticos (4,8%, ou mais R$ 63), empregados do setor público (4,5%, ou mais R$ 238) e trabalhadores por conta própria (4,2%, ou mais R$ 121).
Com informações de Agência IBGE de Notícias.
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