O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15) e atende a uma representação da própria PF, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Entenda na TVT News.
Postagem em rede social motivou investigação
O caso tem origem em uma publicação feita pelo parlamentar na rede social X, em 3 de janeiro deste ano. Na ocasião, Flávio Bolsonaro afirmou que Lula “será delatado” e associou o presidente a crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e fraudes eleitorais.
“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, diz o post completo.
Segundo a PGR, as declarações foram feitas em ambiente virtual público, com amplo alcance, e configuram atribuição “falsa e vexatória” de fatos criminosos ao chefe do Executivo.
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Moraes determina publicidade do processo
Relator do caso, Alexandre de Moraes também determinou o levantamento do sigilo dos autos. Na decisão, o ministro argumentou que não há elementos que justifiquem a tramitação em segredo de justiça, destacando que a publicidade é a regra em processos dessa natureza.
A PF terá prazo inicial de 60 dias para realizar diligências e concluir a apuração. Até o momento, a defesa do senador não se manifestou oficialmente sobre a abertura do inquérito.
Impacto em cenário eleitoral
A investigação ocorre em meio à pré-campanha para as eleições presidenciais de 2026. Com a inelegibilidade do ex-presidente condenado Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro foi escolhido como representante político da família na disputa pelo Palácio do Planalto.

