O mercado de trabalho brasileiro apresentou resultados positivos no início de 2026. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta quinta-feira (30/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março. Este índice representa o menor valor para o período desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Leia em TVT News.
Governo Lula supera recorde de 2025 e registra menor índice de desocupação
A marca atual do governo Lula supera o recorde anterior estabelecido no primeiro trimestre de 2025, quando o índice de desocupação foi de 7%. Na comparação anual, a redução foi de 0,9 ponto percentual. Além da queda na desocupação, o levantamento aponta que a massa de rendimento real e o valor médio recebido pelos trabalhadores atingiram patamares recordes.
Rendimentos e massa salarial em patamares recordes

A soma das remunerações de todos os trabalhadores do país, denominada massa de rendimento médio real, atingiu R$ 374,8 bilhões no período. Esse montante representa uma estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas configura uma alta de 7,1% na comparação anual, o que equivale a um acréscimo de R$ 24,8 bilhões na economia.
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O rendimento médio real habitual também registrou valor recorde, chegando a R$ 3.722. O crescimento foi observado tanto no trimestre (1,6%) quanto no ano (5,5%), com os valores já descontados pela inflação. Setorialmente, o aumento no rendimento médio foi puxado por dois grupamentos específicos em relação ao trimestre móvel anterior:
- Comércio: alta de 3,0%, representando R$ 86 a mais.
- Administração Pública: crescimento de 2,5%, ou um acréscimo de R$ 127.
Queda na informalidade e avanço da carteira assinada
A taxa de informalidade registrou recuo no trimestre encerrado em março, situando-se em 37,3% da população ocupada. O número corresponde a 38,1 milhões de trabalhadores informais. O índice atual é inferior aos 37,6% do trimestre móvel anterior e aos 38% registrados em março de 2025.
Paralelamente, o emprego formal no setor privado apresentou crescimento. O contingente de trabalhadores com carteira assinada subiu 1,3% no ano, somando 504 mil novas vagas formais. No total, o país contabiliza 39,2 milhões de profissionais com registro em carteira no setor privado em 2025.
Em contrapartida, o número de empregados sem carteira assinada no setor privado recuou 2,1% no trimestre, totalizando 13,3 milhões de pessoas. Já o contingente de trabalhadores por conta própria permaneceu estável no trimestre, em 26 milhões, embora apresente uma alta anual de 2,4%, com 607 mil pessoas a mais nesta condição.
Dinâmica dos grupamentos de atividade
Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, dois setores se destacaram pelo aumento no número de ocupados:
- Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas: alta de 3,2%, com mais 406 mil pessoas ocupadas.
- Administração Pública: crescimento de 4,8%, somando 860 mil novos trabalhadores.
O único setor que apresentou redução significativa no contingente de trabalhadores na comparação anual foi o de Serviços Domésticos, com queda de 3,6%, o que representa 202 mil ocupados a menos.

