Metalúrgicos de Sorocaba lançam campanha salarial com foco no fim da escala 6×1

Mobilização organizada pela FEM-CUT/SP amplia pressão sobre Congresso Nacional por mudanças nas relações de trabalho
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Mobilização reuniu trabalhadores da base metalúrgica da região, marcando o início das negociações salariais. Foto: Mattheus da Silva/Metalúrgicos de Sorocaba e Região

A Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT de São Paulo (FEM-CUT/SP) e o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) lançaram nesta quinta-feira (27) a Campanha Salarial 2026 da categoria metalúrgica. O ato aconteceu às 5h da manhã, na Avenida Independência, no bairro do Éden, em Sorocaba, uma das principais regiões industriais do estado. Saiba mais na TVT News.

Com o tema “Na Luta por Direitos, por Salários e pelo Nosso Futuro”, a mobilização reuniu trabalhadores da base metalúrgica da região, marcando o início das negociações salariais e das ações políticas da categoria para o próximo período.

Jornada menor e fim da escala 6×1 estão entre prioridades

Entre os principais pontos defendidos pela campanha estão a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos para ter apenas um dia de descanso.

Segundo a FEM-CUT/SP, a proposta busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, garantindo mais tempo para descanso, convivência familiar e cuidados pessoais, sem prejuízo financeiro.

Além das mudanças na organização do trabalho, a pauta também inclui reposição integral da inflação, aumento real nos salários e manutenção das Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs), consideradas fundamentais para preservar direitos históricos da categoria.

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Pressão política mira votação no Congresso

A escolha da data para o lançamento da campanha ocorre na véspera de uma votação prevista na Câmara dos Deputados, em Brasília, relacionada à redução da jornada e ao fim da escala 6×1.

Com isso, a estratégia da FEM-CUT/SP amplia a atuação sindical para além das negociações com o setor patronal e busca fortalecer a pressão política sobre o Congresso Nacional e a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

De acordo com a entidade, a intenção é ampliar a representação da classe trabalhadora nos espaços de decisão política para garantir avanços legislativos ligados às condições de trabalho.

“Somente as ruas irão pressionar os deputados federais e nossos senadores a votar esse tema extremamente importante [fim da escala 6×1] para os trabalhadores”, reforçou o presidente do SMetal, Leandro Candido Soares.

Campanha incorpora pautas das mulheres trabalhadoras

A campanha salarial de 2026 também traz um recorte voltado à igualdade de gênero no setor metalúrgico. Entre as reivindicações estão o combate à desigualdade salarial entre homens e mulheres, a valorização profissional das trabalhadoras e medidas relacionadas aos impactos da dupla jornada.

As pautas são conduzidas pela Secretaria da Mulher Trabalhadora da FEM-CUT/SP, que defende a ampliação de direitos e melhores condições de trabalho para as mulheres da categoria.

Liderança defende mobilização unificada

O presidente da FEM-CUT/SP, Erick Silva, afirmou que a campanha salarial deste ano busca priorizar a qualidade de vida dos trabalhadores e fortalecer a mobilização nacional da categoria.

“Estamos organizados e lutando pela redução da jornada e o fim da escala 6×1, pontos importantes construídos ao longo da mobilização dos últimos anos, mas que sempre foram uma pauta da classe trabalhadora, um projeto da CUT e da nossa Federação”, lembrou Erick.

A estratégia envolve ações nas fábricas, manifestações públicas, articulação política e mobilização nas redes sociais para ampliar a pressão por mudanças nas relações de trabalho e garantir avanços salariais e sociais para os metalúrgicos e os demais trabalhadores brasileiros.

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